Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

Mostrando postagens com marcador Chevelle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chevelle. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A volta de Don, o Boêmio

E o Don voltou a andar, bonito e faceiro, e isso não é piada de 1º de Abril! Ele voltou, entortando pescoços por onde passa, deixando sua marca em qualquer lugar. O motor está fumando um pouco mas dane-se, quando o motor abrir o bico pra valer eu vejo o que faço. A grossa camada de poeira que lhe cobre e evidencia o tempo que ficou aguardando o tratamento que demorava a chegar, não é nem de longe suficiente para lhe tirar o charme - aliás, ajuda a dar um toque de contracultura boêmia que ele tem. Salvem-se as contas bancárias e os postos de gasolina, pois ele chegou para saciar a sede por Gasolina Aditivada que há tanto tempo lhe seca as entranhas.

Vai ficar mais legal quando o limpador de parabrisas funcionar, tudo estiver montado, paralamas e capô ajustados... e principalmente, quando estiver lavado!

Seja bem vindo de volta, Don. Agora é hora de viver e curtir.

domingo, 18 de setembro de 2011

Don is back! Well, not really...

Pois finalmente, depois de mexer daqui e dali, Don finalmente decidou que era hora de mostrar um pouco de serviço e finalmente parar de andar de guincho. Por si só isso já é uma grande alegria, e quando lembro que a última vez em que andei (quase que) decentemente com ele fazia mais de 6 anos, o momento fica ainda mais bonito. Dirigí-lo, pisar no acelerador e perceber a resposta rápida do motor e a elasticidade da transmissão, além da própria diferenciação do carro em relação aos demais na rua, deixam a experiência extremamente bacana.


A sensação de estar com ele é tão legal que se esquece dos ajustes que ele requer, do freio que está puxando para o lado, da direção desalinhada, do vento quente que entra no carro e dos 15 Kg de pó e sujeira que estão sobre a pintura, e só se foca no prazer gerado. Tem coisas para fazer? Sim, um monte de pequenos detalhes - ligar o limpador de parabrisas, fixar o painel de instrumentos, montar coisas aqui e acolá, trocar rolamento do diferencial e os amortecedores traseiros (e eliminar o barulho da suspensão traseira), alinhar... mas mesmo assim a experiência vale, e muito. Essa foto ao lado, no estacionamento do trabalho, ilustra bem como o Don se destaca na multidão (e no famoso mar de carros preto-prata-cinza que inundam o trânsito).

A única visita inesperada foi esta luzinha acesa no painel, acompanhada de uma constante batida de tuchos que fazer o motor parecer um relógio sem lubrificação. É, a luz de óleo acendeu e portanto em muitíssimo breve o motor do Don vai ter que sair do carro para um serviço relativamente rápido - depende da chegada da bomba de óleo vinda dos Isteitis, junto com um jogo completo de juntas para reaperto de todo o motor. O Henrique (mecânico e camarada) instalou o cabo do kick-down (que reduz a marcha ao acelerar fundo) e o filtro de ar, e o carro já está bem mais ligeiro, e quando voltar lá, além do serviço do motor, será feito o conserto do radiador e a troca do rolamento do diferencial, para que ele pare de cantar como uma desafinada cantora de fado que perdeu emprego. Enquanto essas peças não chegam, segue a montagem de algumas coisas que faltam e começo a pensar num jeito de instalar um rádio legal sem estragar nada do carro, pois não sei se o rádio original dele está funcionando, e mesmo que funcione ficar só ouvindo AM é triste! Aproveito e compartilho com vocês uma foto tirada ontem na garagem, com o Don e o Toninho juntos, num estilo meio "Starsky & Hutch".

domingo, 6 de março de 2011

S.O.S. Malibu


O Carnaval é o tipo de época que vários dizem que detestam mas não veem a hora de chegar - não tanto pela folia, escolas de samba e mulheres de cocar nuas (porque "semi nuas" é o cúmulo do eufemismo), mas pelo tempo que vão ter livres, seja por três, quatro ou cinco dias, para poder fazer coisas fora dos compromissos usuais. Eu me incluo nesta categoria pois, mesmo não suportando samba e sem entender a alegria tresloucada dos foliões, ansiava pela chegada desta época para, enfim, dormir até acabar o sono, adiantar algumas coisas da faculdade e principalmente, mexer nos carros - mais precisamente, no Malibu.
Uma grande notícia de recentemente foi que o Malibu conseguiu ir
da oficina até o local onde está por meios próprios, sem guincho, cordas, gente empurrando ou passando vergonha. O problema é que ainda tem uma infinidade de ajustes, regulagens, montagens e retoques para que ele esteja em condições de rodar tranquilamente, já que hoje o máximo que ele consegue é rodar uns 10 Km e daí, começa a morrer, falhar e xingar a tudo e todos.

Uma das coisas foi decidir sobre rodas e pneus. Explico: ele está com rodas do estilo original ao Chevelle SS, mas com pneus muito baixos (205/60-15), e rodas 15x7 - lindas, mas que não preencheram direito os vãos dos paralamas. Eis que decido pegas as rodas que comprei para o Puma e testar - afinal, a furação delas "teoricamente" é universal para cinco furos e são mais largas. Só não contava que elas fossem largas tão pesadas, principalmente as tra
seiras. Sobe daqui, desce dali, carrega na Kombi, busca macaco hidráulico, tira uma das rodas e... a roda traseira (15 x 10) é grande demais!!! Se grande demais ou de offset errado não importa, o que importa é que não coube e o resultado visual, mesmo que coubesse, não ficaria grande coisa na minha humilde opinião. As 15 x 8 (futuras dianteiras para o Puma) mostram que a medida é essa, só precisam de pneus mais largos, mas mesmo assim ficaram aquém do que eu esperava. Acho que no Puma elas vão combinar mais (aproveitando, vejam a sequencia de fotos - rodas 15 x 8 Cragar, 15 x 10 Cragar, e as 15 x 7 modelo Magnum originais do Chevelle SS, na dianteira; o visual original, para mim venceu).


A boa notícia é que agora deu para definir exatamente o tipo de pneu que preciso comprar para a traseira, pois as rodas já estão certas. E também serve para ver que tem muito mais a ser feito que pensar nas rodas, como resolver a questão do carburador grande demais para um motor tão pequeno (em proporções relativas, pois V8 307 polegadas - ou 5.0 litros - não é propriamente "pequeno"; menos ainda um carburador feito para motores ACIMA de 6.3 litros...) um radiador furado, esfriar um motor que anda aquecendo demais, montar direito as caixas de roda dianteiras, terminar de ligar algumas coisas na eletricidade do carro, etc, etc, etc... e ainda arrumar tempo para levar a Manuela no chaveiro, para consertar o miolo de ignição e trocar as fechaduras. Como veem, diversão para mais de metro!

E a frota está famosa internacionalmente! Depois de alguns meses, publicaram na revista britânica "Practical Classics" uma foto deste feioso que cá escreve juntamente com a frota; tudo bem que nem a publicação não acompanhou "o dinamismo" da renovação de frota e ficaram de fora o Pereira e a Manuela, e saiu ainda a publicação do Ovídio, um Opala 70 que pouco tempo ficou, e comigo só rodou de casa para a garagem do prédio e de lá só saiu vendido. Curioso, me deu o maior orgulho de ver as fotos que tirei publicadas numa revista que é do outro lado do hemisfério e do Atlântico... não ganhei nada com isso, mas achei muito bacana, mesmo que o Malibu (que ainda não tem um nome... sugestões são bem vindas) ainda estivesse sujo e na forma de "trabalho em andamento". Bom, daqui há um tempo que não sei quando chega, mando umas fotos da frota, já devidamente atualizada e concluída (?). Deixemos para os próximos capítulos...