Restaurando, melhorando e utilizando carros antigos.
Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!
domingo, 17 de março de 2013
Rodinha da Olívia parte 2 - agora com calota
Pessoal, vejam a roda da Olívia com calota, de um jogo recém chegado e polido para este fim. E aí, o que acharam?
quinta-feira, 14 de março de 2013
Olívia com a rodinha larga
Tanto tempo fora do blog significam duas coisas: a primeira é falta de alguma coisa (seja tempo ou inspiração); a outra é que as coisas evoluíram com os projetos - e de fato, as duas coisas aconteceram.Então falemos hoje da Olívia, a C10 V8. Como escrevi antes, o motor e o câmbio estão no lugar só que agora está definida a posição exata dos suportes do motor, e também já está no lugar o suporte do câmbio. Ela já tem direção hidráulica, o que vai tirar aquela sensação de "manobra de navio" ao virar a esquina. Mas o que mais mudou o visual foram as rodas alargadas e pneus novos. Eu havia comprado um jogo de rodas de Veraneio de Luxo (15 x 6) já pensando em alargá-las, e consegui comprar numa promoção um par de pneus BF Goodrich 235/70-15 para a dianteira, e 255/70-15 para a traseira; as rodas então foram alargadas para 8 polegadas na frente e 9 atrás.
Daí as rodas chegaram, pintadas num belo tom de vermelho brilhante, e os pneus foram montados para testá-las na Olívia. Só que daí veio a parte menos alegre, que é as rodas traseiras ficaram muito para fora e porcausa disso não couberam na caixa de roda. Vai ser preciso mexer nelas de novo, mas não na largura, somente no off-set, colocando-as uma polegada para dentro e assim, "vestindo" nas caixas de rodas na caçamba adequadamente. Dói só de pensar que a pintura vai ser decapada, as rodas torneadas mas melhor fazer isso que ficar tentanto ajustar no "martelo" o espaço na caixa de roda. Espero que, na hora que você ler a este post, as rodas já estejam na oficina para readequação, ou então que já tenham chegado aqui de volta e estejam devidamente montadas. Agora só nos resta esperar... enquanto isso, veja as fotos: 1) roda traseira "lambendo" a caçamba; 2) espaço entre pneu e caixa de roda traseira; 2) outro ângulo da roda traseira encostando na caçamba; 4) outro ângulo da roda dianteira na frente.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Em pé por meios próprios
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| Parece mas não é a pick-up dos Flintstones. Nem é movida a álcool. |
Esta cena ao lado não vao mais se repetir, onde um monte de tiozinhos em diversos estados de embriaguez decidem me presentar com uma foto de fim de ano com a minha querida C10. Calma, ninguém da foto morreu, muito menos a Olívia. É que agora ela já está em condiçoes de ficar em pé por meios próprios ou seja, a suspensão dianteira está toda montada no lugar, com peças novas e devidamente ajustada. O sistema de direção também, já com caixa de direção hidráulica e coluna de direção ajustada no comprimento adequado. Agora só faltam alguns pequenos ajustes de altura da barra de direção e, pronto! Esta parte estará completa.
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| Pontas de eixo, discos e pinças dos freios dianteiros, chegados do Banho de Zinco. |
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| Quandro de suspensão dianteira e todas as peças da suspensão, após banho de Zinco e pintura a pó. |
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| Bandejas e pontas de eixo no lugar. Só faltavam as molas e barra de direção. |
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| Olívia com a suspensão dianteira e direção prontas. |
A lista de coisas a fazer ainda é maior que a lista de tarefas concluídas, mas com tempo, dedicação e dinheiro (ah sim, o vil metal...) ela vai ficar bem legal. Entre as coisas a fazer há a suspensão traseira - fácil e rápida de fazer, e que receberá atenção quando a coroa e pinhão do diferencial forem substituídas - os freios que precisam de um servofreio e revisão completa, e daí é partir de vez para a adaptação do motor V8 e câmbio de 5 marchas (incluindo escapamento completo, o que não será barato). E olha como fica o cofre do motor já com o 350 instalado. Parece que nasceram um para o outro!
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| Motor V8 350 encostado no lugar onde será a nova moradia dele. |
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Sapatos novos e um motor feliz
Após 18 anos sem grandes evoluções, o Silvestre ganhou sapatos novos, em substituição aos pneus antigos - dois pneus dianteiros ressecados estouraram ao guinchá-lo e os outros dois traseiros foram trocados por pneus radiais juntamente com os dianteiros, já que é pouco prudente manter pneus tão antios num carro. A aparência dele melhorou bastante só com a troca dos pneus, dava para notarjá (veja as fotos abaixo e comprove):
Enquanto instalávamos a coluna de direção, que havia sido retirada para ser destravada e colocar uma chave no miolo de ignição, mais detalhes curiosos eram vistos no carro - os mais interessantes foram os casulos de vespa por dentro da grade e ao lado do pisca dianteiro esquerdo. Nota-se com isso que o carro não via água há anos... também foi possível ver que só mesmo a dianteira vai precisar de funilaria, especificamente abaixo da grade do carro, que é o único lugar com podres - sintoma já existente desde os tempos em que ainda existiam concesionárias Chrysler fazendo este tipo de conserto.
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| Calçando os sapatos no Silvestre. |
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| Uma das rodas já com os pneus 175/70 R13 calçados. |
Enquanto instalávamos a coluna de direção, que havia sido retirada para ser destravada e colocar uma chave no miolo de ignição, mais detalhes curiosos eram vistos no carro - os mais interessantes foram os casulos de vespa por dentro da grade e ao lado do pisca dianteiro esquerdo. Nota-se com isso que o carro não via água há anos... também foi possível ver que só mesmo a dianteira vai precisar de funilaria, especificamente abaixo da grade do carro, que é o único lugar com podres - sintoma já existente desde os tempos em que ainda existiam concesionárias Chrysler fazendo este tipo de conserto.
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| Casulo de vespas por detrás da grade. |
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| Casulo (bem pequeno) de vespas ao lado do pisca dianteiro esquerdo. |
E de presente, o Silvestre decidiu retribuir. Após anos parado, sem o menor sinal de vida, o motor funcionou após encher-se a cuba do carburador com gasolina e se insistir algumas vezes na ignição. Isso por si só já seria impressionante pois não foi trocado óleo nem as velas foram limpas, mas a história fica ainda mais interessante ao se saber que o motor ficou em marcha lenta funcionou perfeitamente, sem o menor sinal de entupimento do carburador; e que além de tudo ele funcionou completamente sem água, por conta da corrosão generalizada da placa de montagem da bomba d'água e das mangueiras completamente ressecadas. Com isso, o Silvestre foi por meios próprios para o elevador da oficina, para ter uma revisão completa nos freios (está sem nada de freios) e receber todos os cuidados básicos como troca de óleo e filtros, substituição de mangueiras, troca de bombas de água e combustível e mais quaisquer outros itens para poder rodar seguramente por aí. Logo abaixo tem um vídeo bem curto do Silvestre sendo manobrado, enquanto um amigo meu vai colocando gasolina na cuba do carburador. Uma daquelas coisas que muitos não acreditam quando contamos.
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| O obediente e positivo motor do Silvestre. |
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| Silvestre no elevador. |
sábado, 19 de janeiro de 2013
Alegria e chateação.
Oi gente,
Hoje mando um post bem rapidinho, para atualizar as coisas e também desabafar um pouco.
O Don (Malibu) foi o veículo oficial de transporte do sogro e da sogra no aniversário de 42 anos de casados deles. Fomos jantar na Cantina Speranza em Moema (bairro de São Paulo) todos os 5 no Don e ele se comportou de maneira exemplar, sendo também o centro das atenções naquela gostosa noite de quinta-feira. Ótima experiência para todos, com todos saindo do carro sorrindo.
Mas hoje... vi que o Toninho ganhou uma raspada no para-lamas dianteiro esquerdo, quase que certamente do vizinho de vaga no prédio onde ele está guardado - afinal os riscos são prata e o carro vizinho de vaga - mesmo que sem riscos - também é prata. Felizmente não amassou nenhum friso, mas isso me deixou bem irritado e chateado, pois além do dano à pintura, não tinha UM bilhetinho sequer pedindo desculpas e se oferecendo a cobrir a despesa de polimento/repintura. Acidentes acontecem, mas isso é pura falta de civilidade. Que saco! Por essas e outras é que eu sigo com a ideia de um terreno para ter todos os carros mais perto de mim, e num lugar mais seguro contra este tipo de coisa (ou piores). Bom, pelo menos é coisa fácil de consertar. Amanhã eu escrevo mais, sobre mais novidades.
Hoje mando um post bem rapidinho, para atualizar as coisas e também desabafar um pouco.
O Don (Malibu) foi o veículo oficial de transporte do sogro e da sogra no aniversário de 42 anos de casados deles. Fomos jantar na Cantina Speranza em Moema (bairro de São Paulo) todos os 5 no Don e ele se comportou de maneira exemplar, sendo também o centro das atenções naquela gostosa noite de quinta-feira. Ótima experiência para todos, com todos saindo do carro sorrindo.
Mas hoje... vi que o Toninho ganhou uma raspada no para-lamas dianteiro esquerdo, quase que certamente do vizinho de vaga no prédio onde ele está guardado - afinal os riscos são prata e o carro vizinho de vaga - mesmo que sem riscos - também é prata. Felizmente não amassou nenhum friso, mas isso me deixou bem irritado e chateado, pois além do dano à pintura, não tinha UM bilhetinho sequer pedindo desculpas e se oferecendo a cobrir a despesa de polimento/repintura. Acidentes acontecem, mas isso é pura falta de civilidade. Que saco! Por essas e outras é que eu sigo com a ideia de um terreno para ter todos os carros mais perto de mim, e num lugar mais seguro contra este tipo de coisa (ou piores). Bom, pelo menos é coisa fácil de consertar. Amanhã eu escrevo mais, sobre mais novidades.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Sai um, entra outro.
Bom dia, amigos! Feliz 2013, mesmo que com atraso. E para não perder tempo, vamos ao assunto do post - dois carros mudaram de dono na última semana de 2012.
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| Berçário do Silvestre. |
No dia 26 de Dezembro de 2012 o Puma GTB mudou de mãos - saiu do acervo pessoal deste que escreve para um novo lar. O Sr Jorge e sua filha Sara vieram ver o carro, gostaram, acertaram o preço e levaram ele para sua nova residência em Campinas. Este foi o típico bom negócio para todos - para o Sr Jorge que satisfez um gosto de muito tempo e que, por um preço justo, vai ter um carro para cuidar e desfrutar, e para mim que o vendi pelo valor correto e para uma pessoa que vai dar a atenção que um Puma GTB merece. É só ver o meu post "Puma GTB - um carro de comportamento selvagem" para recordar que este é um carro ciumento, não gostando de dividir atenção com outros colegas de garagem de mesma idade. Boa sorte para o Sr Jorge (além de muita saúde e sucesso no tratamento médico em que está passando)! E ao Puma, agradeço pelos momentos felizes e os nem tanto (vieram as experiências do que fazer e não fazer), e que ele seja feliz no novo endereço.
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| Eu, Sara e o Puma GTB no ato da venda. |
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| Puma GTB, eu e um feliz Sr Jorge, novo proprietário do Puma, no ato do fechamento do negócio. |
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| Silvestre, seja bem vindo à família! |
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| Porta-malas do Silvestre. Imundo, mas praticamente novo. |
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| Silvestre com o capô aberto expondo a "usina de força". Vejam ao fundo a Olívia, que assiste a tudo imóvel, esperando a montagem da suspensão dianteira. |
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
O que é que você foi fazer no mato?
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| Uma viagem a 1948. |
Enquanto isso, eu fui aprontar uma boa aventura, algo que faz tempo que não fazia - ir até algum lugar meio longe (e não necessariamente bonito) atrás de carro antigo, peças e coisas antigas. Graças a uma dica bacana do amigo da lista do Opala, o Anderson Castro (autor da maioria das fotos vistas aqui), nos embrenhamos para lá de Itapecerica da Serra num sítio isolado por uma estradinha de terra. O Anderson acabara de comprar uma carroceria quase perfeita de uma Variant e viu todos esses carros bacana ali, em repouso num galpão, ao sabor de chuva leve e muita poeira.
Chegar lá já foi uma aventura por si só - trânsito, voltas mil e alguns telefonemas e, duas horas e meia depois de ter saído de casa, lá estava eu no local, que parecia ter sido abandonado às pressas porcausa de uma guerra, sem ter nunca mais sido habitado novamente. Somos recebidos por um simpático e falastrão senhor, proprietário de quase tudo o que está lá. A poeira dominava, não havia água para lavar as mãos, mas em compensação fui brindado por um trio e tanto - uma pick-up Chevrolet Brasil (provavelmente 61 ou 62), uma raríssima perua Chevrolet Amazonas (mesmo ano) e uma Veraneio de Luxo (provavelmente 68 ou 69) paradas lado a lado, semi desmontadas mas com funilaria perfeita e prontas para receber pintura e montagem (já que todas as peças delas estavam lá). Pergunto de curiosidade se elas estavam à venda e ele me responde: "Filho, até minha ( ! ) tá a venda aqui." Sim, por R$15.000 o felizardo endinheirado poderia adquirir qualquer um daqueles carros e dar o trato que eles urgem receber. Mas o melhor ainda estava por vir...
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| Chevrolet Brasil em busca de um dono. |
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| Chegar num lugar e dar de cara com um motor Lexus V8 com câmbio, e com um Ford Y-block não é coisa que acontece todo o dia. |
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| Chevrolet Amazonas (só vi duas de perto até hoje, e nenhuma tão lisa quanto essa) e Chevrolet Veraneio (igualmente lisa). |
Seguimos para o outro galpão... e lá sim a mágica acontece. Lá naquele galpão estavam 12 carros - ou o que restou deles - parados, como se estivessem paralisados esperando por um destino mais digno que o esquecimento. Eram eles, dois Fusca (um 67 com motor 1200, e um que parecia ser 79), um TL meio caído, a Variant I 73 do Anderson (que será receptora de outra Variant I, só que 70), uma perua Fiat Panorama (enferrujadinha, coitada...), e um Citroen XM 92 V6 precisando de vários reparos (conhecido como "caminho para a falência").
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| Uma parte do galpão. E todos eles lá, dormindo... |
| Fusca 67 precisando de carinho. E um bom despachante para fazer novos documentos. |
E junto deles, ainda há um judiado Skoda Tudor (aparentemente) sedan 2 portas, ano 1950, um Ford 1929 2 portas aparentemente completo, um Gurgel BR800 com motor de Fusca, um monte de peças que outrora compunham um Aero Willys sabe-se lá que ano (certamente pós 64, considerando-se a traseira), um Plymouth Sedan de Luxe 1948 LIN-DI-MAIS-DA-CON-TA, e um par de Dodge 1800 - sendo um Polara GL 81 automático e com painel Veglia (raro) e um simpaticíssimo Dodge 1800 aparentemente 75, com apenas 60.000 Km originais e carente de um bom banho, manutenção básica e um dono. Ah, e um bom despachante também. E pneus novos. Além de um bom chaveiro para fazer chaves para ele.
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| Skoda Tudor 50 e Ford A 1929, esperando por uma oportunidade de resgate. |
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| Carros emparelhados, num experimento involuntáro de coleta de poeira e resistência à ação implacável do tempo. |
| Plymouth Sedan de Luxe 1948, impávido colosso que espera só por uma chance de um novo lar... |
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| Plymouth 48 e o Dodge 1800 marrom, com apenas 60.000 Km originais. |
Ainda neste galpão haviam motores, câmbios, caçambas, rodas... uma infinidade de peças que nunca imaginei que fosse encontrar por lá. E quase tudo com bons preços, mas acesso difícil. Perguntei o preço do Plymouth 48 e realmente está convidativo considerando o carro e estado de conservação. Falei par ao dono dele que só poderia conversar algo se vendesse o Puma GTB, ao que ele se prontificou: "Calma. Se vc quer o carro, ele é seu, depois a gente acerta". Recusei a tentadora proposta, afinal aprendi a não contar com o ovo no fiofó da galinha e muito menos a depois ficar pensando onde enfiar um carro tão grande sem que se tenha vaga de garagem para isso.
Já o Dodginho... ai este Dodge 1800... servindo de casa para pó e insetos como se estivesse preso a uma cápsula do tempo, com essa padronagem de tecido tipicamente setentista (em tons de preto, marrom e laranja, como era na época), o interior sujo mas inteiro, quase tudo inteiro (só o banco do motorista está rasgado no assento) com itens que não se veem hoje como volante original, rádio Chrysler original, pintura ORIGINAL, NENHUM AMASSADO no carro... tentador. Eis que o simpático tiozinho me oferece "leva os dois Dodge por $X e eu te dou aquele motor de DKW que vc gostou". Foi difícil segurar a oferta, mas recusei ajudado por ter que levar dois carros de uma só vez, sem ter espaço na conta bancária e na garagem para eles.
| Abre-se a porta para uma viagem (bem empoeirada e suja) para os anos 70. |
| Lateral traseira sem nenhum amassado, nem podre. Nem a Chrysler conseguia fazer isso em 1975. |
| Interior do Dodge 1800, modelo básico. Carpete de borracha original, painel sem nenhuma trinca e com rádio original, e volante praticamente perfeito. |
Andamos
por outros dois galpões com várias peças de caminhões e tratores novos e
antigos, muita bugiganga, muita boa conversa trocada e para não dizer
que saí de lá de mãos vazias, comprei um ventilador GE do final dos anos
60, que após uma boa limpeza será o mais novo enfeite da sala de casa. Empurramos a Variant para o guincho e cada um de nós seguiu seu destino. E tanto o Dodge 1800 marrom quanto o Plymouth 48 não saíram dos meus pensamentos... o Plymouth tem um estilo fantástico, está inteiríssimo... mas tem o preço e o espaço que ele requer (ele é do tamanho de uma Blazer, se não for maior). O Dodginho marrom... bom, muita coisa tem que acontecer ainda - pelo menos vender o Puma GTB e dar um encaminhamento na Olívia, cuja obra é grande - então é algo para cogitar para o futuro.
No fim das contas, foi muito divertido fazer tudo isso, sem GPS nem ideia de onde ir muito menos do que encontrar, e sair de lá sujo, cansado mas muito feliz e com a certeza que preciso fazer isso mais vezes e que ainda há muito o que ser explorado (e do quantas surpresas a vida pode te proporcionar, se você estiver disposto). Tal qual fazia há uns 12, 13 anos, sem ter um tostão furado na carteira, mas com muita disposição para compensar. Para mim, um presentão de Natal que ganhei.
| Variant I saindo do repouso, a caminho de um longo mas promissor tratamento. |
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