Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Mosntro chegou!

Oi povo,

O Opala 89 já tem nome - "Monstro". Sim, Monstro - afinal ele é grande, de certa forma anacrônico, opulento e imponente, mas sem ser gigante. Tipo de carro que não passa despercebido, mas sem ser demasiadamente chamativo. E monstro que é monstro tem força, personalidade e até nutre a simpatia de alguns (ou muitos), como é o caso deste Opala. Perto de um Smart, ou mesmo de um Ka, dá para entender perfeitamente a razão do nome adotado.

Ao pegá-lo, ele foi direto à "Clínica de restauração mecânica do Dr. Braçudo" também conhecida como Oficina do Henrique, para resolver um problema de carburação e também "tirar um barulhinho esquisito na suspensão quando eu freio". Até chegar na oficina, ele se comportou de forma espetacular, principalmente para um carro fabricado há mais de 2o anos. Chegando lá, as descobertas foram menos animadoras - todas as buchas de suspensão estavam ruins, assim como barra de direção e coxins de motor e câmbio, além do próprio carburador que já havia visto dias melhores. Uma semana depois, o Monstro fica melhor e eu fico arrombado financeiramente, mas... faz parte. Afinal, estilo é para poucos e tudo tem um preço - só não pensava que fosse assim caro.

Algumas voltas, passeios e fotos, descobri alguns detalhes bons e outros nem tanto. Primeiro, os bons:
  1. Motor está bem legal, assim como o câmbio, diferencial e freios. Além disso, a direção hidráulica está sem folgas ou vazamentos significativos. Dá para ir até Uruguaiana com ele sem medo.
  2. O ar condicionado esfria e o ar quente esquenta. Tudo o que se pode querer, e ainda com um nível de ruido bastante baixo para os padrões da época (e mesmo atualmente).
  3. O estofamento está ótimo, nenhum rasgo ou mancha aparente. Os bancos só precisam de um enchimento novo e o estofamento em geral precisa ser lavado.
  4. Praticamente não há gambiarras (pelo menos não muito grandes).

Agora, o que não é tão legal assim:
  1. A funilaria feita na frente dele foi pior do que eu imaginei antes - tem massa nos dois paralamas, o carro recebeu um banho meia boca de tinta, sendo que na frente parece que foi um trabalho de educação artística muito mal sucedido.
  2. Tem pequenos podres nas caixas de roda traseiras - normais para qualquer Opala, mas vai demandar uma despesa que não esperava agora.
  3. Os quatro pneus estão meio ruins, são da medida errada e pior, são Remoldados PARAGUAIOS!! Dá para ser mais caricato?
  4. O chicote do carro já viu dias melhores - dá para ver algumas gambiarras (poucas, felizmente) e o botão da buzina está quebrado - aliás, o volante todo está meio feito e mereceria um novo, mas isso fica para depois.
Enfim, aqui está ele. Tem bastante coisa para fazer, mas nada que seja urgente - pelo contrário, dá para rodar um bom tempo sem precisar fazer nada. Lógico que aquela grade de Opala 92 vai embora, assim como os piscas cristal, e as lanternas traseiras ORIGINAIS GM vão receber um belo trato para tirar a tinta vitral que as deixou "pseudo-fumê", mas nada disso impede de rodar por aí e, possivelmente, transformar o "Monstro" na viatura oficial para o dia-a-dia? Notícias em breve!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O novo irmão... do Toninho.

Amigos,

Como comentado ontem, mandaria notícias em breve sobre um novo irmão do Opala 74 (o Toninho, do post anterior), e hoje tenho a satisfação de informar que esta semana um Opala Comodoro 89 se integra à frota. O nome dele ainda não está definido, mas em breve será batizado (sugestões são bem vindas).

Sei que alguns vão ficar perplexos, assim como outros ficarão felizes e a maioria vai achar que estou louco, e dou razão para cada um de vocês mas seja como for, agora está feito e estou muito contente, por ter comprado um carro da minha época de adolescente (mesmo sem ser um 6 cilindros que era objeto de desejo do passado, este é a opção mais madura da vida adulta com os seu motor etílico de 4 cilindros e robustez geral invejável), e também por ter salvo mais um Opala de virar transportador de escada e material de construção ou pior, de virar mais um Maserati da periferia com direito a adesivo gigante "NO PELO" ou "PILOTO DE FUGA" no vidro traseiro e 50.000 W de som tocando funk (e com o ar condicionado removido com requintes de crueldade pois "carro com ar bebe mais e não anda".

Assim que pegá-lo ele irá para uma revisãozinha básica de carburador e suspensão, e depois uma pequena funilaria para ajeitar o paralamas (pintura mal feita), e terá a grade trocada pela original do ano dele, bem como os piscas "brancos" (na verdade cristal) serão substituídos pelos originais na cor âmbar. Vai ter mais um monte de pequenas coisas para fazer, e que serão muito divertidas ao terminar.

Enquanto isso, já separo o toca-fitas Rio de Janeiro para linha Chevrolet para instalar no painel dele, ansioso pela chegada... publicarei fotos em breve.

domingo, 25 de julho de 2010

Opala, Opala, Opala...

Aqueles que me conhecem sabe que a primeira palavra que falei na vida não foi "mamãe" ou "papai" mas "Opala", e que sempre tive uma boa relação com este ótimo veículo fabricado pela GM aqui no Brasil (quer saber mais? Visite www.opala.com e descubra!). Para mim, um carro antigo é mais que um simples objeto, é a preservação da história e também um excelente exercício para encontrar a essência individual desafiando os padrões existentes atualmente e se desligar - mesmo que momentaneamente - da correria diaria e perturbações cotidianas, seja no trabalho, família, faculdade ou qualquer outra. Por ser tão íntimo e companheiro, parece-me óbvio que aqueles "mais chegados" mereçam um nome.
O "Toninho" é este Opala 74 de Luxo, grande amigo que tenho. Sempre alerta, disposto a qualquer situação (viagem, aventura, serviço) e companheiro, ele é o carro que está comigo há mais tempo, desde 2005 (essa primeira foto é de 2006, e ele como sempre, está mais elegante que eu), e desde então já fomos a varios lugares e fins, de "carro da semana" a Hopi Hari e Santos, tendo como mais memorável a viagem que fizemos para Florianópolis ano passado (que lugar legal!!!! Veja a foto dele aí abaixo, em Santo Antônio de Lisboa).

Este ano, além de varios passeios e encontros de carros, fomos até Curitiba, sempre se comportando de forma excelente. Andar nele por aí, ouvindo um bom rock, lembra aquela música do "Rei" Roberto Carlos: "Você meu amigo de fé meu irmão camarada / amigo de tantos caminhos e tantas jornadas (...)".
Neste interim, algumas coisas precisaram ser feitas para melhorar ou pelo menos manter o "Toninho" em forma - o motor foi retificado, funilaria e pintura parcialmente refeitas, estofamento novo, quatro pneus novos, e a lista nunca acaba, afinal carro antigo nunca fica pronto mesmo... rs.

A paixão por Opala transcende e vai também a um Puma GTB S2 ano 80 (para quem não sabe, originalmente os Puma GTB tem motor, câmbio, suspensão dianteira, freios e diferencial são de Opala 6 cilindros), que está em processo de restauração/modernização, onde espero que ao final fique algo de bom gosto. Agora, estou "namorando" mais um Opala para se juntar a ele - um Comodoro 88, 4 portas, azul médio (metálico) também 4 cilindros mas com a rara configuração "sem trio elétrico mas com ar condicionado e coluna de direção regulável", que eu mesmo desconhecia existir, e que pode ser um ótimo candidato a carro de uso diario. Se der certo, vai ser muito legal ver o irmão mais velho e o irmão mais novo juntos, saídos da mesma linha de montagem com 14 anos de diferença. Notícias em breve!

Você acha que sou louco? Pode ser, mas garanto que apesar das dores de cabeça com os profissionais e a síndrome do "ainda tem coisa para fazer?", um carro antigo faz a gente ficar mais feliz. Não precisa ser um Opala, nem uma frota toda, mas experimente AQUELE que te chama mais a atenção e divirta-se com ele - dirigindo, lavando, consertando, comprando peças, ou só olhando mesmo, e depois partilhando suas histórias com outros "loucos" como eu e outros tantos por aí.

Vamos falar de coisa boa?


Faz tanto tempo que não escrevo que tenho certeza que os poucos que leram aos últimos textos já devem ter esquecido que este blog existia. Enfim, se alguém é culpado, este sou eu. Seja como for, para escrever abobrinha ou reclamar da vida é melhor ficar quietinho portanto preferi poupar a vocês o trabalho de lamúrias simplesmente para "manter a amizade" comigo. Portanto, vamos escrever sobre coisa boa - as mudanças que faço a partir de agora neste blog, talvez até como um símbolo de mudanças na minha vida. A primeira delas - prometo atualizações mais frequentes, escrevendo principalmente do processo de restauração e manutenção de meus carros. Aliás, quem lê pela primeira vez, acha que possuo uma coleção de estirpe, que moro num castelo e nado numa piscina de dólares mas se vender todos os carros antigos não consigo comprar um Tucson de madame (aliás, tem aquela propaganda besta da Hyundai - ou melhor, Grupo CAOA - onde tem os depoimentos dos "felizes proprietarios" sobre esta viatura, em que tem uma mulher falando que "já passou por enchente, foi super tranquilo...". Pô, não tem argumento de venda melhor???) , nem um carro conversível que me faça parecer tiozão caracterizado de "forever young". A segunda - mais gente vai participar deste blog, escrevendo artigos e comentando (OK, tem alguns dos participantes que não sabem isso ainda, mas deixa para mais tarde...rs). Com isso, além de mais atualizações, virão mais opiniões e assuntos. A terceira - ainda não sei, mas certamente terá mais coisa! Enfim, o negócio é falar de coisa boa então em breve, iremos a elas!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A pirâmide de Maslow aplicada à vida

Acho a Pirâmide de Maslow uma das poucas teorias realmente legais e coerentes quando se trata de Administração. Para quem não a conhece, a teoria por trás dela (sem pensamentos impuros, por favor!) é que as primeiras necessidades do ser humano são as fisiológicas (dormir, comer, beber, nr 1, nr 2 e por aí vai); depois, vem as necessidades de segurança (se sustentar, ter uma casa para morar etc); no meio, estão as necessidades sociais (ter amigos, uma rede social, uma namorada/esposa); acima destas, estão as necessidades de estima (ter auto-estima, ser reconhecido por algo que faz ou como é); e por fim, no topo da pirâmide, as necessidades de autorealização (a conquista, o autodesenvolvimento, aquele sentimento de "eu venci!"). Interessante, não acha? Se não acha, pense no seguinte: vc conhece alguém que é plenamente realizado sem nunca ter tido amigos, família e nem uma namorada? Se ainda não se convenceu, então faça um teste prático - pense sobre sua carreira e como vc quer estar nos próximos 10 anos, enquanto vc sente uma vontade horripilante de "dar um barro" e o banheiro mais próximo está há pelo menos 10 minutos de vc. Facilitou?


Tive este devaneio enquanto pensava sobre o dia, aqui no aconchego de meu cafofo. Hj, tudo tendia para um dia ruim, já que havia um montão de coisas para fazer, meu domingo foi sofrível, eu estava cheio de preocupações, e ainda tenía clases de Español - !ai, cojones!. Entretanto, acabou que quase tudo deu certo, consegui, com muita calma resolver e debater alguns assuntos que me angustiavam, e enfim, pude chegar em casa mais tranquilo que antes de sair... exceto por uma vontade muito grande de comer um chocolate (de preferência um de flocos da Garoto, já que Kri não existe mais). Acompanhem:
1- por estar preocupado com a minha segurança (afinal, se vc faz cagada no trabalho, pode levar um esporro, e já dizia a Tia Cotinha do primário que o coletivo de esporro numa empresa é rua), não consegui satisfazer às minhas necessidades fisiológicas (dormir, comer), pois minhas necessidades sociais me indicavam que o grupo que eu poderia fazer parte seria o dos "sem emprego", ao qual eu não me identifico, e como consequencia as minhas necessidades de estima foram para o saco.
2- quando consegui contar até 10 e botar a mão na massa, as coisas foram dando certo - a segurança foi satisfeita, o que permitiu também que me enxergasse no grupo dos "com emprego" (logo, necessidades sociais satisfeitas) e por tabela afagou a autoestima.
3- mas, depois de uma longa jornada, saio do serviço cansado, com fome e torcendo para que a Fada dos Chocolates (isso ficou meio bicha) tivesse transformado num tão desejado chocolate, aquele toco de gengibre que está na fruteira lá de casa - o que infelizmente não aconteceu. Com isso, jantei conformado com esse fato, seguro por estar em casa, mas com sono e pensando no Kri...
Lógico que os machos que lerem a este texto vão esbravejar, afirmando que homem pensa e fica com desejo mesmo em mulher, cerveja, churrasco ou coisa do tipo - mas, quem nunca quis saborear um chocolate num dia de frio, ao chegar em casa? Hoje, eu estou assim.


domingo, 4 de outubro de 2009

um dia bunda


Como qualquer ser humano da face da terra, acordo neste domingo sem a menor vontade de fazer nada diferente de ficar em casa. Bom, se eu tivesse uma garagem bacaninha para mexer em um carro, acho que até teria pique para isso, mas é só. Neste típico domingo nublado e de vento frio, a única coisa a fazer é escrever, ler e só - estou sem pique nem para ir ao encontro do Parque da Luz, que tanto gosto de ir.

Tem uma coisa que intriga - por que um dia feio, mas que não seja horrível, é chamado por qualquer um de "dia bunda"? A bunda (feminina, reforço) é uma das partes do corpo mais bonitas, se não for a mais bela, porém "bunda" vira adjetivo de coisas mal feitas, remediadas, ou razoáveis; tem inclusive a música do Camisa de Vênus chamada "cidade bunda". Por que, ó Deus, por que??? Lógico que bunda em excesso é muito ruim, assim como uma bunda mal vestida por uma calça pelo menos dois números menor que o certo (como esta da foto), mas a falta de bunda é igualmente deprimente - tanto que, se não fosse, não existiriam as calcinhas com enchimento traseiro ou mesmo as cirurgias plásticas "Brazilian butt style". Será que usamos esta expressão justamente por morarmos no país que é capital das belas bundas e, por haver tantas e em tamanha abundancia (o trocadilho foi completamente sem querer), é que falamos ao invés de "hoje está um dia loiro de olhos azuis"? Qual a sua opinião?


Bom, mesmo desejoso de ficar encorujado, tem compromissos e inclusive trabalho a fazer, então chega de conversa por ora. Mais tarde eu apareço.

sábado, 3 de outubro de 2009

o primeiro post...

... vem com aquela tentação de usar o chavão da propaganda de sutiã onde a precoce Patrícia Luchesi (lembram dela?) aparece na flor da pré adolescencia, ora consternada pela falta desta peça de roupa íntima, ora desfilando pimpona pelas ruas da cidade, devidamente munida de seu porta-tetas por debaixo da camiseta branca.

Seja como for, este blog veio para puxar papo, trazer assuntos e amenidades, escrever e ler sobre anos 60, 70 e 80, rock, carros antigos, discotéque, cerveja, vinho, pizza, enfim, amenidades em geral, e por que não, sobre qualidade, negócios, trabalho - afinal, quem nunca falou de trabalho na mesa do boteco? Sem a pretensão de ser um blog ganhador de premios, também não quero que "O BALTAZAR" seja só mais um blog - leia, mande seus comentários, participe - afinal, é para isso que estamos aqui. Pegue sua cerveja e relaxe.

Para esquentar o papo - o que acham da tirinha ao lado? Comentem, opinem, e divirtam-se!