Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

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domingo, 11 de novembro de 2018

Quantas mudanças!

Desde a última publicação, um monte de coisas mudou na vida, e deixo assim bem genérico "na vida" pois não foi só na minha, na sua ou na do vizinho. Praticamente um ano desde a última publicação, o mundo era outro, a vida de cada um de nós era diferente, e é difícil listar tudo e ao mesmo tempo resumir este período. Então, já que o assunto deste blog é carro, farei o melhor resumo possível, e depois publicarei mais histórias, com detalhes. 

Lembram do Wartburg 311 que eu havia comprado? (veja a publicação: Foi (outro) carro que passou na minha vida). Depois de um calvário para tentar documentá-lo usando um despachante picareta, e a mudança por vir de Berlim para Herrsching (próximo a Munique), ele foi vendido ao amigo de um amigo, que decidiu encarar o desafio de documentá-lo e restaurá-lo. E um detalhe curioso - três meses depois da compra, o proprietário do Wartburg 353 o colocou à venda... 

Com a mudança para a Bavária, Willy veio junto e e percorreu os 680 Km de distância... numa carreta de transporte. :-) Dirigir um Trabant aqui na parte rica e ocidental na Alemanha é quase um experimento sociológico. 

O Eusébio... Alguém se lembra dele? Este fiel Opel Rekord C agora mora no Brasil, e foi fazer companhia para seus "irmãos brasileiros". O processo foi longo, custoso e cheio de percalços, mas finalmente ele está lá. Veja a foto dele abaixo, na chegada em Campinas ainda com as placas portuguesas, ao lado de um lindo Monza Classic de um amigo meu.


E para fazer companhia ao Eusébio e outros carros, juntaram-se à família um "Opaloito" 1976, e também um Opala SL 1990, cujas fotos estão abaixo. Carros tão diferentes entre si, que as únicas semelhanças são que os três são brancos. 


Pois é, mesmo com tantas mudanças, o juízo continua "juntando poeira" quando se trata de carro antigo... em breve, coloco uma publicação sobre cada um deles, suas bonitas histórias e sobre as pessoas que ajudaram para que elas se tornassem verdade. 

Portanto leiam, divirtam-se, comentem e compartilhem. Em breve, tem mais. 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Mosntro chegou!

Oi povo,

O Opala 89 já tem nome - "Monstro". Sim, Monstro - afinal ele é grande, de certa forma anacrônico, opulento e imponente, mas sem ser gigante. Tipo de carro que não passa despercebido, mas sem ser demasiadamente chamativo. E monstro que é monstro tem força, personalidade e até nutre a simpatia de alguns (ou muitos), como é o caso deste Opala. Perto de um Smart, ou mesmo de um Ka, dá para entender perfeitamente a razão do nome adotado.

Ao pegá-lo, ele foi direto à "Clínica de restauração mecânica do Dr. Braçudo" também conhecida como Oficina do Henrique, para resolver um problema de carburação e também "tirar um barulhinho esquisito na suspensão quando eu freio". Até chegar na oficina, ele se comportou de forma espetacular, principalmente para um carro fabricado há mais de 2o anos. Chegando lá, as descobertas foram menos animadoras - todas as buchas de suspensão estavam ruins, assim como barra de direção e coxins de motor e câmbio, além do próprio carburador que já havia visto dias melhores. Uma semana depois, o Monstro fica melhor e eu fico arrombado financeiramente, mas... faz parte. Afinal, estilo é para poucos e tudo tem um preço - só não pensava que fosse assim caro.

Algumas voltas, passeios e fotos, descobri alguns detalhes bons e outros nem tanto. Primeiro, os bons:
  1. Motor está bem legal, assim como o câmbio, diferencial e freios. Além disso, a direção hidráulica está sem folgas ou vazamentos significativos. Dá para ir até Uruguaiana com ele sem medo.
  2. O ar condicionado esfria e o ar quente esquenta. Tudo o que se pode querer, e ainda com um nível de ruido bastante baixo para os padrões da época (e mesmo atualmente).
  3. O estofamento está ótimo, nenhum rasgo ou mancha aparente. Os bancos só precisam de um enchimento novo e o estofamento em geral precisa ser lavado.
  4. Praticamente não há gambiarras (pelo menos não muito grandes).

Agora, o que não é tão legal assim:
  1. A funilaria feita na frente dele foi pior do que eu imaginei antes - tem massa nos dois paralamas, o carro recebeu um banho meia boca de tinta, sendo que na frente parece que foi um trabalho de educação artística muito mal sucedido.
  2. Tem pequenos podres nas caixas de roda traseiras - normais para qualquer Opala, mas vai demandar uma despesa que não esperava agora.
  3. Os quatro pneus estão meio ruins, são da medida errada e pior, são Remoldados PARAGUAIOS!! Dá para ser mais caricato?
  4. O chicote do carro já viu dias melhores - dá para ver algumas gambiarras (poucas, felizmente) e o botão da buzina está quebrado - aliás, o volante todo está meio feito e mereceria um novo, mas isso fica para depois.
Enfim, aqui está ele. Tem bastante coisa para fazer, mas nada que seja urgente - pelo contrário, dá para rodar um bom tempo sem precisar fazer nada. Lógico que aquela grade de Opala 92 vai embora, assim como os piscas cristal, e as lanternas traseiras ORIGINAIS GM vão receber um belo trato para tirar a tinta vitral que as deixou "pseudo-fumê", mas nada disso impede de rodar por aí e, possivelmente, transformar o "Monstro" na viatura oficial para o dia-a-dia? Notícias em breve!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O novo irmão... do Toninho.

Amigos,

Como comentado ontem, mandaria notícias em breve sobre um novo irmão do Opala 74 (o Toninho, do post anterior), e hoje tenho a satisfação de informar que esta semana um Opala Comodoro 89 se integra à frota. O nome dele ainda não está definido, mas em breve será batizado (sugestões são bem vindas).

Sei que alguns vão ficar perplexos, assim como outros ficarão felizes e a maioria vai achar que estou louco, e dou razão para cada um de vocês mas seja como for, agora está feito e estou muito contente, por ter comprado um carro da minha época de adolescente (mesmo sem ser um 6 cilindros que era objeto de desejo do passado, este é a opção mais madura da vida adulta com os seu motor etílico de 4 cilindros e robustez geral invejável), e também por ter salvo mais um Opala de virar transportador de escada e material de construção ou pior, de virar mais um Maserati da periferia com direito a adesivo gigante "NO PELO" ou "PILOTO DE FUGA" no vidro traseiro e 50.000 W de som tocando funk (e com o ar condicionado removido com requintes de crueldade pois "carro com ar bebe mais e não anda".

Assim que pegá-lo ele irá para uma revisãozinha básica de carburador e suspensão, e depois uma pequena funilaria para ajeitar o paralamas (pintura mal feita), e terá a grade trocada pela original do ano dele, bem como os piscas "brancos" (na verdade cristal) serão substituídos pelos originais na cor âmbar. Vai ter mais um monte de pequenas coisas para fazer, e que serão muito divertidas ao terminar.

Enquanto isso, já separo o toca-fitas Rio de Janeiro para linha Chevrolet para instalar no painel dele, ansioso pela chegada... publicarei fotos em breve.