Oi gente,
Hoje mando um post bem rapidinho, para atualizar as coisas e também desabafar um pouco.
O Don (Malibu) foi o veículo oficial de transporte do sogro e da sogra no aniversário de 42 anos de casados deles. Fomos jantar na Cantina Speranza em Moema (bairro de São Paulo) todos os 5 no Don e ele se comportou de maneira exemplar, sendo também o centro das atenções naquela gostosa noite de quinta-feira. Ótima experiência para todos, com todos saindo do carro sorrindo.
Mas hoje... vi que o Toninho ganhou uma raspada no para-lamas dianteiro esquerdo, quase que certamente do vizinho de vaga no prédio onde ele está guardado - afinal os riscos são prata e o carro vizinho de vaga - mesmo que sem riscos - também é prata. Felizmente não amassou nenhum friso, mas isso me deixou bem irritado e chateado, pois além do dano à pintura, não tinha UM bilhetinho sequer pedindo desculpas e se oferecendo a cobrir a despesa de polimento/repintura. Acidentes acontecem, mas isso é pura falta de civilidade. Que saco! Por essas e outras é que eu sigo com a ideia de um terreno para ter todos os carros mais perto de mim, e num lugar mais seguro contra este tipo de coisa (ou piores). Bom, pelo menos é coisa fácil de consertar. Amanhã eu escrevo mais, sobre mais novidades.
Restaurando, melhorando e utilizando carros antigos.
Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!
sábado, 19 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Sai um, entra outro.
Bom dia, amigos! Feliz 2013, mesmo que com atraso. E para não perder tempo, vamos ao assunto do post - dois carros mudaram de dono na última semana de 2012.
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| Berçário do Silvestre. |
No dia 26 de Dezembro de 2012 o Puma GTB mudou de mãos - saiu do acervo pessoal deste que escreve para um novo lar. O Sr Jorge e sua filha Sara vieram ver o carro, gostaram, acertaram o preço e levaram ele para sua nova residência em Campinas. Este foi o típico bom negócio para todos - para o Sr Jorge que satisfez um gosto de muito tempo e que, por um preço justo, vai ter um carro para cuidar e desfrutar, e para mim que o vendi pelo valor correto e para uma pessoa que vai dar a atenção que um Puma GTB merece. É só ver o meu post "Puma GTB - um carro de comportamento selvagem" para recordar que este é um carro ciumento, não gostando de dividir atenção com outros colegas de garagem de mesma idade. Boa sorte para o Sr Jorge (além de muita saúde e sucesso no tratamento médico em que está passando)! E ao Puma, agradeço pelos momentos felizes e os nem tanto (vieram as experiências do que fazer e não fazer), e que ele seja feliz no novo endereço.
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| Eu, Sara e o Puma GTB no ato da venda. |
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| Puma GTB, eu e um feliz Sr Jorge, novo proprietário do Puma, no ato do fechamento do negócio. |
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| Silvestre, seja bem vindo à família! |
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| Porta-malas do Silvestre. Imundo, mas praticamente novo. |
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| Silvestre com o capô aberto expondo a "usina de força". Vejam ao fundo a Olívia, que assiste a tudo imóvel, esperando a montagem da suspensão dianteira. |
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
O que é que você foi fazer no mato?
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| Uma viagem a 1948. |
Enquanto isso, eu fui aprontar uma boa aventura, algo que faz tempo que não fazia - ir até algum lugar meio longe (e não necessariamente bonito) atrás de carro antigo, peças e coisas antigas. Graças a uma dica bacana do amigo da lista do Opala, o Anderson Castro (autor da maioria das fotos vistas aqui), nos embrenhamos para lá de Itapecerica da Serra num sítio isolado por uma estradinha de terra. O Anderson acabara de comprar uma carroceria quase perfeita de uma Variant e viu todos esses carros bacana ali, em repouso num galpão, ao sabor de chuva leve e muita poeira.
Chegar lá já foi uma aventura por si só - trânsito, voltas mil e alguns telefonemas e, duas horas e meia depois de ter saído de casa, lá estava eu no local, que parecia ter sido abandonado às pressas porcausa de uma guerra, sem ter nunca mais sido habitado novamente. Somos recebidos por um simpático e falastrão senhor, proprietário de quase tudo o que está lá. A poeira dominava, não havia água para lavar as mãos, mas em compensação fui brindado por um trio e tanto - uma pick-up Chevrolet Brasil (provavelmente 61 ou 62), uma raríssima perua Chevrolet Amazonas (mesmo ano) e uma Veraneio de Luxo (provavelmente 68 ou 69) paradas lado a lado, semi desmontadas mas com funilaria perfeita e prontas para receber pintura e montagem (já que todas as peças delas estavam lá). Pergunto de curiosidade se elas estavam à venda e ele me responde: "Filho, até minha ( ! ) tá a venda aqui." Sim, por R$15.000 o felizardo endinheirado poderia adquirir qualquer um daqueles carros e dar o trato que eles urgem receber. Mas o melhor ainda estava por vir...
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| Chevrolet Brasil em busca de um dono. |
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| Chegar num lugar e dar de cara com um motor Lexus V8 com câmbio, e com um Ford Y-block não é coisa que acontece todo o dia. |
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| Chevrolet Amazonas (só vi duas de perto até hoje, e nenhuma tão lisa quanto essa) e Chevrolet Veraneio (igualmente lisa). |
Seguimos para o outro galpão... e lá sim a mágica acontece. Lá naquele galpão estavam 12 carros - ou o que restou deles - parados, como se estivessem paralisados esperando por um destino mais digno que o esquecimento. Eram eles, dois Fusca (um 67 com motor 1200, e um que parecia ser 79), um TL meio caído, a Variant I 73 do Anderson (que será receptora de outra Variant I, só que 70), uma perua Fiat Panorama (enferrujadinha, coitada...), e um Citroen XM 92 V6 precisando de vários reparos (conhecido como "caminho para a falência").
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| Uma parte do galpão. E todos eles lá, dormindo... |
| Fusca 67 precisando de carinho. E um bom despachante para fazer novos documentos. |
E junto deles, ainda há um judiado Skoda Tudor (aparentemente) sedan 2 portas, ano 1950, um Ford 1929 2 portas aparentemente completo, um Gurgel BR800 com motor de Fusca, um monte de peças que outrora compunham um Aero Willys sabe-se lá que ano (certamente pós 64, considerando-se a traseira), um Plymouth Sedan de Luxe 1948 LIN-DI-MAIS-DA-CON-TA, e um par de Dodge 1800 - sendo um Polara GL 81 automático e com painel Veglia (raro) e um simpaticíssimo Dodge 1800 aparentemente 75, com apenas 60.000 Km originais e carente de um bom banho, manutenção básica e um dono. Ah, e um bom despachante também. E pneus novos. Além de um bom chaveiro para fazer chaves para ele.
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| Skoda Tudor 50 e Ford A 1929, esperando por uma oportunidade de resgate. |
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| Carros emparelhados, num experimento involuntáro de coleta de poeira e resistência à ação implacável do tempo. |
| Plymouth Sedan de Luxe 1948, impávido colosso que espera só por uma chance de um novo lar... |
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| Plymouth 48 e o Dodge 1800 marrom, com apenas 60.000 Km originais. |
Ainda neste galpão haviam motores, câmbios, caçambas, rodas... uma infinidade de peças que nunca imaginei que fosse encontrar por lá. E quase tudo com bons preços, mas acesso difícil. Perguntei o preço do Plymouth 48 e realmente está convidativo considerando o carro e estado de conservação. Falei par ao dono dele que só poderia conversar algo se vendesse o Puma GTB, ao que ele se prontificou: "Calma. Se vc quer o carro, ele é seu, depois a gente acerta". Recusei a tentadora proposta, afinal aprendi a não contar com o ovo no fiofó da galinha e muito menos a depois ficar pensando onde enfiar um carro tão grande sem que se tenha vaga de garagem para isso.
Já o Dodginho... ai este Dodge 1800... servindo de casa para pó e insetos como se estivesse preso a uma cápsula do tempo, com essa padronagem de tecido tipicamente setentista (em tons de preto, marrom e laranja, como era na época), o interior sujo mas inteiro, quase tudo inteiro (só o banco do motorista está rasgado no assento) com itens que não se veem hoje como volante original, rádio Chrysler original, pintura ORIGINAL, NENHUM AMASSADO no carro... tentador. Eis que o simpático tiozinho me oferece "leva os dois Dodge por $X e eu te dou aquele motor de DKW que vc gostou". Foi difícil segurar a oferta, mas recusei ajudado por ter que levar dois carros de uma só vez, sem ter espaço na conta bancária e na garagem para eles.
| Abre-se a porta para uma viagem (bem empoeirada e suja) para os anos 70. |
| Lateral traseira sem nenhum amassado, nem podre. Nem a Chrysler conseguia fazer isso em 1975. |
| Interior do Dodge 1800, modelo básico. Carpete de borracha original, painel sem nenhuma trinca e com rádio original, e volante praticamente perfeito. |
Andamos
por outros dois galpões com várias peças de caminhões e tratores novos e
antigos, muita bugiganga, muita boa conversa trocada e para não dizer
que saí de lá de mãos vazias, comprei um ventilador GE do final dos anos
60, que após uma boa limpeza será o mais novo enfeite da sala de casa. Empurramos a Variant para o guincho e cada um de nós seguiu seu destino. E tanto o Dodge 1800 marrom quanto o Plymouth 48 não saíram dos meus pensamentos... o Plymouth tem um estilo fantástico, está inteiríssimo... mas tem o preço e o espaço que ele requer (ele é do tamanho de uma Blazer, se não for maior). O Dodginho marrom... bom, muita coisa tem que acontecer ainda - pelo menos vender o Puma GTB e dar um encaminhamento na Olívia, cuja obra é grande - então é algo para cogitar para o futuro.
No fim das contas, foi muito divertido fazer tudo isso, sem GPS nem ideia de onde ir muito menos do que encontrar, e sair de lá sujo, cansado mas muito feliz e com a certeza que preciso fazer isso mais vezes e que ainda há muito o que ser explorado (e do quantas surpresas a vida pode te proporcionar, se você estiver disposto). Tal qual fazia há uns 12, 13 anos, sem ter um tostão furado na carteira, mas com muita disposição para compensar. Para mim, um presentão de Natal que ganhei.
| Variant I saindo do repouso, a caminho de um longo mas promissor tratamento. |
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domingo, 18 de novembro de 2012
Tratamento intensivo de Olívia - parte I
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| Olívia e a caixa preta com os motores. |
Olívia está num intensivão de reciclagem física, o que significa que no momento ela está num elevador automotivo, desprovida de suspensão dianteira, motor, câmbio, radiador e subchassi.
Nada disso é em vão. O motor dela já chegou, junto com o do Don (dois motores Chevrolet 350 Gen IV, marinizados pela Mercruiser, e com injeção eletrônica), as peças de suspensão foram para limpeza e banho de zinco (para posteriormente serem pintadas de preto), o câmbio de Blazer V6 está nos preparativos para ser acoplado ao motor novo, e as rodas, ah as rodas... serão substituídas por outras recém adquiridas, originais de Veraneio de Luxo - com o mesmo desenho, mas aro 15 e largura maior, o que a vai deixar com uma relação de transmissão final melhor e provavelmente mais macia de rodar (os pneus diagonais aro 16 que estão nela estão mais ressecados que a pele de cortador de cana). Esta semana encontrei a caixa de direção hidráulica, e com isso lá se vai aquela economia que estava fazendo para outras coisas... mas pelo menos vai sair aquela sensação de "navio em manobra" ao dirigí-la com o atual sistema de direção mecânica repleto de folgas dos pivôs e terminais de suspensão.
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| Motor e câmbio originais. Ótimo tamanho para um Opala ou Chevette, mas para uma pick-up grande... |
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| O par de motores - o de baixo é o da Olívia. |
O motor original, junto com o câmbio, foram removidos e guardados num cantinho protegido e escuro, para uso futuro em aplicação atualmente desconhecida (traduzindo: vou ver o que fazer depois), mas espero que fiquem pouco tempo onde estão, já que "motor parado é motor quebrado" então melhor mesmo é passar para outro. O câmbio vai ficar comigo, pois é bacana e raro demais para deixá-lo ir embora.
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| Espaço com folga para o V8 350 e todos os acessórios. |
E já que a Olívia está toda acessível, resolvi dar uma olhada por baixo dela - e ela realmente está melhor do que o esperado. O chassi não tem soldas nem trincas, as poucas (mas perigosas) gambiarras estavam só na suspensão dianteira, e até mesmo a madeira da caçamba está conservada (na parte de baixo). Isso é muito bom, sinal que ela foi pouco abusada ao longo de sua vida.
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| Um chassi íntegro. Acredite em mim, mesmo com as fotos escuras (acima e abaixo). |
Bom, agora que a coisa está andando rápido, o fator limitante é o financeiro e isso significa que é provável que ela só volte às ruas no início de 2013, salvo se conseguir vender o Puma GTB e mais algumas peças que não pretendo usar. Isso porque, depois de toda a grana que vai demandar a revisão da suspensão e freios, além da instalação do motor, câmbio e relação de diferencial, ainda tem que fazer o escapamento completo, reformar as rodas, comprar pneus, modificar velocímetro, comprar algumas peças de acabamento, fazer funilaria, documentos e elétrica. Todas coisas que doem no bolso e não se resolvem de um dia para outro. Mas enquanto as coisas não acontecem - nem do lado das "contas a pagar", nem das "vendas realizadas" - vamos curtindo o processo sendo realizado.
domingo, 11 de novembro de 2012
Olívia - a C10 mais lenta do mundo
A vontade de ter uma pick-up sempre existiu. Uma que fosse confortável, com estilo e grande o suficiente para carregar motores, portas, paralamas, e também móveis e vigas de madeira. O Sr Manuel, meu finado pai, era fã das pick-ups Chevrolet - teve uma Veraneio dourada (a qual ele adorava) e anos depois teve duas C-20 cabine dupla - a "pretinha", depois trocada pela "vermelhinha" - e quando eu tinha uma pick-up Corsa ele a usava com frequência para "carregar uns ferros e umas madeiras", devolvendo-a lavada, com tanque cheio, e um rosário completo de coisas que deveria ter feito nela e não fazia. Por outro lado, nunca quis saber de pick-ups lentas, então Diesel sempre esteve fora de cogitação (principalmente pelo preço exorbitante), e a ideia de uma pick-up hot rod ou mesmo rat rod povoa meus pensamentos desde minha adolescência, junto com os sonhos de um Dodge Dart ou um Opala 6 cilindros. ![]() |
| Olívia, uma C10 de personalidade e sorte. |
| Tanto espaço no cofre para um motor tão pequeno... |
Na minha primeira volta com ela, a primeira coisa que aconteceu foi acabar a gasolina. Sim, nem cheguei a dar uma volta completa que ela pipocou e empacou no lugar. Por sorte, minha irmã estava passando e me resgatou para o posto de gasolina, onde enchi um galão de 5 litros e, com gasolina no tanque, Olívia voltou à vida, e mostrou que o que ela tem de valentia, tem de vagarosa... Alguns dias depois, lá foi ela para a oficina do Henrique para "aquela" revisão e alguns fretes neste interim. O traslado foi feito com quatro pessoas dentro, como a foto ao lado comprova as "quatro cabecinhas" lá dentro dela e pela velocidade parecia quase que um cortejo, já que a segui em outro carro e o máximo que chegamos foi 60 Km/h. Mas ainda assim, não é que ela virou a sensação de lá? A sensação só não foi maior porque chegando na oficina, a gasolina acabou de novo, e lá fomos nós de novo encher um galão no posto para abastecê-la. Muito curioso isso - andar ela não anda NADA (duvido que ela tenha passado dos 70 Km/h), mas consome como se tivesse sempre a mais de 200 Km/h. Entendeu por que o motor 4 cilindros não deu certo?
| O charme do interior rústico e funcional da C10. |
domingo, 4 de novembro de 2012
Manuela e a Teoria da Relatividade
Graças a Albert Einstein e sua equipe, teorias foram estudadas e colocadas em prática, para que a humanidade tivesse tantas conquistas como a viagem ao espaço, a geração de energia a partir do átomo e também, infelizmente, a criação da bomba atômica. Não precisa navegar muito na internet para ler sobre este brilhante físico, nascido na Alemanha em uma família judaica, e que adotou ao longo de sua vida as cidadanias - além da alemã - suíça, austríaca e norte americana. E por que desta homenagem a este homem e sua equipe, num blog sobre carros e histórias menos complexas? É justamente por termos colocado em prática a Teoria da Relatividade junto com a Manuela. Fazia um lindo dia de Sol em São Paulo no dia 28 de Outubro de 2012. Havíamos combinado com bastante antecedencia visitar um casal de amigos nossos - o "Chuva" e a Danila - para vê-los e a seus filhos, pois já devíamos há muito tempo uma visita. Esta família mora em Vargem Grande Paulista, que fica a 70 km daqui de São Bernardo do Campo e, normalmente, ir até lá leva por volta de uma hora e meia, já que a Rodovia Raposo Tavares sempre tem trânsito e é bastante sinuosa, e ir pelo Rodoanel é bem mais longe e demora mais. Iríamos em 3 casais - eu, a proprietária da Lucano Mosaico e escritora do blog homônimo (que também atende pelo nome de Adriana), e mais dois casais. Nada demais até aí, certo?
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| "Apenas" 67 Km separam São Bernardo do Campo de Vargem Grande Paulista, de acordo com o Google Maps. |
| O refinado interior da Manuela após serviço de tapeçaria. |
| A nova e requintada cabine de Manuela. |
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| Manuela valorizando a fachada do prédio. |
Mas, depois escureceu e era chegada a hora de irmos embora de lá. Antes de sair de lá, a Manuela desceu de esgueio e a roda de tração não encostou direito no asfalto. Para dar tração, o Carlos (na foto, agachado) e o Walter (na foto, com a camisa da cor da Manuela) saíram, subiram no parachoque traseiro para que ela tivesse tração e saísse do lugar... (era a cereja que faltava no bolo). O tempo fresco da noite ajudou E MUITO o retorno, mas todos estávam bastante cansados para longas conversas após um dia... inesquecível. Nem pareceram as cinco horas psicológicas (que foram de fato apenas 90 minutos) que levaram de São Bernardo do Campo até Vargem Grande Paulista. O importante é que todos chegamos bem, a Manu se comportou muito bem dadas as limitações de projeto dela (afinal não enguiçou ou engasgou em momento algum) e que no dia seguinte, todos demos boas risadas de tudo isso.
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| Todos juntos para a foto. Só faltou a cachorrinha deles, a Bozolina. |
- O tapeceiro vai colocar os cintos de segurança nos bancos traseiros e adequar os dos bancos dianteiros. Não dá para ficar sem cintos atrás e com os cintos dianteiros alargando à toa.
- A Manuela vai para o vidraceiro para dar um jeito de abrir e fechar as janelas basculantes do salão. Ficar com quatro janelas travadas no calor sendo passageiro do banco de trás é o tipo de experiência inesquecível num dia quente.
- Além de uma caixa de ferramentas para eventuais emergências, ela vai ganhar uma caixa de isopor para colocar gelo e bebidas para as próximas viagens.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Puma GTB - um carro de comportamento selvagem
| Cara de mau. Mas um "mau com classe". |
| Bonito sem ser fresco. |
Acelero para pegar a avenida e junto com ela vem cantada de pneus, saída de traseira e um ronco de motor como quem diz "hoje eu estou irritado". Endireita daqui, tira o pé dali e seguimos em frente. Um barulho no lado direito dá a entender que tem algo raspando, pode ser freio que esqueceu como é funcionar depois de tanto tempo parado. Ligo o som, e sou saudado com uma incômoda interferência, que depois se transforma num ensurdecedor mau contato, que me faz desligar o rádio correndo. Ah, maldita hora que eu cismei de mexer neste carro! Chego no prédio. "Ah, saco. O portão de trás não funciona a esta hora.",
lembro ao pegar o aparelho. Mas daí, puf! O carro morre... e o motor de
arranque não vira. Tento uma, duas, três vezes... e o motor de arranque
vira, só que o motor não dá partida.
| O motor nervoso que move o veículo. |
| Personalidade em todos os ângulos. |
| E que neblina! |
| E eu nem me lembrava como era sentar em bancos Recaro... |
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