Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Brilhando como uma estrela... quase.

 Quem viu o Silvestre quando chegou, próximo ao Natal de 2012, não o reconheceria hoje. Muita dedicação do meu amigo mecânico (Henrique Faian, recomendo!), a compra de algumas peças e paciência, o fizeram andar novamente. E neste sábado, após uma lavagem completa rigorosa (ainda será necessária mais uma ou duas para tirar toda a sujeira), um pote de massa de polir e um belo esforço de dois amigos gêmeos, este Dodginho 1800 voltou a exibir a beleza de seu marrom - melhor dizendo, Castanho Corça - para quem quisesse ver. Veja nas fotos abaixo a diferença entre como estava e como acabou ficando. Com isso, foi possível ver as cicatrizes que o tempo deixou, na forma de manchas na pintura, riscos mais fundos e amassados solucionáveis num "martelinho de ouro" (os riscos ficarão lá, para contar história).

Agora só faltam coisas pequenas - que vão desde instalar fechaduras novas e colocar a bucha na coluna de direção, a cadastrá-lo no DETRAN ($$$$$$$$$$ e paciência neste processo), regular as portas (a porta esquerda gosta de abrir sozinha) e uma revisão elétrica mais que decente. A lista é longa, mas o caminho é promissor.

Silvestre coberto com 30 Kg de poeira e sujeira.

Polimento do capô. Viva à invenção da politriz elétrica.

Capô e paralama direito já mostrando brilho.

O besta que escreve este blog, apanhando para aprender como fazer polimento.

Quase todo polido. Ficou ótimo, em vista do que estava!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Silvestre - missão abortada.


Relatório de missão
Missão: Levar o Silvestre até o posto de gasolina para lavagem, e depois andar com ele por alguns quilômetros. Retornar à base temporária (oficina) após o fim da missão. 

_ Pacheco, Bateria, óleo e filtros? 
_ OK
Motor sujo, mas todo revisado e com óleo novo... exceto carburador.
_ Antôntio, Freios dianteiros?
_ OK
Discos de freios medidos, sem problemas. Pastilhas novas.
_ Maria, Cilindro mestre?
_ OK, pode ir.
Cilindro mestre todo revisado, fluido de freio trocado e cano de freio trocado.
_ Jair, Freios traseiros?
_ OK, revisados.
Freio traseiro com lonas trocadas.
_ Zé, Carburador?
...
_ Zé?
_ Ô Zé, acorda!
_ Eita, desculpa!
_ Como está o carburador, Zé?

_ Acho que dá pra ir. 
(xi...)
Boia do carburador Hitachi. Mais estanho, impossível.
_ Decolagem para o posto de gasolina autorizada (com o fiofó na mão...), em 5, 4, 3, 2, 1... xi.....
_ Que foi, chefe?
_ O carburador está ruim. 
_ Vamos de novo, vai que dá. 
(Motor de arranque girando, pedal do acelerador sendo bombado... 5 vezes até o motor funcionar).
_ Essa marcha-lenta está muito alta.  
_ Ah, vamos lá dar uma volta com o Silvestre, faz anos que ele não sai na rua.
(Silvestre e o seu motorista saem para a missão. logo no final da rua, a porta do motorista se abre e este por pouco não cai no chão e deixa Silvestre desgovernado. A porta é segura e a missão prossegue).

_ Chegamos ao posto, então é hora de receber uma ducha, para tirar a poeira!
(O frentista do posto liga a lavadora de alta pressão e Silvestre ganha um banho curto, mas suficiente para lhe conferir uma aparência mais saudável. Chove torrencialmente dentro dele, como se as portas e janelas estivessem abertas).

Tentativa de tirar a poeira de Silvestre. Parece pouco, mas há melhorou.
Primeira ducha de Silvestre em pelo menos 18 anos.
_ OK, hora do passeio!
(Falhas no carburador são percebidas logo na partida, evoluindo para uma porgressiva queda de desempenho. Silvestre para, sem esperança de retorno, no meio da subida). 
_ Alô, Henrique? O Silvestre parou. É, o carburador realmente precisa de revisão...
_ Pra quê vc foi comprar uma m&r#@ dessas? Tô indo aí pra resgatar.
(Silvestre retorna de maneira precária para a base. Apesar do contratempo, a versão oficial declara que a missão foi um sucesso e o projeto "Silvestre 2013" prossegue de vento em popa).
Fim do relatório.

Homenagem deste escritor ao mês de aniversário de 40 anos do início da produção do Dodge 1800 no Brasil.

domingo, 17 de março de 2013

Rodinha da Olívia parte 2 - agora com calota

Pessoal, vejam a roda da Olívia com calota, de um jogo recém chegado e polido para este fim. E aí, o que acharam?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Olívia com a rodinha larga

Tanto tempo fora do blog significam duas coisas: a primeira é falta de alguma coisa (seja tempo ou inspiração); a outra é que as coisas evoluíram com os projetos - e de fato, as duas coisas aconteceram.Então falemos hoje da Olívia, a C10 V8. Como escrevi antes, o motor e o câmbio estão no lugar só que agora está definida a posição exata dos suportes do motor, e também já está no lugar o suporte do câmbio. Ela já tem direção hidráulica, o que vai tirar aquela sensação de "manobra de navio" ao virar a esquina. Mas o que mais mudou o visual foram as rodas alargadas e pneus novos. Eu havia comprado um jogo de rodas de Veraneio de Luxo (15 x 6) já pensando em alargá-las, e consegui comprar numa promoção um par de pneus BF Goodrich 235/70-15 para a dianteira, e 255/70-15 para a traseira; as rodas então foram alargadas para 8 polegadas na frente e 9 atrás.

Daí as rodas chegaram, pintadas num belo tom de vermelho brilhante, e os pneus foram montados para testá-las na Olívia. Só que daí veio a parte menos alegre, que é as rodas traseiras ficaram muito para fora e porcausa disso não couberam na caixa de roda. Vai ser preciso mexer nelas de novo, mas não na largura, somente no off-set, colocando-as uma polegada para dentro e assim, "vestindo" nas caixas de rodas na caçamba adequadamente. Dói só de pensar que a pintura vai ser decapada, as rodas torneadas mas melhor fazer isso que ficar tentanto ajustar no "martelo" o espaço na caixa de roda. Espero que, na hora que você ler a este post, as rodas já estejam na oficina para readequação, ou então que já tenham chegado aqui de volta e estejam devidamente montadas. Agora só nos resta esperar... enquanto isso, veja as fotos: 1) roda traseira "lambendo" a caçamba; 2) espaço entre pneu e caixa de roda traseira; 2) outro ângulo da roda traseira encostando na caçamba; 4) outro ângulo da roda dianteira na frente.



domingo, 27 de janeiro de 2013

Em pé por meios próprios

Parece mas não é a pick-up dos Flintstones. Nem é movida a álcool.
Esta cena ao lado não vao mais se repetir, onde um monte de tiozinhos em diversos estados de embriaguez decidem me presentar com uma foto de fim de ano com a minha querida C10. Calma, ninguém da foto morreu, muito menos a Olívia.  É que agora ela já está em condiçoes de ficar em pé por meios próprios ou seja, a suspensão dianteira está toda montada no lugar, com peças novas e devidamente ajustada. O sistema de direção também, já com caixa de direção hidráulica e coluna de direção ajustada no comprimento adequado. Agora só faltam alguns pequenos ajustes de altura da barra de direção e, pronto! Esta parte estará completa. 

Pontas de eixo, discos e pinças dos freios dianteiros, chegados do Banho de Zinco.
Quandro de suspensão dianteira e todas as peças da suspensão, após banho de Zinco e pintura a pó.
Bandejas e pontas de eixo no lugar. Só faltavam as molas e barra de direção.
Olívia com a suspensão dianteira e direção prontas.
A lista de coisas a fazer ainda é maior que a lista de tarefas concluídas, mas com tempo, dedicação e dinheiro (ah sim, o vil metal...) ela vai ficar bem legal. Entre as coisas a fazer há a suspensão traseira - fácil e rápida de fazer, e que receberá atenção quando a coroa e pinhão do diferencial forem substituídas - os freios que precisam de um servofreio e revisão completa, e daí é partir de vez para a adaptação do motor V8 e câmbio de 5 marchas (incluindo escapamento completo, o que não será barato). E olha como fica o cofre do motor já com o 350 instalado. Parece que nasceram um para o outro!
Motor V8 350 encostado no lugar onde será a nova moradia dele.
Ainda não vai parar por aí - tem que regularizar a documentação, funilaria para fazer, cromeação e polimento de alguns itens, instalação de ar condicionado, revisão elétrica completa e colocar rodas e pneus adaptados para esta nova "realidade" dela. Com bom planejamento e foco, até o final do ano ela estará pronta. Até eu inventar de fazer mais alguma coisa nela...





segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sapatos novos e um motor feliz

Após 18 anos sem grandes evoluções, o Silvestre ganhou sapatos novos, em substituição aos pneus antigos -  dois pneus dianteiros ressecados estouraram ao guinchá-lo e os outros dois traseiros foram trocados por pneus radiais juntamente com os dianteiros, já que é pouco prudente manter pneus tão antios num carro. A aparência dele melhorou bastante só com a troca dos pneus, dava para notarjá (veja as fotos abaixo e comprove):

Calçando os sapatos no Silvestre.
Uma das rodas já com os pneus 175/70 R13 calçados.

Enquanto instalávamos a coluna de direção, que havia sido retirada para ser destravada e colocar uma chave no miolo de ignição, mais detalhes curiosos eram vistos no carro - os mais interessantes foram os casulos de vespa por dentro da grade e ao lado do pisca dianteiro esquerdo. Nota-se com isso que o carro não via água há anos... também foi possível ver que só mesmo a dianteira vai precisar de funilaria, especificamente abaixo da grade do carro, que é o único lugar com podres - sintoma já existente desde os tempos em que ainda existiam concesionárias Chrysler fazendo este tipo de conserto.

Casulo de vespas por detrás da grade.
Casulo (bem pequeno) de vespas ao lado do pisca dianteiro esquerdo.
E de presente, o Silvestre decidiu retribuir. Após anos parado, sem o menor sinal de vida, o motor funcionou após encher-se a cuba do carburador com gasolina e se insistir algumas vezes na ignição. Isso por si só já seria impressionante pois não foi trocado óleo nem as velas foram limpas, mas a história fica ainda mais interessante ao se saber que o motor ficou em marcha lenta funcionou perfeitamente, sem o menor sinal de entupimento do carburador; e que além de tudo ele funcionou completamente sem água, por conta da corrosão generalizada da placa de montagem da bomba d'água e das mangueiras completamente ressecadas. Com isso, o Silvestre foi por meios próprios para o elevador da oficina, para ter uma revisão completa nos freios (está sem nada de freios) e receber todos os cuidados básicos como troca de óleo e filtros, substituição de mangueiras, troca de bombas de água e combustível e mais quaisquer outros itens para poder rodar seguramente por aí.  Logo abaixo tem um vídeo bem curto do Silvestre sendo manobrado, enquanto um amigo meu vai colocando gasolina na cuba do carburador. Uma daquelas coisas que muitos não acreditam quando contamos.
O obediente e positivo motor do Silvestre.
Silvestre no elevador.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Alegria e chateação.

Oi gente,
Hoje mando um post bem rapidinho, para atualizar as coisas e também desabafar um pouco.
O Don (Malibu) foi o veículo oficial de transporte do sogro e da sogra no aniversário de 42 anos de casados deles. Fomos jantar na Cantina Speranza em Moema (bairro de São Paulo) todos os 5 no Don e ele se comportou de maneira exemplar, sendo também o centro das atenções naquela gostosa noite de quinta-feira.  Ótima experiência para todos, com todos saindo do carro sorrindo.
Mas hoje... vi que o Toninho ganhou uma raspada no para-lamas dianteiro esquerdo, quase que certamente do vizinho de vaga no prédio onde ele está guardado - afinal os riscos são prata e o carro vizinho de vaga - mesmo que sem riscos - também é prata. Felizmente não amassou nenhum friso, mas isso me deixou bem irritado e chateado, pois além do dano à pintura, não tinha UM bilhetinho sequer pedindo desculpas e se oferecendo a cobrir a despesa de polimento/repintura. Acidentes acontecem, mas isso é pura falta de civilidade. Que saco! Por essas e outras é que eu sigo com a ideia de um terreno para ter todos os carros mais perto de mim, e num lugar mais seguro contra este tipo de coisa (ou piores). Bom, pelo menos é coisa fácil de consertar. Amanhã eu escrevo mais, sobre mais novidades.