Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

domingo, 6 de março de 2011

S.O.S. Malibu


O Carnaval é o tipo de época que vários dizem que detestam mas não veem a hora de chegar - não tanto pela folia, escolas de samba e mulheres de cocar nuas (porque "semi nuas" é o cúmulo do eufemismo), mas pelo tempo que vão ter livres, seja por três, quatro ou cinco dias, para poder fazer coisas fora dos compromissos usuais. Eu me incluo nesta categoria pois, mesmo não suportando samba e sem entender a alegria tresloucada dos foliões, ansiava pela chegada desta época para, enfim, dormir até acabar o sono, adiantar algumas coisas da faculdade e principalmente, mexer nos carros - mais precisamente, no Malibu.
Uma grande notícia de recentemente foi que o Malibu conseguiu ir
da oficina até o local onde está por meios próprios, sem guincho, cordas, gente empurrando ou passando vergonha. O problema é que ainda tem uma infinidade de ajustes, regulagens, montagens e retoques para que ele esteja em condições de rodar tranquilamente, já que hoje o máximo que ele consegue é rodar uns 10 Km e daí, começa a morrer, falhar e xingar a tudo e todos.

Uma das coisas foi decidir sobre rodas e pneus. Explico: ele está com rodas do estilo original ao Chevelle SS, mas com pneus muito baixos (205/60-15), e rodas 15x7 - lindas, mas que não preencheram direito os vãos dos paralamas. Eis que decido pegas as rodas que comprei para o Puma e testar - afinal, a furação delas "teoricamente" é universal para cinco furos e são mais largas. Só não contava que elas fossem largas tão pesadas, principalmente as tra
seiras. Sobe daqui, desce dali, carrega na Kombi, busca macaco hidráulico, tira uma das rodas e... a roda traseira (15 x 10) é grande demais!!! Se grande demais ou de offset errado não importa, o que importa é que não coube e o resultado visual, mesmo que coubesse, não ficaria grande coisa na minha humilde opinião. As 15 x 8 (futuras dianteiras para o Puma) mostram que a medida é essa, só precisam de pneus mais largos, mas mesmo assim ficaram aquém do que eu esperava. Acho que no Puma elas vão combinar mais (aproveitando, vejam a sequencia de fotos - rodas 15 x 8 Cragar, 15 x 10 Cragar, e as 15 x 7 modelo Magnum originais do Chevelle SS, na dianteira; o visual original, para mim venceu).


A boa notícia é que agora deu para definir exatamente o tipo de pneu que preciso comprar para a traseira, pois as rodas já estão certas. E também serve para ver que tem muito mais a ser feito que pensar nas rodas, como resolver a questão do carburador grande demais para um motor tão pequeno (em proporções relativas, pois V8 307 polegadas - ou 5.0 litros - não é propriamente "pequeno"; menos ainda um carburador feito para motores ACIMA de 6.3 litros...) um radiador furado, esfriar um motor que anda aquecendo demais, montar direito as caixas de roda dianteiras, terminar de ligar algumas coisas na eletricidade do carro, etc, etc, etc... e ainda arrumar tempo para levar a Manuela no chaveiro, para consertar o miolo de ignição e trocar as fechaduras. Como veem, diversão para mais de metro!

E a frota está famosa internacionalmente! Depois de alguns meses, publicaram na revista britânica "Practical Classics" uma foto deste feioso que cá escreve juntamente com a frota; tudo bem que nem a publicação não acompanhou "o dinamismo" da renovação de frota e ficaram de fora o Pereira e a Manuela, e saiu ainda a publicação do Ovídio, um Opala 70 que pouco tempo ficou, e comigo só rodou de casa para a garagem do prédio e de lá só saiu vendido. Curioso, me deu o maior orgulho de ver as fotos que tirei publicadas numa revista que é do outro lado do hemisfério e do Atlântico... não ganhei nada com isso, mas achei muito bacana, mesmo que o Malibu (que ainda não tem um nome... sugestões são bem vindas) ainda estivesse sujo e na forma de "trabalho em andamento". Bom, daqui há um tempo que não sei quando chega, mando umas fotos da frota, já devidamente atualizada e concluída (?). Deixemos para os próximos capítulos...


quinta-feira, 3 de março de 2011

O que vem e o que vai.

Oi gente, Este é o primeiro post do ano, tardio graças a um computador que teimava em não carregar fotos e à minha preguiça em pegar outro computador para escrever. Sim, havia prometido que ia escrever mais e quebrei a promessa, então peço desculpas. Várias coisas aconteceram entre o último post e este aqui - o Brasil tem uma presidente que até o momento nem fede nem cheira, a África e Oriente Médio ensaiam uma primavera democrática tal qual ocorreu no leste europeu nos anos 80, várias pessoas nasceram e outras tantas faleceram. Pessoalmente, além de um constante e crescente aborrecimento a respeito de como são as coisas (principalmente quando pessoas estão no mundo profissional, elas se transformam!), minha pressão arterial subiu e meus cabelos ja não são mais tantos, mostrando que a idade chega para todo o mundo, inclusive para mim - o que assusta pois a idade aparece como de assalto, uma hora vc tem 23 anos e de repente, PUFFFFFF!!!! Você já tem "quase 40 anos" e tem que ouvir calado o rosário de explicações científicas a respeito da pressão alta, impaciência, dor de dente, poucos cabelos e sobre a barba que cresce branca. E na garagem, mudanças também.

Temos uma nova integrante (sim, no feminino mesmo) - uma Kombi standard 73, chamada Manuela. Ela apareceu próximo ao Natal, vinda de São Carlos. Já estava de olho nela no Mercado Livre faz tempo, e a providência divina fez o preço reduzir bastante e ainda por cima ela estar em São Bernardo do Campo! Conversa daqui, vê dali... e negócio fechado. A Manuela pouco rodou desde então, apenas o suficiente para levá-la ao despachante, cartório, e neste interim, parar em frente a VW na Via Anchieta (maternidade dela) numa pane seca por pura culpa minha (devia ter confiado no funcionamento do marcador de combustível!!). Apesar de simpática e fotogênica, ela vai dar bastante trabalho pois precisa de alguma funilaria, pintura geral, revisão do câmbio (em 3a e 4a ela faz um barulho de rolamento gasto tão alto que chega a dar dor de cabeça), além de bancos novos e janelas basculantes. A Manuela e eu agradecemos por dicas de onde encontrar peças com preços bons e também doações em geral. Em um outro post, coloco um "impressões ao dirigir" dela.

E como ela veio e pelo menos um carro precisava ir, Klaus mudou de dono. Um colega do trabalho agora é o feliz proprietário deste bom Opala 89, que me proporcionou diversas lembranças da adolescência e me fez bastante feliz enquanto esteve comigo. Fico bastante feliz pelo fato dele ter ido para alguém que certamente vai cuidar com todo o carinho que Klaus merece, e que ele irá retribuir com boas e confortáveis viagens por aí. Antes da venda, ajustei o carburador dele e coloquei um rádio novo, além de ter andado razoavelmente bastante com ele. Ele vai como um daqueles amigos que se mudam e você sabe que vai continuar tendo notícias dele, mas raramente vai ter a oportunidade de conversar e fazer coisas como antes... que bom que ele vai deixar saudades!

Lógico que antes de Klaus partir, tive que tirar uma foto com os três juntos - afinal, não é sempre que se tem lado a lado um Opala 74, um 76 e um 89, mesmo que para comparar a evolução, e também tantos carros coloridos juntos, sem aquela ditadura do "preto-prata-cinza" que finalmente começa a ver uma discreta mudança, com mais carros amarelos, brancos e vermelhos circulando por aí. É por imagens como essa que eu ainda vou tatuar "Opala" no meu braço esquerdo.

Neste tempo que fiquei sem escrever acabei refletindo bastante e concluindo algumas coisas - umas óbvias e outras não. A primeira é que a vida é curta e temos que curtir (com responsabilidade, pois existe um amanhã), sem pensar demais no futuro. Sim, essa faz parte do rol do óbvio, mas tal conclusão costuma ficar esquecida no graaaaande quartinho mental que é nosso cérebro e muitas vezes nos pegamos fazendo um montão de coisas apenas "pensando no dia de amanhã". Os tais "agora não posso", "ah, se eu tivesse dinheiro numa situação mais confortável..." ou "eu não tenho tempo" são excelentes desculpas para a infelicidade. Então é por isso que curto e tenho carros antigos, faço Direito e quero ainda fazer tantas coisas, porque a vida é curta demais e se nos deixarmos levar pelo "senso comum" (que como aprendi na faculdade, "senso comum" não existe).

Outra que descobri é que mudar é difícil pacas. "Ah, essa é óbvia" - parece, mas não é bem assim. Na hora do "vamos ver", nosso inconsciente está tão atrelado a valores e comportamentos determinados que você, querendo ou não, se comporta de uma forma que não gosta e acaba de decepcionando com você mesmo. E cara, mudar é difícil. Demanda uma disciplina federal, muita determinação e muita muita MUITA vigilância. Confesso que ainda estou anos-luz do que desejo, mas acho que tenho melhorado, principalmente ao perceber mais quem sou e que atitudes e valores eu tolero ou não.


E a outra, mais importante de todas, é que tudo isso acima se justifica pois a vida é uma eterna dialética. A história não é constante, nós, nossos entes queridos, os FDPs que também estão por aí, e as coisas em geral, se transformam a cada dia e, se não olhar
mos para a frente e decidirmos "de verdade" sermos felizes a partir de agora, o bonde já vai ter passado e daí nos arrependeremos até o último dos nossos dias por não termos dito um "eu te amo" para aquela pessoa que não está mais entre nós, ter feito aquela viagem fantástica (ou então comido um pedaço de pizza na varanda) com pessoas que gostamos e curtido bons momentos porque estávamos "muito ocupados fazendo algum relatório ou apresentação que, no fim das contas, ninguém vai mesmo prestar muita atenção", ou resumindo, termos feito nosso gosto. Seja ele ter ido a Paris ou ter comprado uma Kombi.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os compromissos (e os parênteses)

Queridos,

Sim, sei de minha dívida em escrever mais frequentemente, mesmo vendo pela estatística que poucos (ou ninguém) leem o que coloco. E daí? Mesmo que seja para eu mesmo, o que importa é cumprir com este compromisso assumido, ainda que já faça mais de 40 dias desde o meu último post. Falta de computador (que ainda não está 100%, não consigo publicar fotos), provas, muito trabalho e falta de inspiração são os fatores contribuintes.

Enfim, o que aconteceu de interessante desde então? Na vida, até agora nada de muito emocionante salvo ter passado para o 2º ano da faculdade (sim, faça faculdade depois dos 30 e tudo fica mais divertido), e da Lucano Mosaico, da minha querida Adriana estar prosperando; de resto, tudo igual no serviço ("same old s**t as before"), família (todos vivos e com saúde, que é o que realmente importa), e demais setores da vida (amigos, colegas etc).

Automobilisticamente falando, também poucas novidades, mas dignas de nota. Depois de uma encheção de saco com os freios e carburador do Pereira (Opala bege 76) decidi levá-lo ao Henrique para consertar. Interessante foi retirar o servofreio e ver que estava furado e cheio de fluido de freio, vindo do cilindro mestre. Ó, por que o freio do carro não era decente??? Devidamente trocados e com R$572.00 dilapidados de meu patrimônio, agora Pereira freia que é uma beleza. Pena que o carburador não tenha ficado bom ainda, e dirigí-lo ainda exige paciência e perseverança - as falhas são constantes e ele fica "tremelicando" aos 80 Km/h, além de ter pouca força, ainda que o motor dele realmente esteja ótimo. Acho que é giclagem, mas preciso mexer nisso por conta, pois ninguém mais tem paciência de trabalhar com carburadores, por mais simples que sejam. O mais interessante é que mesmo sendo um carro estiloso e inteiro, não sinto prazer em dirigí-lo. Enquanto Toninho é imbatível entre os 3 Opalas (macio, com força e extremamente confiável), Pereira é meio que "belo Antônio" - bonito, elegante, mas na hora, ele dá uma pipocada. Klaus fica no meio termo, pois é gostoso e tem espírito, mas gosta de um chilique. Porcausa disso, começo a perceber que talvez seja o caso de Pereira e eu seguirmos caminhos diferentes, tal qual aconteceu com o Dodge branco que tinha, o Flash Gordon.

O Flash Gordon era (aliás, "é" pois continua bem e com um feliz proprietário) um Dodge Dart 75 4 portas branco que, na época que comprei, seria um excelente candidato a redução a peças não tivesse eu o socorrido. Tinha ferrugem sim, mas nada de muito grave, e também era um bom carro para dirigir... para os outros. Mesmo tendo gasto uma grana preta nele, foram poucas as vezes em que nos demos bem pois, ora chovia dentro do carro (mais que o normal para um Dodge), ora o motor superaquecia (isso sim é completamente anormal para um Dodge), e constantemente dava pirepaques elétricos (uma bateria nova a cada dois meses) e fedia enormemente a gasolina queimada (aliás, pior que quase todos os Dodges que já vi). Pois bem, praticamente TODOS que conheci diziam que era "um dos melhores Dodge Dart que já haviam dirigido" e muitos ficaram tristes ao saber que o vendi. Flash Gordon NUNCA deu problema na mão de ninguém... a não ser eu. Por isso, mesmo que de forma relutante, conclui que era hora de passá-lo para frente e assim o fiz. Curiosamente, todos os carros que o sucederam em trocas foram igualmente frustrantes (o Mercedinho que afogava o carburador, o Landau que fritou o câmbio no meio da noite num lugar feio que dói entre outros) até que a cadeia se rompeu a vender (sem trocas nem nada) o último carro da linha sucessória dele.

O caso de Pereira não é grave assim. Não quebra e nem vai deixar ninguém na mão, mas também não dá aquele "brilho nos olhos" quando o vejo (ao contrário do que acontece com outras pessoas que o vê), e daí qualquer barulhinho diferente é motivo de decepção. Engraçado que este sábado decidi encerá-lo para tirar as manchas da pintura dele, decorrentes do tempo em que ficou guardado. E meia hora depois de terminar e sair para um passeio, dá uma bela de uma chuva... É, às vezes é mais saudável por fim a um relacionamento que tentar alimentar algo sem futuro porque o prejuízo material e sentimental será sempre maior ao ficar indo contra a intuição (e que esta metáfora automobilística sirva para a vida). Neste caso, o pedido de divórcio neste "relacionamento relâmpago" é um papel de "VENDE-SE", um anúncio no Mercado Livre e uma boa dose de paciência. Tenho certeza que o próximo proprietário será muito mais feliz que eu, e fico feliz por ter resgatado mais um carro de volta para a vida.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Novo... e sem graça. Reflexões sobre a modernidade

Hoje fui deixar o Klaus "descansando" na garagem por um tempo e peguei o Astra. O carro é confortável, silencioso, anda bem... mas em compensação dá um tédio...
OK, tudo é simples, não precisa esquentar antes de sair, trocar marchas no trânsito, o ar condicionado esfria e aquece conforme a minha vontade (e não a do carro), e a direção hidráulica é leve sem ser imprecisa e nem dura a ponto de ser pesada em manobras.
Por outro lado, é outro carro no meio do rebanho. Não fosse a cor vermelha bordô que é um pouco diferente do que há hoje, seria um carro completamente igual aos outros, sem mais nem menos, como mais um boi no meio da boiada. Mais um símbolo do tédio dos tempos atuais, onde tudo é tão eletrônico, automatizado e simples que tudo fica à mão e a vida começa a ficar entediante, além da spessoas em geral ficarem cada vez mais irritadas e ansiosas - o tal do "a gente tem que crescer", expressão que nunca entendi direito. Tá aí, o Astra é um símbolo do vazio que vive-se hoje - tem-se muito objeto, muita comodidade, e pouca essência com quase nenhuma expectativa.
SIM, é uma delícia ter o conforto da automação, mas esse deleite se transforma em preguiça e ansiedade rapidinho, que acabam demandando horas de academia de ginástica para queimar esta "energia acumulada" que poderia ser muito bem empregada em atividades mais simples, como... abrir o vidro do carro com a famosa manivela, ir ao escritório de algum colega de trabalho no lugar de usar o "e-mail", andar mais, falar mais e enfim, viver mais.
A tecnologia é excelente e necesária para vivermos cada vez melhor, mas ela é como um uísque. Deve ser boa, elaborada, e tomada em doses comedidas para não estragar sua saúde e se tornar um vício. Afinal, muitas vidas se salvaram porcausa da tecnologia mas, seja sincero, você não vivia melhor sem ter um telefone celular?
O que uma simples mudança de veículo não desencadeira... ai ai ai, eu e meus pensamentos...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Agora sim, as fotos!

Bom dia, flores do dia! (é, ficou meio bicha).

Hoje acordei decidido a tirar fotos do Klaus e do Pereira, mas o tempo estava encoberto. Confesso que me decepcionei, mas depois de passar algum tempo defronte ao computador tentando fazer - sem sucesso relevante - uma apresentação para uma conferência a que fui convidado, minha mente foi povoada pelas fotos da revista Practical Classics (lá da Ilha da Fantasia, também conhecida como Reino Unido da Grã-Bretanha) - quase todas as fotos são feitas com o céu acinzentado e repleto de nuvens; afinal, se alguma revista britânica dependesse de dias de sol para fotografar seja lá o que for, iria à falência na primeira edição.

Então, segue uma tonelada de fotos, para deleite geral:

Aqui duas fotos de Klaus, tentando se camuflar na natureza, mas se destacando entre dois carros modernos e sem graça (principalmente o da frente dele - há coisa mais "pseudo-classe-média-alta" que Tucson prata? Tem sim - Tucson preta).


As primeiras fotos de Klaus e Pereira juntos - sem ciúmes, dores de cotovelo um do outro, e com respeito mútuo onde cada um celebra as diferenças e estilos um do outro.
Interessante notar a evolução plástica que a GM promoveu ao longo dos anos - enquanto Pereira possui um pequeno retoque na traseira com a adoção das lanternas redondas, Klaus parece ter sido submetido à plástica "Brazilian Butt Style", mais comprida e com lanternas gigantes. Aliás, em breve virão as lanternas no estilo original, e da marca Cibié.



















Dá para ser mais fotogênico? Um carro com tanto estilo e personalidade, gostoso de dirigir e com cores que não existem mais em carros. Ou que concessionária oferece no catálogo carros bege com interior marrom claro que formem um conjunto harmônico como este? E essa carroceria 2 portas de estilo "fastback", fazendo um belo conjunto com as cores da rua, árvores e do muro repleto de trepadeiras?
Os bancos apresentam a pátina do tempo, com pequeno desgaste natural. Vai ficar assim, por enquanto.

E aí, o que acharam? Espero em breve fazer uma sessão com os três Opalas juntos - Toninho, Pereira e Klaus.

Aproveitando, a Fundação Luciano Pinho continua com a venda do Astra 2010 automático, afim de abrigar a família toda de Opalas e dessa forma contribuir para o projeto "Lar do carro antigo carente de São Bernardo do Campo", que está em coleta de donativos. As "crianças" agradecem! ;-)


domingo, 31 de outubro de 2010

Um mês... e muitas coisas (automobilísticas) mudaram.

Fala, povo!

Faz um mês ou mais que não escrevo, e muita coisa mudou automobilisticamente falando. O Opala 89, mudou de nome mais uma vez, e acho que desta vez, fica. Agora se chama Klaus, homenagem justa a Klaus Meine, vocalista da banca Scorpions, e nome este que remete à origem germânica do Opala, vinda do Opel Rekord C.

Ao longo deste período entre o último post e este aqui, Klaus já recebeu uma grade original do ano dele, com o emblema da gravatinha da Chevrolet no seu devido lugar, troca das correias de motor, quatro pneus novos (doeu no bolso, mas valeu MUITO à pena), retrovisor esquerdo trocado, uma pequena revisão elétrica e um rádio novo com MP3 e mais harmônico com o painel preto dele (e mais importante: um rádio que funciona direito!). Com esse conjunto de coisas, ele ficou bem mais gostoso de andar e mais confiável, mesmo ainda tendo várias coisas na lista "to do", como consertar o retrovisor direito, trocar os alto-falantes das portas, colocar ventoinha auxiliar, trocar borrachas de porta, fazer um "catado geral" nos riscos e pontos de corrosão... mas aí é para outro dia, e nada disso impede de rodar de forma segura e confortável com ele.

Esta semana, mais uma loucura - juntou-se à trupe "Pereira", um Opala de Luxo 76 cupê 4 cilindros, 4 marchas, Bege Copacabana com interior marrom e muito original, que pertencia ao amigo e ex-chefe Laudio Nogues. Apesar dos freios sofríveis, motor falhando (hidrovácuo ruim + cabos de vela que viram dias melhores) e barulhos na suspensão traseira, a fuselagem está excelente, caixa de direção sem folgas e o motor está redondinho. Além disso, os quatro pneus diagonais condizentes com o ano do carro, fazendo conjunto com as quatro calotas "chapéu chinês" que são um charme só. Mais gosto ainda é ver o interior dele marrom com poucas marcas de uso e, no porta-luvas, o manual do proprietário e livreto com rede de concessionárias do ano do carro - OK, não é o manual DESTE carro, mas é de algum irmão perdido, e a condição do manual, livreto e capa da Mesbla Veículos do Rio de Janeiro, são excelentes. Esta semana vejo este hidrovácuo e mando notícias em breve. Está bem ruim de andar com a suspensão traseira barulhenta e com o motor falhando, mas isso é mal de carro parado - basta uma regulagem, polimento decente e colocá-lo para andar e pronto!

Os demais, tudo igual - Malibu ainda como uma lenda (sim, uma lenda de escapamento novo, mas ainda lenda), Puma e a novela elétrica, Toninho e Wenceslau só dando alegrias e satisfação.

Daí com a chegada de Pereira, algum carro tem que ir... então se souberem de alguém interessado num Astra hatch 2010 automático bordô com apenas 4038 Km (isso, Quatro Mil e Trinta e Oito Km rodados), escrevam para mim e dou mais detalhes.

E em breve (mesmo) coloco fotos atualizadas do Klaus e também do Pereira, para deleite de todos os poucos (mas fieis) seguidores deste humilde blog.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Mosntro chegou!

Oi povo,

O Opala 89 já tem nome - "Monstro". Sim, Monstro - afinal ele é grande, de certa forma anacrônico, opulento e imponente, mas sem ser gigante. Tipo de carro que não passa despercebido, mas sem ser demasiadamente chamativo. E monstro que é monstro tem força, personalidade e até nutre a simpatia de alguns (ou muitos), como é o caso deste Opala. Perto de um Smart, ou mesmo de um Ka, dá para entender perfeitamente a razão do nome adotado.

Ao pegá-lo, ele foi direto à "Clínica de restauração mecânica do Dr. Braçudo" também conhecida como Oficina do Henrique, para resolver um problema de carburação e também "tirar um barulhinho esquisito na suspensão quando eu freio". Até chegar na oficina, ele se comportou de forma espetacular, principalmente para um carro fabricado há mais de 2o anos. Chegando lá, as descobertas foram menos animadoras - todas as buchas de suspensão estavam ruins, assim como barra de direção e coxins de motor e câmbio, além do próprio carburador que já havia visto dias melhores. Uma semana depois, o Monstro fica melhor e eu fico arrombado financeiramente, mas... faz parte. Afinal, estilo é para poucos e tudo tem um preço - só não pensava que fosse assim caro.

Algumas voltas, passeios e fotos, descobri alguns detalhes bons e outros nem tanto. Primeiro, os bons:
  1. Motor está bem legal, assim como o câmbio, diferencial e freios. Além disso, a direção hidráulica está sem folgas ou vazamentos significativos. Dá para ir até Uruguaiana com ele sem medo.
  2. O ar condicionado esfria e o ar quente esquenta. Tudo o que se pode querer, e ainda com um nível de ruido bastante baixo para os padrões da época (e mesmo atualmente).
  3. O estofamento está ótimo, nenhum rasgo ou mancha aparente. Os bancos só precisam de um enchimento novo e o estofamento em geral precisa ser lavado.
  4. Praticamente não há gambiarras (pelo menos não muito grandes).

Agora, o que não é tão legal assim:
  1. A funilaria feita na frente dele foi pior do que eu imaginei antes - tem massa nos dois paralamas, o carro recebeu um banho meia boca de tinta, sendo que na frente parece que foi um trabalho de educação artística muito mal sucedido.
  2. Tem pequenos podres nas caixas de roda traseiras - normais para qualquer Opala, mas vai demandar uma despesa que não esperava agora.
  3. Os quatro pneus estão meio ruins, são da medida errada e pior, são Remoldados PARAGUAIOS!! Dá para ser mais caricato?
  4. O chicote do carro já viu dias melhores - dá para ver algumas gambiarras (poucas, felizmente) e o botão da buzina está quebrado - aliás, o volante todo está meio feito e mereceria um novo, mas isso fica para depois.
Enfim, aqui está ele. Tem bastante coisa para fazer, mas nada que seja urgente - pelo contrário, dá para rodar um bom tempo sem precisar fazer nada. Lógico que aquela grade de Opala 92 vai embora, assim como os piscas cristal, e as lanternas traseiras ORIGINAIS GM vão receber um belo trato para tirar a tinta vitral que as deixou "pseudo-fumê", mas nada disso impede de rodar por aí e, possivelmente, transformar o "Monstro" na viatura oficial para o dia-a-dia? Notícias em breve!