Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vivendo e aprendendo a jogar...

Ficar muito tempo sem escrever neste blog me deixa triste. Mesmo sabendo que não há grande frequência nem que isso faça mudar a vida das pessoas, acho bacana dividir com alguém alguns acontecimentos e pensamentos - independentemente se vou obter resposta, solidariedade ou promover um debate. Neste momento, conto sobre uma porção de coisas que aconteceram desde meu último post - algumas tristes, outras felizes, e algumas que são uma combinação de ambas.

Como faz tempo desde meu último post (pouco mais de dois meses se passaram), tantas coisas se passaram que acaba sendo mais fácil listá-las (aproveitando, cliquem nas fotos para visualizá-las melhor):
  • O Plínio, meu querido amigo felino, cumpriu tudo o que tinha que cumprir aqui no plano material e decidiu mudar de andar. Deixa conosco muita saudade e uma enorme gratidão minha e da Dri pelos seis anos e meio de convivência e afeto conosco.
  • O Pereira, famigerado Opala coupé 76, está em novo endereço, com o amigo Rodrigo Oliveira. Tipo de coisa em que todos estão felizes - ele por ter um carro para levá-lo ao trabalho e voltar com segurança e estilo, o Nick (filho do Rodrigo) por andar num carro tão bacana, eu por ter vendido o carro para alguém que dá a atenção que ele merece, e o próprio Pereira, que agora consegue proporcionar todo o seu conforto e estilo de forma plena para alguém que assim aprecia.
  • Tranquei o curso de Direito este ano. As coisas no trabalho andam para lá de caóticas, num clima sem ímpar (ao menos para mim e um montão de gente que conheço lá), e como consequência eu não estava dando a atenção devida à faculdade. Então tranquei este ano (foi dolorido pacas, confesso!), mas em Janeiro de 2012 eu volto!
  • A Magdalena veio para preencher a vaga deixada pelo Plínio e fazer companhia para a Antônia. O que o Plínio tinha de lorde ela tem de ralé... sobe na mesa, mete o focinho na comida, pula em tudo sem cerimônia... e nós achamos tudo isso um barato, com toda a energia e alegria que essa gatinha tem, e como ela se diverte com a vida.
  • Fui a trabalho a Montreal, e relembrei o quão bacana é essa cidade no verão, e que canadense definitivamente é muito mais bacana que americano (até que me provem "com evidências" o contrário). Um dos poucos lugares desenvolvidos em que você é bem recebido e ponto.
  • Meu grande amigo Walter se casou, e agora Aline e ele vivem felizes e se completam. Para testemunhar a esta linda cerimônia, a Dri e eu fomos ao Rio de Janeiro e nos divertimos... a despeito de uma gripe que ela pegou. Foi muito legal!
  • Finalmente tirei férias, que aliás já estão acabando, mas foram boas. Bem terapêuticas, reflexivas e que espero tenham me ajudado a melhorar minha relação comigo mesmo. Entre as coisas que fiz, fui a Monte Verde (MG) e descobri que a) lareira mal feita não serve para nada (nunca passei tanto frio para dormir, fez -05ºC de madrugada E DENTRO DO CHALÉ!!) e que b) o termômetro do carro tem um símbolo de neve. Como descobri? Passando por temperaturas abaixo de 03ºC...
  • Comecei a praticar Yôga. Pois é, ainda pareço uma Kombi correndo a 160 Km/h numa estrada de terra, mas já é um começo. É a primeira vez que uma atividade física não me deixa bodeado e com vontade de parar sem ter mesmo começado.
  • Minha madrinha, tia Diomar, também se foi deste plano físico. Cara, como é ruim ver todos os seus parentes (os quais você ia visitar com seus pais aos finais de semana, na infância) de repente irem embora de uns anos para cá. É fato que ela já estava doente e sem a companhia do meu tio e padriho (Delfim) a vida dela perdera o pouco de graça que ainda a mantinha, e rezo para que ela esteja num bom caminho de evolução espiritual. Mas que é estranho para nós, terráqueos que ficamos, isso é mesmo.
Mas vamos falar um pouco mais de carros. Sabem quem eu encontrei? O Dodge Dart amigo-da-onça. E sabem o que é mais legal? Além de saber que ele está com um cara que adora o carro e não o vende por nada neste mundo, descobriu-se que o cheiro de gasolina dentro do carro acontecia porcausa da altura do escapamento. Pois é, um problema tão mala foi resolvido baixando-se em 5 cm a altura dos canos de escapamento, ficando consideravelmente menos encostados no parachoque e assoalho do carro (e com isso permitindo que todo o ar que passa pelo carro em movimento empurre todos os gases para trás, evitando o refluxo dos gases para o interior do carro). Fiquei muito feliz, de verdade, e tenho certeza que o Dodge e eu estamos muito bem como estamos, num "divórcio amigável".

O Toninho e o Wenceslau passaram por manutenção de itens que precisam ser feitos de vez em quando, como troca de óleo, alinhamento e balanceamento. Dá gosto de fazer essas coisas, ver que não houve nada de muito grande a ser feito e perceber que o carro fica sensivelmente melhor de dirigir do que antes - tanto um quanto o outro ficaram muito bons, principalmente quanto a maciez ao rodar após o balanceamento.

Já o Malibu e o Puma... merecem o prêmio "História Sem Fim" de projeto longo. O Puma continua na velha saga da montagem elétrica, com um eletricista que já passou longe do adjetivo "enrolão" e já está bem próximo do "picareta" - afinal, 18 meses para fazer um chicote completo, colocar máquinas novas de vidros elétricos e travas elétricas, e instalar novos instrumentos no painel REALMENTE é demais, por mais delicado e personalizado que seja o serviço. Já o Malibu... bom, chegou o carburador novo, o Henrique o revisou, eu instalei e... a tampa dele rachou, dando um pequeno banho de gasolina no cofre do motor. Enfim, meu amigo Rodrigo (o mesmo que comprou o Opala) foi lá para inicialmente regular o carburador, mas acabamos trocando o carburador do Malibu pelo do Puma, e não houve jeito de acertar o carro, ainda mais com falhas intermitentes do distribuidor que faziam o carro sair de ponto e falhar. Agora, lá está ele com pneus novos, bonitão mas sem carburador nem distribuidor, esperando a chegada de peças. Ô saco!!

Por fim, a Kombi... Manuela ganhou rodas novas (Mangels cromadas, aro 15"), que a deixaram com um ar bem mais jovial do que as rodas originais. Também recebeu câmbio novo, ignição eletrônica e um alternador, para que assim seja possível carregar pessoas e coisas por distâncias maiores sem ter problemas futuros. Só que ao erguer a Manuela na plataforma... surpresa.
Corrosão nas travessas e assoalho, e das bravas.

Ela já está mesmo precisando de uma funilaria, mas acho que isso vai acabar passando na frente de outros planos, como a funilaria e pintura do Wenceslau na sua cor original (Verde Guarujá) no lugar da cor atual (Verde Folha) e a criação de Homero, o Opaloito. Calma, ainda não tem carro novo na família, e essa história fica para outro post...

Enfim, por hora é isso. "Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar", assim se seguiu a vida, com um tanto de emoção, confesso. São tantas coisas que aconteceram e outras que ainda estão por acontecer que prefiro correr o risco de terminar esta postagem sem uma conclusão formal (e deixar o gostinho para a próxima publicação) do que prolongar mais parágrafos para concluir algo e cansar a todos. Portanto, aguardem... e escrevam, opinem! Aguardo seu(s) comentário(s)!

domingo, 24 de abril de 2011

Amigo da onça parte 5 (última)

Oi pessoal,

Este post vai com atraso pois, ao fazer "upload" de fotos o meu computador travava e não dava para fazer mais nada. Com ele mais dócil hoje, nesta linda manhã de sol, relembro sobre a fria tarde/noite de Páscoa, após um almoço de família, em que comecei a relembrar várias coisas, e entre elas, bons momentos que tive com o Dodge. Na verdade, há algum tempoo venho lembrando destes momentos pois, desde que comecei a escrever sobre este famigerado veículo, muitas experiências foram relembradas, tanto ruins quanto boas, e que foram em boa parte transcritas aqui neste blog.

Se alguns perguntam por que fiquei tanto tempo com aquele carro se ele deu tantas dores de cabeça, podem ter certeza que foi por dois motivos - o primeiro é que ele me proporcionava prazer e contentamento enquanto o dirigia e mexia nele; o segundo, é porque sempre tive fé que ele ficaria melhor do que estava antes (o que de fato aconteceu) até ficar perfeito (o que realmente ficou longe de acontecer...).

Um dos melhores momentos que tive com ele foi uma vez em que fui para Mogi da Cruzes com ele numa sexta-feira à noite (vejam o post "Amigo da Onça parte 3") , só pela graça de dirigí-lo na configuração mais legal que eu poderia ter - câmbio de 4 marchas, carburador quadrijet, diferencial Dana, barra estabilizadora traseira, e comando de válvulas só um pouquinho mais alto. Apesar do cheiro, foi muito gostoso dirigir, numa sexta à noite, com a seleção de músicas que eu gosto, por alguns quilômetros, estando praticamente só eu e o carro na estrada. O Dodge parecia estar feliz passeando na estrada, numa média de 110 Km/h, reinando na rodovia Índio Tibiriçá, e cantando ao longo da estrada com o ronco produzido pelo seu motor V8. Parecíamos uma coisa só, agíamos em harmonia e nos entendemos de forma exemplar, como nunca antes. A temperatura de água não subiu, a luz do óleo ficou quietinha, farois, piscas, luzes, enfim, tudo funcionou como manda o figurino; depois de chegarmos a Mogi da Cruzes, paramos num posto de gasolina para comer um pão de queijo e tomar uma cerveja long neck (naqueles tempos em que havia tolerância para beber e dirigir), aproveitamos para colocar um pouco de gasolina e conferir que o nível de água do radiador continuou intacto, e seguimos de volta para São Bernardo do Campo, numa curta jornada igualmente prazerosa. Foram pouco mais de 150 Km muito felizes, e ao final desta estripulia, guardei-o na garagem e nos olhamos como se fôssemos cúmplices, grandes amigos que foram fazer uma boa farra juntos.

Outra vez memorável para mim foi quando o peguei na oficina (?) do Alaor após passar por uma boa revisão mecânica incluindo a troca de buchas de suspensão. O Dodge, mesmo com bancos ruins, muita bolhas de ferrugem aparentes e o famigerado "perfume" já descrito anteriormente, estava macio de andar, ágil e firme como nunca estivera comigo. Eu parecia um cachorro em churrasco tamanha a minha felicidade em dirigí-lo e notar que ele respondia, sem parecer uma carroça ou uma barca molenga, o motor respondia com a agilidade que lhe era permitida, e o câmbio de 3 marchas respondia às trocas de marcha na mesma medida em que se tomava cuidado ao se passar de primeira para segunda sem encavalar (defeito comum entre Dodge, Opala e Aero Willys). Contornamos a estradinha do Riacho Grande até a Via Anchieta de forma ágil e constante, e trafegamos pela rodovia como reis da estrada - mesmo que não fôssemos de facto, a sensação era fenomenal pois finalmente realizava meu sonho de adolescente de ter um Dodge Dart só para mim, mesmo que não estivesse ainda do jeito que eu queria. O curto trajeto serviu para comprovar que, a despeito de todos os problemas que ele pudesse apresentar, aquilo era o que eu queria ou seja, ter um carro antigo.

Ainda me lembrei das diversas vezes que parava com ele em algum lugar e me faziam algum elogio pelo carro, perguntavam o ano, consumo etc, e saia sempre com uma pontinha de orgulho por ter tido a coragem de ter um Dodge Dart numa época de carros cada vez mais modernos, fáceis de dirigir, econômicos e de certa forma, sem graça.

Decidi ir vê-lo de novo, mais para ver como ele está depois de tantos anos. Aproveitei o feriadão de sol e lá fui eu ao Riacho Grande, com a câmera preparada, para ver se iria rever este tão irreverente veículo; estava povoado com pensamentos do tipo "será que o atual dono voltou o câmbio de 3 marchas?" "como estão as trocas de óleo?" "ele parou de esquentar? E de feder?". A ansiedade foi aumentando, pois da última vez que o vira (e isso já fazia uns bons 4 anos), ele estava com a lateral traseira levemente amassada, mas bem no geral. Não sabia como iria reagir, pois era como rever uma ex-namorada, um amigo de longa data ou um parente próximo que teve que se mudar e voltara para a cidade por alguns dias, e finalmente teríamos a oportunidade de nos vermos, nem que por alguns breves instantes.


Chego à casa do Carlão, e os portões estavam fechados. Bato palmas, olho pelas frestas do portão, e ninguém aparece. Espero mais um pouco, vou à marina em frente (onde fica o Maia, pintor de barcos e carros e que já fez alguns serviços para mim), e nada de nenhum dos dois; até pensei em esperar por ele ou ligar para o Alaor e pedir o telefone dele, mas pensei duas vezes e fui embora para casa. Reencontrá-lo poderia ser como um reencontro entre ex-namorados ou ex-esposos, em que inicialmente poderiam vir só boas lembranças mas no final das contas, ambos sabem que foi bom enquanto durou mas o negócio é seguir em frente em rumos separados pois, de fato, é melhor assim. Ele está bem com o novo dono, que até onde sei cuida do Dodge como se fosse um filho, e eu estou bem com o Opala e o Fusca, além dos outros carros, e mesmo tendo ido lá sem a mínima intenção de comprá-lo de volta, só o fato de ir vê-lo é como dar atenção a quem não precisa enquanto há outros que precisam e querem atenção (como a Kombi "Manuela" que precisa de um câmbio novo entre outros). Prefiro ficar com as memórias boas (como nas fotos abaixo, em que ele posa todo bonito numa tarde ensolarada de domingo na Praça Bruxelas, em Rudge Ramos SBC, ou com a Dri em companha das hoje finadas cachorras Minhoca e Penélope) e ruins (mas hoje divertidas) dos anos em que passei com o Dodge e assim, seguir em frente.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Amigo da Onça - parte 4

Considerando que fiquei um certo tempo sem escrever, decidi brindá-los com mais uma parte das histórias sobre o querido Amigo da Onça, que de tão conhecido não precisa nem ser descrito mais como um Dodge Dart 4 portas ano 75. Se no post anterior eu falei sobre problemas elétricos, então neste eu falo sobre o maior amigo (ou inimigo) da eletricidade - a água.

Antes, devo fazer uma nota de esclarecimento: entra água em todo o carro antigo. Pode ser um Rolls-Royce, Ferrari, Fusca, Opala ou carro anfíbio, não tem jeito. É só dar uma chuva mais forte que o normal que você vai ganhar alguns pingos d'água nos pés ou no braço, vindo de borrachas ressecadas em geral, ou daquela ferrugem que ninguém vê (nem o funileiro, muito menos você), ou então pela falta daquela bendita peça que o pintor esqueceu de montar de volta. Aliás, quanto te dizem "não saio na chuva com esse carro" não é só um sinal de zelo pelo veículo antigo, mas também falta de vontade de ter que passar pano no carro ao chegar no destino. Enfim, se no seu carro antigo não entra água, parabéns. Ou então, aguarde o próximo temporal.

Já o Dodge era outra história. Entrava água como se o carro estivesse sem uma porta, ou como se um teto solar (que ele não tinha) estivesse eternamente aberto, e com isso qualquer garoinha besta era motivo para o habitáculo ficar ensopado - o que me faz pensar que esta foto aí do lado, de um Charger fazendo teste de infiltração na fábrica da Chrysler na década de 70, foi tirada só para dizer que este teste foi feito uma vez na vida e que, num sábio programa de redução de custos e economia de água, foi devidamente escorraçado do programa de testes da Chrysler, já que onde estava a fábrica alagava à toa mesmo, então seria fácil de saber o quanto entrava de água (aliás, conta-se que em algumas dessas enchentes vários carros prontos que estavam no pátio ficavam submersos na mistura água+barro+mato da enchente... e que a Chrysler dava uma bela lavada e vendia os carros assim mesmo, sem nem desmontá-los direito para uma limpeza minuciosa e troca de todos os fluidos. Por que será que tantos Dodges morreram de ferrugem?).

Mas voltando ao Dodge branco, era tanta água que entrava que me deu vontade (de verdade) de recolher a água para fazer alguma coisa de útil, como colocar no radiador, regar plantas ou passar um paninho no carro. A primeira vez que me deparei com esta memorável característica foi uma vez em que fomos Adriana, Walter, Dodge e este que vos escreve, para o meu amigo Chuva (sem trocadilhos, este é o apelido dele) e depois de algumas voltas por lá decidimos parar no posto para abastecer, algo muito comum num Dodge. Como o posto era um daqueles "abasteça 20 litros e ganhe uma lavagem automática" (daquelas com escova), não perdi uma oportunidade de um banho de graça na viatura, principalmente em vista que o salário de assistente técnico era quase todo consumido com gasolina, mecânicos e peças. Nós dentro do carro, fomos lá para a máquina de lavar com suas poderosas escovas rotativas e jatos de espuma. Foi só começar a bater água no carro que esta encontrou refúgio dentro do carro. A Adriana começa a gritar e rir, o Chuva a gargalhar, o Walter a fazer cara de bunda e eu tentando manter a pose, como se fosse o dono de um Aston Martin que está surpreso com isso... esguichava água pelas borrachas dos quebra-ventos, vãos das portas, por debaixo do painel, parabrisas, enfim, saimos de lá realmente molhados, mas dando risada - afinal era Domingo à noite, e de lá iríamos para as nossas casas, mudaríamos de roupa (certamente após um bom banho, pois dormir com cheiro de gasolina não rola) e iríamos todos dormir no aconchego de seus respectivos leitos.

Agora, quando usava o carro para trabalhar ou saía com ele e ficava molhado, aí não tinha graça. Eu charregava uma toalha de banho no carro (e depois duas) para enxugar o carpete e os bancos quando ia chover, e tinha uma porcaria de uma goteira em dois cantos das borrachas dos parabrisas que estrategicamente pingavam na minha coxa esquerda e na coxa esquerda de quem estivesse como passageiro (aliás, a foto ao lado ilustra sutilmente como era a sensação de estar no Dodge durante aquelas chuvas típicas dos meses de fevereiro e março). Tentei de tudo para tirar o vazamento - massa de calafetar (ótimo para manchar pintura, mas inócua para o vazamento), silicone, cola, tudo o que se possa imaginar, mas nada funcionou. Troquei borrachas de porta pelo menos umas 2 vezes, e a borracha do porta-malas também pelo menos uma vez (essa até que resolveu, no que lhe era possível), mas o carro continuava um aquário. E o mais legal é que havia um par de borrachas que vedam os eixos dos limpadores de parabrisas, mas como elas ressecaram e desmancharam, a água praticamente vertia por ali para dentro do carro, parecendo uma daquelas cachoeiras chamadas de "véu da noiva"... e quem disse que se achava dessas borrachas para vender? Até aquela época, NADA!!! Então ficava por isso mesmo - pés molhados, cheiro eterno de gasolina queimada + carpete úmido, e assim o Dodge prosseguia. E como era brochante chegar no estacionamento depois de um dia de stress e encheções de saco em geral, e ver que os vidros do carro estavam embaçados porcausa da chuva de verão que molhou o carro (por dentro e por fora) e depois secou por fora, mas umedeceu o carpete por dentro, o que era comprovado ao tirar a(s) toalha(s) posicionada(s) estrategicamente no carro caso chovesse, e torcê-las do lado de fora como se tivessem sido mergulhadas num balde d'água. Era impagável a cara dos meus colegas de trabalho me olhando fazer isso no estacionamento enquanto eles saiam sequinhos e ligeiros com os carros sem graça deles.

É, isso era chato sim, mas rendeu histórias, como esta que compartilho com vocês.
(Momento Jabá: o meu amigo Chuva está vendendo uma perua Astra 95 branca, praticamente único dono, por um preço camarada. Se você estiver afim de um caror que futuramente - daqui há 14 anos - poderá receber placa preta, e é confiável, escreva para mim que eu repasso para ele. Senão, jamais saberás como é a emoção de ter um carro branco...rs)

domingo, 17 de abril de 2011

Amigo da Onça - Parte 3

Oi gente,

Novamente fui severamente cobrado pelos (3) leitores deste blog sobre a continuação das histórias do "Amigo da Onça", então sem mais explicações ou inócuos pedidos de desculpas, escrevo desta vez sobre uma das coisas mais memoráveis deste Dodge Dart branco - a parte elétrica.

O sistema elétrico do Dodge parece ter sido projetado seguindo a mesma filosofia do time de futebol da Portuguesa de Desportos - onde basta você contar com ele(a) e com quase 100% de certeza você vai ficar na mão. Ele não era daqueles carros em que se dava seta e acabava-se acendendo os farois, mas que demonstrou, entre outras coisas, ser um consumidor voraz de baterias (e não somente de gasolina). De certa forma, este Dodge teve um papel social bastante grande pois foi com ele que garanti o sustento de mecânicos, pude proporcionar a um dos funileiros recursos suficientes para mudar para uma sede própria, o custeio da faculdade de medicina da filha de um pintor, além de ter tirado da insolvência pelo menos uma casa de baterias.

Bastava deixar o carro parado por uma semana que, ao ligar, era a sequência de "nhec nhec nhec nhec". "nhec nhec nhoc nhoc nhóooc". "nhóooc nhóooc nhunk nhúnk nnhhúnk" "téc". "téc". E mais uma bateria de 60A (e R$180 em valor atual) precisaria de recarga, senão troca, o que era algo bastante frequente. Não adiantava colocar gasolina no carburador, pisar no pedal de acelerador, desligar a bateria do carro ou ter uma plantação de arruda no lugar do banco traseiro, esse era o infeliz modus operandi do sistema elétrico deste carro; isso quando ele se manifestava pois muitas vezes nem luzes no painel ele acendia, e parecia ficar com aquela cara de cachorro que sabe que vai ao veterinário ou então que não quer tomar banho. Cheguei a trocar alternadores, reguladores de voltagem, comutadores de ignição, módulo de ignição eletrônica, chicote de motor de arranque, mas nada resolveu.

Mas... repararam que no segundo parágrafo eu não mencionei nada sobre eletricistas? Não foi à toa pois, infelizmente não conheci nenhum até hoje que não fosse preguiçoso com o Dodge, ou então enrolado até onde a imaginação possa levar. A história era sempre a mesma - alguém recomendava um eletricista, dizendo que o cara era fenomenal, "que havia refeito o chicote de um Opala Diplomata zéééééro" de um Boeing 747 e se bobear até de disco voador. Careiro? "nããão, cara bom e de preço bacana". Ao chegar lá, explicava o problema do carro ao cidadão, e falo sem dó: "Amigo, pode arrancar o chicote todo e fazer um novo. Não tem problema de prazo e nem de preço, só quero que o carro fique bom." Ia para casa, e um dia ou dois depois ouvia a ligação: "O carro tá pronto, pode vir." Desconfiado (e outras vezes, já conformado), chegava lá e o carro continuava com o mesmo chicote. Intrigado (e nas demais vezes, já conformado e broxado emocionalmente com a situação), perguntava "Ué, mas e o chicote não foi trocado? E se o problema voltar??" ao que recebia como resposta "O chicote do carro está bom, era só uma fuga de corrente." E logicamente, a conta ficava baratinha... o serviço continuava porconildo... mas por ser barato, nenhum eletricista conseguiu acabar com meu orçamento, ao contrário dos demais profissionais supracitados.

Tal qual a Lusa, se você não prestasse atenção nele, era só virar a chave e pegava de primeira, além de funcionar perfeitamente. Mas era só contar com ele, achar que estava tudo legal (principalmente quando o Dodge era a ÚNICA opção de locomoção, por qualquer motivo), e ele fazia questão de te deixar na mão, principalmente num lugar que não fosse em casa. E, pra variar, com os outros ele funcionava direitinho... dá para entender? Ô carro de fases!

domingo, 27 de março de 2011

Amigo da onça - parte 2

O primeiro post sobre este "amigo da onça de quatro rodas" gerou uma sorte tão grande de comentários que agora fico até receoso se vou conseguir satisfazer aos desejos dos poucos, mas assíduos leitores deste blog. Seja como for, espero que se divirtam.

Curiosamente, esta semana tive diversas lembranças de episódios passados com este Dodge 75, e outros tantos a respeito do Dodge, pois tive que me enfiar em algumas bibocas para achar peças, ficar com o saldo bancário no vermelho para pagar alguns serviços (muitas vezes mal feitos) e também arrumar discussões acaloradas para defender o tão-querido carro antigo em questão.

O primeiro deles foi ao tirar o carro da oficina "Lábios de Suíno" que fez o serviço de mexânica, funilaria e pintura (acho que com técnicas experimentais realizadas por aprendizes sem fluencia no nosso idioma); meses depois de entrar na oficina e provocando a minha primeira quase-insolvência, eu finalmente iria dirigí-lo para todos os lugares, o mais longe que pudesse, num prazer inenarrável e inebriado pela combinação de expectativas e saudades. Ajusta daqui, acerta dali, dá-se a partida e... nhec nhec nhec nhec nhec... puff. Nhec nhec nhec nhec nhec... puff. Cacete. Nhec nhec nhec nhec nhec nhec nhec nhec nheec nheec nhok nhok nhok nhook..... puff. Nhok nhook nhuk nhuk.. puff. CACETE! Lá se vai a bateria!! Até que o juvenil aqui (e o "chefe de oficina" da super "Pork Lips Mechanical Works Ltd" se ligasse que era necessário jogar um pouco de gasolina no carburador para ligá-lo depois de algum tempo parado (algo como dois ou três dias). Faz se uma ligação em paralelo com outra bateria (a famosa "chupeta") e, depois de termos a brilhante ideia de jogar gasolina no carburador, dou algumas bombadas no acelerador, e... nhec nhec nhec VRRROOOOM, VROOOOM, VROOOOOOOOMMMM, glaug, glaug, glaug, glaug. O motor V8 dele decide voltar à vida e me presentar com o seu feliz e saudável ronco. Depois de esquentar um pouco, saio da oficina para a casa da Adriana e, enfim, mostrá-lo como era bacana um Dodge. Como ela não estava, lá fui eu sozinho levá-lo até a clínica lá em Rudge Ramos (lembra do primeiro post? Então, levou "apenas" seis meses para completar a missão! rs). Pego a via Anchieta, ainda apanhando para entender como engatar marchas no câmbio com alavanca na coluna (sim, já havia encavalado duas vezes até chegar lá. Farei um próximo post em breve, só sobre encavalamentos de câmbio), mas ele chega até o seu destino em plena saúde. Aliás, leia-se "plena saúde" como cheio de barulhos diversos de peças soltas, vento entrando pelas borrachas ressecadas, e escapamento meio-que-furado. Mas foi o máximo!!!

Parei o carro na melhor posição possível, e alguém (não me lembro quem foi, desculpem!) foi me buscar lá. Segue diálogo:

- Oi, tudo bem? Nossa, que cheiro!
- Oi. Do que? Não tô sentindo cheiro direito...
- Sei lá, parece gasolina.
- Deve ser das minhas mãos.
- Nossa, mas tá muito forte!
- Calma que ninguém vai pegar fogo.

Chego em casa, e todo o mundo fala a mesma coisa, então tomo um banho... e depois do banho constato que minha roupa fedia a gasolina queimada, como gases de escapamento de um motor com mistura rica. Eis que dava início a uma das sagas que findaram insolúveis com o Dodge - tentar tirar este cheiro que ele exalava.

Para vocês terem ideia, o cheiro era tão incômodo que a Adriana escolhia as roupas para sairmos baseada no carro que iríamos uilizar - se era com o Dodge, podia ser roupa meio surrada e só passar batom, e pronto. Eu chegava a lacrimejar depois de dirigí-lo por mais de uma hora (lágrimas não de emoção, mas dos olhos ardendo porcausa do cheiro). Para evitar isso, tentei de tudo. De trocar borrachas da parede de fogo (aquela chapa que separa o compartimento do motor do interior do carro) a todas as borrachas do carro, de passar espuma de poliuretano expansível (aquela da lata em spray) a fatiar três maçãs para absorver o cheiro, e trocar todo o estofamento do carro, tudo o que vocês possam imaginar foi feito. E esse cheiro era tão desagravável que quando eu ia trabalhar com ele, me sentia incomodado em participar de reuniões pois TODOS saberiam que fui ao serviço de Dodge PELO CHEIRO.

Houve uma vez que, após ter um carburador quadrijet e um câmbio de 4 marchas instalado nele, decidi ir até Mogi ds Cruzes e voltar, numa noite de sexta. Esta curta viagem, de aproximadamente 130 Km ida e volta, teve como resultados:

  • ter consumido meio tanque de gasolina aditivada
  • constatar que o cambio de 4 marchas não fez tanta diferença assim no comportamento do carro (logo, foi $$$$$$ gasto sem necessidade)
  • ter ficado tão fedido de gasosa a ponto de ter tomado banho ao chegar em casa e ainda sentir o cheiro em mim no dia seguinte.
Curiosamente, este era o Dodge mais fedido que eu já havia dirigido, não importa o carburador que estava instalado, e também não importava a condição dos outros Dodges (desde perfeitos a baldes de ferrugem)... por mais que eu perguntasse a todos os proprietários e ex-proprietários sobre o cheiro, todos eram unânimes em dizer que sim, sentia-se um cheiro ao andar no carro deles mas era bem pouco, nada que incomodasse de verdade.

A esperança em torná-lo um veículo menos mal-cheiroso e tóxico chegou ao fim quando um ex-colega de faculdade ficou maravilhado com o Dodge e, na série de "putz, o do meu pai era igual, que legal, era assim e assado", ele entra no carro (num daqueles dias em que um hamster morreria asfixiado se ficasse mais de 10 minutos dentro do Dodge) e comenta, todo sorridente "Meu, ERA ESSE CHEIRINHO QUE O CARRO TINHA!!! QUE DA HORA!!!". Desmoronaram as esperanças e só me restava o consolo que, se queria comer alho, tinha que conviver com o bafo que ele deixava (é a melhor metáfora que consigo encontrar).

É, há lembranças que nos fazem sorrir, emocionar e às vezes chorar... seja qual for o sentimento, esta lembrança olfativa do Dodge branco 75 eu jamais esquecerei.

sábado, 12 de março de 2011

Amigo da onça - parte 1

Bom dia, povo!

Todos nós já nos decepcionamos, ponto. Seja em relação a pessoas, fatos ou coisas, todo o mundo tem pelo menos um punhado de histórias para contar, e todas elas tem por cerne a criação de expectativas. Não tem jeito, quando não há expectativa, não há decepção e em contrapartida, quando nos dedicamos a algo (seja uma amizade ou relacionamento, trabalho, construção ou reforma) e este não corresponde, ficamos chateados, tristes ou muito putos mesmo, e queremos jogar tudo para o alto e fazer outra coisa qualquer.

Pois a minha história mais emblemática é sobre um Dodge Dart que tive, um 4 portas 75 branco, que para mim foi um verdadeiro amigo da onça. E como a história é longa, vou colocá-la em partes, para que todos leiam, com paciência.

Tudo começou em 2000, quando vi um anúncio do carro no Primeiramão (faz tempo, naquela época esses carros custavam pouco) por um preço razoável, daí puxei a Adriana (até então minha namorada) até Itaquera para ver o carro. Sim, era um Dodge que precisava de funilaria e pintura, assim como de um trato geral, mas era um carro usado, nem restaurado tampouco mexido até virar sucata; e ainda por cima, era um 4 portas cuja dirigibilidade é melhor que a dos 2 portas e ambém cujo destino mais provável era ser doador de peças, o que seria um pecado num carro tão íntegro. Acertados o preço e as condições de pagamento que meu salário de assistente técnico permitiam, passei a ser o feliz proprietário de um Dodge Dart de Luxo ano/modelo 75, 4 portas e 3 marchas. O guincho foi buscar o carro e deixá-lo num estacionamento (curiosidade: este tal estacionamento era ao lado da antiga fábrica da Chrysler aqui em SBC, onde hoje é um centro de distribuição das Casas Bahia).

Enfim, após um mês parado no estacionamento, decido tirar o "Dojão" de lá - e aí a história começa a ficar interessante... como o carro não saía do lugar por problemas alheios ao meu conhecimento, eu e meu amigo Ricardo (mais conhecido por Chuva) tivemos a "brilhante ideia" de puxar o carro com uma corda até Rudge Ramos (uns bons 10 Km de distância), até o local onde funciona a clínica da minha irmã, e que eu usava como oficina mambembe nos finais de semana. Lógico que isso ia dar errado - uma pick-up Corsa puxar com cordas, num sábado de manhã de garoa, um carro de mais de uma tonelada, com freios menos que bons, por 10 Km, é o tipo de coisa que só a falta de juizo da juventude e empolgação faz conosco.

Pois bem, assim fomos. E para melhorar o que já estava bom, lá fomos nós pela Rua Marechal Deodoro, a rua principal do centro de São Bernardo, que fica lo-ta-da-ça aos sábados. E para variar, a corda quebrou pela primeira vez no meio da rua. Paramos o trânsito, amarramos as cordas, e vamos em frente. E 800m depois, a corda arrebenta mais uma vez. Daí decidimos pegar uma rua lateral e seguir paralelamente à Marechal Deodoro. Legal... só havíamos esquecido que havia uma subida e uma descida e na descida... lembra do freio que não funcionava direito? Então, a traseira da pick-upinha pode comprovar isso. Bom, depois de quatro quebras de corda, tampa traseira do meu carro já amassada (aliás, bater no próprio carro sendo este o carro à sua frente é uma daquelas sensações indescritíveis...), decidimos parar em frente à casa da Adriana para buscarmos um eletricista/mecânico que fizesse o carro funcionar. Isso já era mais de 21:00, não havíamos almoçado, estávamos cansados de tanto amarrar corda, empurrar, puxar, tomar chuva e garoa, e hoje reconheço a tolerância da Dri e dos pais dela pois ver alguém largar aquela barca na frente da casa deles não deve ter sido agradável. Fomos cada um para sua casa, para tentar prosseguir o dia.

No dia seguinte, encontro um mexânico (está certa a grafia, pois duvido que ele soubesse algo melhor que isso) perto da casa deles e, ainda alucinado pelo carro e inexperiente com profissionais, acabei acertando com o cidadão não só fazer o carro funcionar, mas também a funilaria e pintura do carro. Antes não tivesse chegado na frente da oficina dele... o carro (ou melhor, o cara) consumiu meu dinheiro, minha paciência e ainda por cima o carro saiu de lá andando, mas mal. E com a pintura mal-feita ainda por cima. Culpa dele? Não, culpa minha pois fui confiar num profissional obviamente desconfiável. E acho que por isso o Dojão decidiu seguir em frente comigo nesta relação típica da "amante argentina"... mas calma, ainda tem muito mais para publicar, e a história vai ficar mais interessante.

domingo, 6 de março de 2011

S.O.S. Malibu


O Carnaval é o tipo de época que vários dizem que detestam mas não veem a hora de chegar - não tanto pela folia, escolas de samba e mulheres de cocar nuas (porque "semi nuas" é o cúmulo do eufemismo), mas pelo tempo que vão ter livres, seja por três, quatro ou cinco dias, para poder fazer coisas fora dos compromissos usuais. Eu me incluo nesta categoria pois, mesmo não suportando samba e sem entender a alegria tresloucada dos foliões, ansiava pela chegada desta época para, enfim, dormir até acabar o sono, adiantar algumas coisas da faculdade e principalmente, mexer nos carros - mais precisamente, no Malibu.
Uma grande notícia de recentemente foi que o Malibu conseguiu ir
da oficina até o local onde está por meios próprios, sem guincho, cordas, gente empurrando ou passando vergonha. O problema é que ainda tem uma infinidade de ajustes, regulagens, montagens e retoques para que ele esteja em condições de rodar tranquilamente, já que hoje o máximo que ele consegue é rodar uns 10 Km e daí, começa a morrer, falhar e xingar a tudo e todos.

Uma das coisas foi decidir sobre rodas e pneus. Explico: ele está com rodas do estilo original ao Chevelle SS, mas com pneus muito baixos (205/60-15), e rodas 15x7 - lindas, mas que não preencheram direito os vãos dos paralamas. Eis que decido pegas as rodas que comprei para o Puma e testar - afinal, a furação delas "teoricamente" é universal para cinco furos e são mais largas. Só não contava que elas fossem largas tão pesadas, principalmente as tra
seiras. Sobe daqui, desce dali, carrega na Kombi, busca macaco hidráulico, tira uma das rodas e... a roda traseira (15 x 10) é grande demais!!! Se grande demais ou de offset errado não importa, o que importa é que não coube e o resultado visual, mesmo que coubesse, não ficaria grande coisa na minha humilde opinião. As 15 x 8 (futuras dianteiras para o Puma) mostram que a medida é essa, só precisam de pneus mais largos, mas mesmo assim ficaram aquém do que eu esperava. Acho que no Puma elas vão combinar mais (aproveitando, vejam a sequencia de fotos - rodas 15 x 8 Cragar, 15 x 10 Cragar, e as 15 x 7 modelo Magnum originais do Chevelle SS, na dianteira; o visual original, para mim venceu).


A boa notícia é que agora deu para definir exatamente o tipo de pneu que preciso comprar para a traseira, pois as rodas já estão certas. E também serve para ver que tem muito mais a ser feito que pensar nas rodas, como resolver a questão do carburador grande demais para um motor tão pequeno (em proporções relativas, pois V8 307 polegadas - ou 5.0 litros - não é propriamente "pequeno"; menos ainda um carburador feito para motores ACIMA de 6.3 litros...) um radiador furado, esfriar um motor que anda aquecendo demais, montar direito as caixas de roda dianteiras, terminar de ligar algumas coisas na eletricidade do carro, etc, etc, etc... e ainda arrumar tempo para levar a Manuela no chaveiro, para consertar o miolo de ignição e trocar as fechaduras. Como veem, diversão para mais de metro!

E a frota está famosa internacionalmente! Depois de alguns meses, publicaram na revista britânica "Practical Classics" uma foto deste feioso que cá escreve juntamente com a frota; tudo bem que nem a publicação não acompanhou "o dinamismo" da renovação de frota e ficaram de fora o Pereira e a Manuela, e saiu ainda a publicação do Ovídio, um Opala 70 que pouco tempo ficou, e comigo só rodou de casa para a garagem do prédio e de lá só saiu vendido. Curioso, me deu o maior orgulho de ver as fotos que tirei publicadas numa revista que é do outro lado do hemisfério e do Atlântico... não ganhei nada com isso, mas achei muito bacana, mesmo que o Malibu (que ainda não tem um nome... sugestões são bem vindas) ainda estivesse sujo e na forma de "trabalho em andamento". Bom, daqui há um tempo que não sei quando chega, mando umas fotos da frota, já devidamente atualizada e concluída (?). Deixemos para os próximos capítulos...