Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

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domingo, 21 de agosto de 2016

Exercício à paciência e às finanças

À direita, marca do estouro causado pelo Frank (Wartburg);
à direita, marca do antigo motor "fumante" do Eusébio (Opel).
Carros antigos, carros antigos... hobby caro e por vezes estressante, tal qual a fama das "amantes argentinas"... 

O Frank, querido Wartburg 353, foi levado de guincho para uma nova oficina e sai de lá praticamente bom. O sintoma era que ao invés de funcionar, o motor dava tiros como se fossem de espingarda. Pois muito bem, com carburador limpo e ajustado, além de receber uma revisão nos freios há tempos necessária, saiu da oficina 90% bem. O problema eram os outros 10%... 
Frank ganhou uma lavagem, foi encerado e, depois de 300 Km viajados, apareceram tossidas, pipocos, um vazamento no câmbio e duas das três velas estavam bem carbonizadas. Numa nova visita à oficina, um diagnóstico desanimador - a solução para o problema é a troca do motor. Tristes com a notícia, Frank e eu seguimos para o estacionamento, tendo como "gran finale" a perda de força do motor e um novo tiroteio, que atrapalhou o trânsito e entreteve turistas. Póximos passos? Conseguir um horário com um especialista em Wartburg (há 200 Km daqui) e levá-lo até lá para uma solução permanente.
Frank lavado, encerado e consertado, pronto para um passeio.
A estrada, Frank e eu. 
"Pequeno" vazamento de óleo do câmbio (ou "proteção contra corrosão à moda alemã oriental").
Pausa para um pequeno descanso.
  
Velocidade máxima atingida, em leve declive e com motor pipocando. Temperatura do motor constantemente alta, independentemente da velocidade. 
Após viagem, duas de três velas sujas. Mau sinal. 
Eusébio recebeu um motor novo (o que não foi barato) e a oficina que colocou o motor fez o "grande favor" de não ver a embreagem e, além do motor esquentar em velocidades médias e altas, a embreagem começou a patinar. Comprei peças (disco de embreagem, rolamento de embreagem e radiador novos), e o serviço rápido na (outra) oficina virou (outra) dor de cabeça pois a embreagem e o rolamento são diferentes entre o especificado (o que comprei) e o que estava no carro (de uma nova outra configuração, intermediária entre o ano do carro e o novo modelo). Adivinha? Eusébio continua na oficina, peças sendo procuradas e a perspectiva de uma conta que vai ficar cara...


Motor novo no lugar. 
O motor novo trouxe muito mais disposição na Autobahn...
... e também um aumento de temperatura não visto outrora.
Trocando o óleo, depois que o recém colocado ficara afetado pelo aquecimento excessivo do motor.

Eusébio ao lado de outros pacientes no "Hospital Albert Einstein" automotivo, aguardando a chegada das peças. 


É gente, tem horas em que a paciência chega no seu limite mínimo, e o saldo bancário também. 

domingo, 22 de maio de 2016

Wilma, uma Caravan em renovação

A vida segue, como e onde quer que estejamos. E enquanto sigo nesta estadia berlinense, a Wilma prosseguiu em processo de ressurreição - digo isso ao invés de restauração pois sob o aspecto econômico ela não seria um projeto viável, mas com tantas peculiaridades ela mereceu o resgate à antiga glória. Foi um ano de restauração, e que agora está na fase final de ajustes mas o resultado ficou ótimo até o momento. A foto de abertura deste post já diz bastante...
Wilma, em processo final de montem
 As fotos abaixo mostram como nos vimos pela primeira vez. Judiada, mas ainda em pé, parecia pedir que alguém a adotasse. Pois foi aquele bagageiro o que me cativou...

A "carinha de dó" de Wilma.
Wilma em outro ângulo.
Besta foto dá para ver que tudo embaixo dela foi restaurado ou substituído. O assoalho estava em ótimo estado, e a pintura ficou tão bonita que chegou a dar dó de pensar que esse trabalho não ficaria exposto... 

Suspensões, diferencial, freios... tudo revisado ou substituído conforme a necessidade.
Espelho dos freios devidamente galvanizado, bandejas e elementos da suspensão gabaritados e pintados a pó, terminais substituídos... um carro novo, de novo.
O motor dela, barulhento que estava, foi aberto e acabou por ser todo retificado já que não tinha apenas "uma folguinha aqui e um vazamento ali". Com isso, já se aproveitou e fez-se a pintura e galvanização de todas as peças de acordo com o padrão GM da época. O câmbio automático (TH-180) também foi aberto e todo revisado, com troca de kit e revisão do conversor de torque - afinal, se depois de anos de tratamento negligenciado, nada mais justo que deixá-lo à altura do restante do carro.

Motor da Wilma, cansado mas ainda trabalhando, recebeu o tratamento devido.

Peças pintadas, galvanizadas... 
... e motor retificado, pintado com a cor original.
Motor no lugar, com todos os acessórios.
Outras peças também receberam galvanização - além dos parachoques e respectivas garras, todas as peças que eram galvanizadas durante a fabricação do carro receberam novamente este tratamento. E também houve um cuidado em não se "superrestaurar", mantendo as próprias falhas de acabamento que a GM tinha à época, como o espirro de tinta preta nos suportes de radiador, sobre a pintura do carro. 

A montagem seguiu dando forma à Caravan.


Emblemas e outros detalhes foram dando mais vida a ela conforme eram montados. 

Visor de marcha do câmbio automático, que fica sobre a coluna de direção.
Neste momento, o interior já está todo montado e faltam pequenos (mas importantes) detalhes para serem concluídos, como a instalação dos farois de milha e de neblina, completar a revisão elétrica, e ajustar o motor e a suspensão. Gostaria de tê-la visto pronta e poder dirigí-la já sem nenhum ajuste a fazer; no entanto a experiência mostra que é melhor conviver com o atraso do que com o trabalho mal feito, portanto deixo para vê-la (e dirigí-la) para a próxima vez eu retornar ao Brasil, o que será assunto para outro post. Aproveito e deixo o meu imenso agradecimento ao meu sobrinho, Felipe, por ter coordenado este trabalho junto aos ótimos profissionais Kot (funilaria, pintura, estofamento e elétrica) e Fernando (mecânica), a quem também agradeço pelo trabalho até o momento.

Aqui está ela, quase pronta. Esta senhora está ficando linda...




domingo, 1 de maio de 2016

Elke precisando de vitaminas

Elke, a pequena peruinha de Zwickau, consegue ser grandiosa em diversos aspectos - desde seus espaços escondidos onde podem ser armazenados objetos diversos, até o seu comportamento de "amante argentina" que requer boa dose de atenção e de finanças pessoais. 

No dia 22 de dezembro de 2015, ela que trafegava tranquilamente decidiu ficar fraquinha, sem força para subir uma leve rampa ou acompanhar o trânsito da cidade. Percebi que o cilindro número um estava morno, enquanto que o número dois estava quente, na temperatura normal de trabalho. Depois de muitas pesquisas e algumas consultas, o primeiro diagnóstico - a ignição está falhando. Troquei cabos de vela, e mesmo assim se confirmou haver centelhas. Próximo passo era então trocar a junta de cabeçote, problema típico dos motores de Trabant, cuja junta quebrava e deixava escapar compressão. Tirei a capa de refrigeração do motor e realmente o cilindro parecia bem sujo, indicando vazamentos. 

Comprei peças, programei-me para trocar a junta de noite (após o zelador do condomínio voltar de seu compromisso noturno, e com isso não me encher a paciência) e, algumas noites depois a junta estava trocada... mas Elke continou igual. Próximo passo? Trocar a junta inferior do cilindro, que também estava muito suja. Sim amigos, comprei mais peças, ferramentas (como um torquímetro, cinta para instalação de aneis de pistão, chaves combinadas... e um extintor de incêndio, pois sabe-se lá o que poderia acontecer). Num domingo, tirei o cilindro e trouxe-o para o apartamento, afim de limpá-lo e trazer novos odores e cores ao meu lar. Sim, cores de graxa suja, poeira impregnada, óleo de limpeza (é, mais dinheiro gasto...), e a cor marrom que enfeitara então a bacia comprada especialmente para a finalidade.


Cilindro 1 (lado direito) mais sujo que o cilindro 2 (esquerda)
Troca da junta de cabeçote do cilindro 1
"Pé" do cilindro 1 bastante sujo de graxa, indicando possível vazamento.
Camisa e cabeçote do cilindro 1 removido. 


Cabeçote e camisa já limpos. Saiu tanta sujeira que acho que ficaram uns 100g mais leves. 


"Vista da oficina noturna". Nota: a temperatura média da garagem era de 7ºC a noite. 
Por alguma razão que a própria razão desconhece, tive a triste ideia de tentar tirar o pistão da biela, sem haver necessidade para tal. Parei no meio do caminho, mas não consegui colocar o pino do pistão de volta no lugar, então fui alguns dias depois numa loja de materiais de construção e ferramentas e comprei um parafuso comprido e porcas, e trouxe o pino de volta no lugar de onde eu não deveria tê-lo tirado.  
Vista panorâmica do motor sem o cilindro 1 e com metade do pino do pistão para fora.
Pistão do cilindro 1, com o pino para fora.
Instalação do pino do pistão, já no lugar correto. 
Compressão do cilindro 1. No limite mínimo, mas ainda no limite. 
Cilindro instalado, mas problema persistindo... já cabisbaixo e macambuzo, decidi medir a compressão dos cilindros, esperando pelo pior. Felizmente, apesar da pressão um pouco baixa ela ainda estava dentro do especificado (no limite mínimo, fato, mas ainda dentro do aceitável). Cocei a cabeça, estranhando muito aquilo... só restava mesmo ser ignição. Neste interim, a bateria pediu aposentadoria por tempo inativo, tendo uma nova bateria no lugar.

Motor quase montado

Eis que numa noite, conversando com um amigo que acabou vendo o carro, ele apontou para um grupo de fios de aterramento e disse para eu ver aquilo lá, pois não parecia direito. Pois bem, como parte do plano eu troquei as bobinas e também dei uma mexida naqueles fios... e Elke voltara à vida! Wunderbar!!! Animado após três meses de errante investigação e tentativas frustradas de solução do problema, montei todos os periféricos do motor de volta, e no dia seguinte guardei o pequeno monte de ferramentas e peças que havia dentro dela e levei-a para o estacionamento. A força havia voltado, como se ela tivesse tomado as vitaminas corretas, sentindo-se novamente disposta. O comportamento dela foi muito bom, acompanhando o trânsito e animando os berlinenses orientais que a viam circular pela cidade naquela fria noite de fevereiro. 


Tudo sujo, mas funcionando!

Tudo no seu devido lugar, e com filtro novo.
O pequeno carburador, que receberá um tratamento decente. 
Trafegando com a Elke na Leipziger Strasse. 

O carburador teimou em não manter a marcha lenta, provavelmente sujo de tantas intervenções no motor e do tempo parado, mas ela seguiu bem até o lado ocidental de Berlim, passando pelos tradicionais pontos turísticos e "atravessando o muro" ou melhor, o local onde jaz a lembrança que toneladas de concreto e aço separaram a cidade e a vida de tantas pessoas em mundos tão distintos. Chegamos felizes à garagem, onde ela ficou guardada e esperando a chegada da primavera e a certeza de tempos sem neve e gelo nas ruas. O carro de uso diário ficou contente também ao saber que voltaria a "dormir" na garagem, e em muito breve receber um merecido banho. 

Fazia frio, garoa, mas ela (até que) se comportou bem. 

Elke na sua "vaga cativa", sã e salva.
"Rudolf", o carro de uso diário, feliz em poder usar a vaga novamente. 
Amigo leitor, você acha que acabou por aqui? Rá! Errou!!! Três semanas depois, quando decidi colocá-la para rodar o problema voltou, e-xa-ta-men-te igual a antes... pelo menos agora dá para se concentrar na ignição como solução do problema. E tem outra - acabei esquecendo de fechar a torneirinha de combustível e portanto transbordou gasolina pelo carburador, logo o que não estava bom deve ter ficado ainda pior. Acho que a Elke vai para o médico antes do que eu imaginava. 

sábado, 5 de dezembro de 2015

A centésima publicação, com mais de cem fotos.

Esta é a centésima publicação deste blog. Agradeço muito a todos os que acompanham, me estimulam e reclamam quando fico sem publicar. Então vou abordar um tema que muitos me perguntam a respeito - se há e como são os encontros de carros antigos aqui na Alemanha. Só posso escrever no momento sobre Berlim e região, mas do que me falaram e vejo em revistas, os demais lugares da Alemanha são semelhantes.


Os alemães são apaixonados por veículos, de bicicletas a caminhões e barcos, e logicamente carros e motos. Alguns colegas do trabalho tem pelo pelo menos uma moto para passeio, ou um carro diferente para curtir entre Março e Outubro (entre Novembro e Fevereiro fica mais difícil com a neve, e o seguro mais caro), tem um amigo que possui além de três motos antigas, tem por volta de 15 bicicletas, várias de antes da II Guerra Mundial (uma delas é de 1908). Há várias revistas especializadas como a Auto Bild Klassik, Oldtimer Markt, Motor Klassik entre outras, mercados de peças e também oficinas - apesar da minha atual insatisfação com elas, há algumas que fazem restaurações completas, que logicamente custam o preço de um rim e parte do fígado. Quem tem espaço em casa, faz muita coisa nos carros por conta própria e porcausa disso se vê carros mecanicamente bem sólidos, mas cuja funilaria e pintura poderia ter sido mais caprichada - o importante é que eles não foram parar na prensa para alimentar a aciaria da Thyssen, e isso já é uma vitória num país onde se dá perda total para um carro usado que fundiu o motor.  Mostrarei neste post mais de cem fotos, tiradas em dois encontros - o Classic Remise, promovido pela empresa de mesmo nome, e o Oldtimer-Markt de Wünsdorf. Em comum com os encontros no Brasil, há o número de carros, as barracas de vendedores de peças e de comida, e pelo menos uma banda tocando e vendendo seus CDs - tudo isso, no entanto, refletindo as preferências locais ou seja, há "currywurst" à vontade mas nada de pastel. 

O Classic Remise Berlim.


Este encontro aconteceu no início de Maio, no Dia das Mães no Brasil. A Classic Remise é um condomínio de empresas que restauram e revendem veículos antigos, e também de serviços associados tais como manutenção básica, armazenagem e venda de artigos diversos como roupas, ferramentas, artigos de marcas e produtos para cuidar do carro. A empresa e os serviços são para poucos, como pôde ser visto do lado de dentro do local, mas no estacionamento haviam carros para (quase) todos os bolsos, a maioria do lado ocidental da Alemanha e com alguns exemplares importados dos EUA e uns poucos do lado oriental da Europa. Mesmo com o frio que fazia naquele dia, o clima do encontro era agradável e com certa informalidade. Vejam as fotos:


Karmann-Ghia, de fabricação local. Só não curti as faixas brancas nos pneus.
Um Fusca (ou "Käfer", como são chamados aqui) conversível, de carroceria fabricada pela Karmann.
DKW Munga, usados pelas forças armadas da Alemanha Ocidental. O irmão do Candango, produzido pela VEMAG no Brasil.

Um "Käfer" California Look.


Um Volvo TP21 (Sugga), utilizado pelas forças armadas suecas e alemãs.
Peugeot 404. Este está com placa temporária (somente com números), possivelmente oriundo de importação.
Um bonito Renault 15.

Rover P5, creio que do final dos anos 60.
Mercedes 170
Ford Thunderbird 59 e Chevrolet Suburban (acho que 62) importados recentementes dos EUA.
Opel GT 1900. A leitura europeia do Corvette, com motor bem menor e desempenho menos espetacular que o visual. 


Opel Rekord P2 CarAvan (assim mesmo, com o "A" maiúsculo no meio). Provavelmente 56 ou 57.
  
É um Mini... fabricado pela Innocenti, na Itália. 

Opel Commodore A, a versão esportiva do Opel Rekord D, que sucedeu o Opel Rekord C... que foi o "pai do Opala". 
Um Datsun 1200 com placas de Portugal. Vários carros antigos atualmente na Alemanha e França vê de lá, ou então da Espanha, Grécia, Suécia ou Romênia. 


Eu ao lado de um Chevrolet El Camino 1968. 
Quando um carro está além da restauração... pode ressucitar como um trailer. 
IFA F7, do início dos anos 50. Carro fabricado na Alemanha Oriental como ferramental que sobrou de antes da II Guerra Mundial. O DKW F9 é idêntico a ele, também dos mesmos anos 50.
Pontiac Bonneville 1960
Caddilac Deville 1965. Ao fundo, vejam um Audi 80 laranja, "irmão" dos primeiros Passat brasileiros.
Fiat Polski 124


AvtoVAZ Lada 2103
AvtoVAZ Lada 2013, para aluguel. Para conhecer Berlim oriental como um membro do governo. 
Variações sobre um mesmo tema - a partir do Fiat 124, surgem o Fiat Polski 124 (carro bege claro), o Lada 1200 (carros azul e amarelo), e o Alfa Romeo Giulia.
Volvo Amazon, dos anos 60. Carro bastante confortável, confiável e muito procurando por quem quer um carro anitgo de preço decente e desempenho atual.
Citroën CX, do início da década de 80. 
Mercedes 280 SL conversível


Chevrolet Camaro, Dodge Charger, Plymouth GTX, Plymouth Roadrunner... "Muscle cars" norte americanos importados para Berlim.
Renault 5, caracterizado para competições.
Mercedes 220SE "fintail"
Porsche 944
BMW Isetta.





Vários Alfa Romeo presentes, todos muito bonitos.
Mercedes 180, conhecido por Ponton.
Rolls-Royce Silver Shadow, dos anos 80. Importado usado do Reino Unido (vejam o volante ao lado contrário ao usual).


Borgward Isabella conversível. Um carro lindo ao vivo.
Fiat 500. Charme que cabe numa bolsa, mas não cabe na conta bancária.


Volvo P1800. Outro carro lindo demais. 
Dodge Charger 1970
Audi 100 coupé 1970, e Peugeot 404 táxi.


Este Peugeot 404 continua trabalhando como táxi, aos finais de semana. Um dia eu faço uma corrida com ele, só para poder ter uma história para contar. 
Porsche 911 Carrera, provável participante de rallye de regularidade.
Borgward Isabella Coupé
Dois alemães, de tempos distintos. BMW Isetta 1958, e Porsche 911 1984.
Fiat 124 coupé.
NSU R80, um dos poucos carros fabricados na Alemanha com motor rotativo Wankel.
Mercedes 190SL
Opel Kadett B cupê
Opel Kadett B sedan
Opel Manta A
A "irmã" da Chevrolet Marajó, Opel Kadett CarAvan C
Audi 100 e Opel Rekord B para aluguel
VW T1 "Bulli" modelo Samba, 1959. 


Nunca tinha visto um Lamborghini Countach ao vivo. E só no Remise pude ver dois de uma vez.






Goggomobil 1958. 
Fiat 600 Multipla.




Opel Admiral B estacionado num canto, provavelmente é carro de algum vendedor de peças.



Oldimer-Markt Wünsdorf.


E agora, fotos de um outro encontro, em Wünsdorf, vilarejo há 50 Km de Berlim. Ao contrário o Classic Remise, neste o clima é muito mais informal e a grande maioria é composta de veículos do bloco socialista, o que acaba sendo bem interessante de ver. O dia ensolarado ajudou bastante, e o local, como esperado, estava cheio.


AWE Wartburg 353 Tourist e IFA Trabant 601
AWE Wartburg 353 sedan



Skoda 1200
IFA FRAMO dos anos 50/60 e AWE Barkas B1000
GAZ Volga M21, do início dos anos 60. Este era o carro típico de altos membros do governo, ou da STASI.

AWE Wartburg 311. Esses foram os "pais" do Wartburg 353, que tinham muito estilo e linhas suaves. Hoje custam bem caro aqui, especialmente o modelo conversível.
Wartburg 311 Tourist. Linda perua (ou carrinha, para os leitores portugueses).
Wartburg 311 conversível.
Wartburg 353 com farois de neblina e teto solar, acessórios bastante procurados na época. Vejam que a placa dele é da antiga Alemanha Oriental.
BMW 502
Parece BMW... mas não é. Esta é uma moto chinesa, fabricada sob licença da EMW nos anos 50.
(sim, você leu certo, é com "E" mesmo; a EMW foi criada pela Alemanha Oriental a partir da fábrica de motos da BMW em Eisenach, existente até o fim da II Guerra).
Fiat Polski 124
Um Wartburg 353 "irmão gêmeo" do Frank e um GAZ Volga M21.
Wartburg 311 modificado ainda nos tempos do Muro de Berlim.
Lada 2103.

Wartburg 353 dos anos 80, que serviu de base para o ensaio fotográfico desta jovem alemã.