Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Outra viagem

Amigos,

Porcausa de mais uma viagem fiquei ausente ao blog, e ainda assim não tenho hoje nada de muito interessante para relatar. Ou melhor, tenho sim. Sei lá. Com tal indecisão à frente, faço um esquema meio que "drops" de notícias - daí cliquem na foto para vê-la expandida e, só para variar, comentem.

Preparação para embarcar, num dos terminais internacionais do lindíssimo e moderno Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos. Lembrou-me do tempo em que ia com meu pai e meu irmão buscar a minha irmã na Rodoviária do Tietê no final dos anos 80... (fiquem tranquilos, até 2014 tudo isso ficará no passado e GRU vai parecer o Aeroporto Schiphol em Amsterdã).

A neve é tão linda... nos cartões postais. Depois de um dia, você descobre que não se trata de nada mais além de merda branca. Ah, me acha muito bruto e insensível? Experimente limpar gelo e neve do parabrisas do carro, andar como se fosse um pato (para não escorregar e se arrebentar ao solo), e dirigir a 50Km/h e sentir o carro no limiar de escorregar e fazer uma lambança na terra do Tio Sam! (Vejam nas fotos abaixo o retrovisor do carro coberto de neve após 30 minutos estacionado ao relento, e depois uma foto das ruas cobertas de neve - enquanto tirava esta foto, me equilibrava para manter o carro em linha reta).






















Um dos diversos Embraer EMB-145 (este um 145XL) que vi e fui passageiro por lá. Sempre sinto um orgulho de ver um produto brasileiro voando no espaço aéreo norte-americano, e ainda mais em saber que, de alguma forma, meu trabalho ajuda a mantê-los voando com segurança (olha só o motor RR AE3007 lá na cauda).




Quase todo o restaurante que vc vai nos EUA, servem para você um copo de gelo com água, como este da foto. É impossível beber um treco tão gelado como este, e se diz que não precisa servir água eles acham muito esquisito. Notem o tamanho do copo, comparado ao envelope de adoçante. Continuo pensando no quanto de energia seria poupada se a água (normalmente jogada fora, como vi em várias outras mesas em outros restaurantes) fosse servida com uma ou duas pedras de gelo, SE a pessoa desejasse mesmo que lhe servissem água...


Uma das poucas refeições decentes que comi. Ser vegetariano no país do "fast food" é complicado, mas possível - só não queira comida saborosa sempre, pois normalmente as opções são alguma massa com queijo e abobrinha. Agora, eu poderia ter comido bem melhor se tivesse perguntado a mais pessoas onde ir (nota: o local onde comi melhor - um restaurante grego - descobri por acaso, de carona com um pessoal que mui gentilmente me convidou para almoçcar com eles - e depois me recomendaram restaurantes indianos, tailandeses e chineses ali mesmo em Indianápolis, com ótima relação custo+benefício. Mais uma que eu aprendi!)
Ainda sobre restaurantes, muitos deles tem o péssimo costume de já trazer a conta sem que você tenha terminado a sua refeição. Além de desestimular o consumo de uma sobremesa (pelo menos um lado positivo para aqueles em eterna batalha para emagrecer), dá a sensação que querem te enxotar do restaurante. Não curti!



E como o assunto deste blog é primariamente carros antigos, vejam a foto deste bonito Ford 1936 Business Coupé, recentemente pintado na oficina do Dustin Cooper, filho do amigo John Cooper. Um ótimo trabalho de pintura, devidamente supervisionado pelo simpático bichano ao lado.















Desta vez eu fiz poucas coisas diferentes de trabalhar, estudar e algumas parcas compras - a única coisa de bacana que comprei foi um par de rodas Cragar 15" x 6" que podem ir para a dianteira do Puma (que pode virar um Pumoito) ou o futuro eventual Opaloito*, uma vez que as 15" x 8" ficaram meio grandes para a dianteira. ambém comprei um par de coxins de motor para o Don, mas não há nada de excitante nisso. Resumindo, os EUA tem coisas legais e coisas nada legais, bom mesmo é voltar para lá de vez em quando, passar uma semana e voltar ao Brasil. E não há lugar melhor que nossa casa, não é? Mesmo que "nossa casa" seja outra cidade, estado ou país em relação ao que nascemos e fomos criados.

* Nota desagradável: o cidadão que comprou o Pereira não pagou as segunda e a terceira parcelas devidas e sumiu do mapa. Ainda por cima, o telefone dele está desligado há alguns dias. Acho que o negócio será desfeito, já que o carro continua no meu nome mesmo e o cidadão sumiu do mapa. Uma pena, pois não precisava ser assim. Vejam a foto dele ao meu lado com o filho dele (ele é o da direita), ao receber o carro na casa dele. Que grande pena...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Quero-quero (ou "aproveite o tempo")

Estava saindo do trabalho numa quinta-feira e me deparei com este desconfiado quero-quero - esta ave é bastante arisca quando está com filhotes, e curiosamente faz ninhos em lugares planos e descampados, portanto gramados de fachadas de empresas são locais perfeitos para eles. E ao admirar o atrevimento do pássaro em caminhar por uma área industrial e sair de perto de mim com cara de "Ih, sujou! Fui pego no pulo!", comecei numa divagação... inicialmente boba, mas que me levou longe, passando de carros à vida em geral (profundo, não é?)... inclusive sobre um dos primeiros posts que aqui coloquei, sobre a Pirâmide de Maslow - afinal, trata-se de "resolver necessidades", sejam elas a de escalar o Pico da Neblina calçando Sandálias Havaianas (a tal "autorealização") ou então a de tomar um copo d´água ou tirar a mesma água do joelho (a famosa "necessidade fisiológica"), e consequentemente nunca nada está totalmente bom, o que nos torna personificações do "Quero Quero".

Bom... só sei que depois de tanto pensar e fazer, ter ficado espremido num avião que há duas semanas, doido para voltar para casa, ter dirigido o Wenceslau (que se comportou como um fiel amigo, como era de se esperar), visto a praia e sentido o calor agradável de uma tarde de verão foi ótimo. Deu até para esquecer o atraso do voo, a neve, as perturbações profissionais e os compromissos a elas atrelados. Os dias passaram, os fantasmas que escoltam os desafios da rotina assombraram novamente, e todo o relaxamento anterior foi sumindo à proporção em que as cobranças foram aparecendo, o jogo de xadrez no trabalho se complicando, os problemas com o Puma que não cessando e a situação da dívida do Pereira ainda esquisita. Até que senti uma dorzinha que nunca havia sentido antes...

Minha reação natural seria o famoso "bobagem, isso não é nada", mas fiquei com medo de algo mais grave com a minha saúde pela primeira vez na vida. Daí, o "quero quero" deixou de lado a caçada pela autorealização e mudou para a da segurança - neste caso, a da minha saúde. Devo admitir que não estou mais tão jovem quanto eu gostaria de estar, mas também não estou velho - e a hora de cuidar da máquina é quando ela está boa. Hoje fui ao médico e tudo está aparentemente bem (os exames comprovarão se é verdade ou se há "oportunidades de melhoria"), mas foi estranhamente reconfortante ouvir dele que a melhor coisa que fiz foi tê-lo procurado para investigar essa dorzinha, pois os sintomas de algo muito pior são muito parecidos, e quanto antes o tratamento, melhor.

Neste interim entre a dor aparecer e a realização da consulta, muitas coisas se passaram pela minha cabeça, e coincidentemente vi a matéria sobre um livro em que uma enfermeira britânica escreveu a respeito dos desejos mais frequentes de pacientes terminais (se não leu, o link está aqui: http://folha.com/no1047888) - então, mesmo com a saúde perfeita, concluí que algumas coisas vão mudar... quais, não sei exatamente ainda, mas certamente irão. Uma delas: um dos carros vai ficar guardadinho, andando o mínimo necessário para não estragar, até que chegue a vez de mexer nele (provavelmente o "eleito" será o Irineu, ou o Puma caso ainda fique com ele), para poder terminar a Manuela e o Don, e depois mandar o Wenceslau para a funilaria + pintura. Também, vou começar a procurar "sério" uma casa ou um terreno, para poder ter um pouco mais de espaço e poder reunir mais minha família num local com mais ar livre - ou pelo menos sem que ninguém fique apertado como ao recebe-los aqui no cafofo. Outra coisa, é que vou usar os carros com mais frequência e dedicar um pouco mais de tempo a eles no meio da semana, já que hoje eles ficam mais tempo guardados consumindo gasolina do que outra coisa - e se chover, inundar ou ficar calor demais, não tem erro, isso faz parte da graça. E também que, em 2013, vou atrás de um Austin Mini para chamar de meu. Um como este que fotografei na estrada indo para a Glasgow (a M5) - valente o suficiente para enfrentar o frio e a velocidade, mas mantendo a classe. E sem frescuras! Vou conseguir? Onde vou guardar? O que fazer com ele? Não sei, mas acho que ele vai fazer sucesso quando chegar, e depois vemos no que dá. A vida pode ser curta pacas, ou infinitamente longa, e o negócio é aproveitar o que dá, e poder conciliar os compromissos com os prazeres na vida, para não acabarmos como este outro Austin Mini da foto mais abaixo - lindos exemplos, mas cheio de alegorias e que só servem para foto, sem ter vivido uma história boa ou feito algo de se orgulhar; apenas, serviu de vitrine para os outros olharem, admirarem e depois seguirem em frente como se nada tivessem visto.

Talvez este tenha sido o meu post mais confuso que já escrevi, talvez pelo tempo que fiquei sem publicar outros, mas mesmo assim espero que você, querido leitor, tenha entendido a minha simples mensagem de que "o negócio é aproveitar - de forma responsável - o hoje, porque o amanhã não passa de uma possibilidade", pois a vida pode mudar de uma hora para outra, e quando menos se percebe... corremos o risco de acabarmos como apenas um número. O meu "quero quero" é que sejamos felizes, vivamos com sabedoria que conflitos existem para valorizarmos a harmonia, e que depois que o tempo passa, não adianta chorar o leite derramado. Então, tá esperando o que para comprar o seu carro antigo e sair passeando com ele??

Finalizo este post com uma foto que encontrei no arquivo da empresa, onde cinco homens estão em frente a uma DKW Vemaguete (provavelmente 1958, a confirmar), no terreno onde hoje fica a Rolls-Royce. Além de "vintage", esta foto serve para lembrar como o tempo passa, e mesmo tendo realizado um montão de coisas, sempre se corre o risco de ninguém se lembrar de nós. Se alguém tiver notícias de alguém destas fotos, por favor escreva e compartilhe. E se não tiver notícias, escreva e compartilhe do mesmo jeito.
Link


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quase...


Estes têm sido os dias do "quase" na pequena frota. Para começar, os documentos do Irineu chegaram na semana passada, mas com reconhecimento de firma realizada em 13 de dezembro. O primeiro "quase" é que se eu dormisse no ponto, tomaria uma multa por atraso na transferência. Mas consegui dar uma corrida ao despachante e, possivelmente no dia 13/01/2012 o Gordini estará no meu nome. (Estranho transferí-lo numa sexta-feira 13 do temido ano do fim do mundo... talvez Irineu ganhe uma máscara e mude de nome para Jason!). Falando nele, o motor está regulado como um relógio. Um relógio fraco e gasto, mas ainda assim um relógio. Algo me diz que daqui há algum tempo precisarei de um kit de retífica de motor para ele...

Depois, os amortecedores do Don (que chegaram antes do Natal) foram devidamente instalados. O motor foi aberto na parte de baixo e o problema de pressão de óleo era Borra (com B maiúsculo) do óleo queimado no cárter. A bomba até que estava boa, mas acabou ganhando uma "nova oportunidade de carreira" (ou seja, sucata) uma vez que a bomba nova está aqui e - daí vem o segundo quase - Don voltaria a andar como nos bons tempos... se a loja que vende cárter para motor Chevrolet V8 estivesse aberta! Então por enquanto ele vai ficar esperando a volta de férias da loja, o que deve levar pelo menos mais uma semana. Também vai aguardar a troca de coxins do motor, para voltar a andar. E daí depois de andar, ainda tem alinhamento, cambagem, regulagem de freios...


A Manuela está com os freios prontos, mas como o volante estava trincado, fiz um acordo com o Alemão e ele vai pintá-lo e eu vou comprar as juntas do motor do carro dele. Então adivinhe, outro quase. QUASE fui trabalhar de Kombosa pintada essa semana, mesmo precisando ligar o rádio, montar algumas coisinhas no interior, trocar os cintos de segurança...


O Puma GTB (Você lembram dele? Eu não.) continua sendo o mais caro acumulador de poeira que eu poderia ter comprado. Por isso, as rodas aro 15 que comprei para ele vão ser retiradas e as de aro 14 que estavam nele voltam em definitivo. O curioso é que na terça-feira o Felipe (meu sobrinho) disse que o eletricista fujão previa terminar o carro esta semana. "Quase" achei que fosse verdade, mas lembrei que o Alex, eletricista bissexto, já disse a mesma coisa uma infinidade de vezes... aliás, o meu tesão pelo Puma evaporou. Uma pena, poi sé um carro super ágil, bom de dirigir e com muito estilo, mas a garagem está cheia e o bolso está com espaço disponível para a entrada de verba. Aliás, obrigado, Alex Tadeu (o eletricista), por ter feito o "upgrade" elétrico mais demorado do mundo. Nem a modernização elétrica da Casa Branca teria demorado tanto...
O que por vezes frustra é que a equação:

"muitos carros" + "pouco tempo" + "dinheiro limitado" = "Luciano constantemente enrolado".

Quanto ao Toninho e o Wenceslau, com esses não há quase, mas só alegria, companheirismo e satisfação, e não há reticências. Ja os outros ainda estão dando um trabalhinho que tem horas que incomodam, como o projeto da Manuela, a "obra de igreja" que é o Don e agora mais recentemente o Irineu com suas peculiaridades mecânicas de carro antigo francês. "Quase" mando tudo para o espaço, mas quando vou trabalhar com o Toninho ou com o Wenceslau e ambos acompanham o trânsito como qualquer carro novo, ou quando vejo o volante da Kombi todo pintadinho e reparado, pronto para ser instalado e imagino-o no interior dela combinando com o resto, daí tudo parece dar certo, e as reticências vão embora.

(Nota: você deve ter se perguntado por quê coloquei a foto deste Impala 65 neste post. É que "quase" faço uma besteira gigante e pergunto para o vendedor do carro se ele aceitaria uma troca num Puma GTB... e consequentemente, "quase" apanharia da Adriana...)

domingo, 1 de janeiro de 2012

O pé direito

Bom primeiro dia feliz de 2012 a todos!

Para aqueles que creem que a vida pode mudar drasticamente numa data e fizeram suas simpatias de virada de ano, para aqueles que acham que a única coisa que muda na virada de ano é o calendário, e para aqueles que - como eu - estão na linha intermediária entre um e outro, desejo que 2012 seja um ano excelente em todos os aspectos.

Portanto ao invés de colocar aqui intermináveis conselhos e dicas para um bom ano, a única que coloco é a de aproveitar este dia em que tudo esá vazio para peagr o seu carro (ou pegue o carro de alguém emprestado caso você tenha habiliação para dirigir) e dar uma bela passeada, para curtir a sua cidade vazia e perceber nuances que você não repara no dia-a-dia.
Perceba que para dirigir, você usa primariamente o pé direito no controle dos pedais - portanto este tão cheio de superstição membro de nosso corpo é quem irá acelerar a sua condução ou freá-la. Esta é uma metáfora curiosa da vida... justamente o "pé direito" é quem vai te fazer avançar mais rapida ou lentamente, e quem vai, junto com os outros membros e órgãos sensoriais, colocar em prática a ação mais cabível segundo o julgamento "do todo" (ou seja, você)... e o mal-falado pé esquerdo é justamente quem vai mudar de forma mais drástica a velocidade das coisas, pois ele é quem aciona o pedal da embreagem nas trocas de marcha, e irá controlar as constantes trocas de marcha e principalmente naqueles momentos em que o carro precisa fazer muita força para enfrentar lentamente uma subida íngreme assim como para dirigir gostosamente por aquela estrada vazia, em velocidades mais altas mas pouco esforço do carro.
E também, naqueles momentos em que é preciso correr, ele vai trabalhar incessantemente para ajudar na subida e redução de marchas, assim como o pé direito que ficará se revezando em acelerar e frear e, às vezes, fazendo os dois ao mesmo tempo. Se você só teve carros com câmbio automatizado ou automático, passe alguns dias com um carro de câmbio manual e perceba tudo isso a que me refiro, salvo se você gostar muito que a sua vida seja controlada pelos outros (neste caso, o que você está esperando para se inscrever no Big Brother?)
É difícil de compreender tudo isso em meio ao caos da rotina, mas pare e pense... nossa vida não é assim também? E tal qual dirigir, só deixa de ficar no "modo automático" quando alguma coisa muda? Com isso faço um convite para que todos nós (inclusive eu) prestemos atenção nesta beleza que a vida nos proporciona... a de pensar e agir conforme os sinais que recebemos, e além disso, a de aprender com os erros dos outros e os próprios erros. Então, se você acha que a coisa anda muito devagar, ou que o seu esforço está muito grande para o pouco evoluído, pense com calma... talvez seja exatamente disso que você precisa, ou então ao contrário, é hora de trocar de marcha e enfiar o pé direito no acelerador... ou então, hora de dar uma freada e ir mais devagar (para não forçar demais a máquina). Independentemente se o carro é muito potente e diâmico ou aparentemente pacato, ele é capaz de muitas coisas e de dar muitas emoções (como na foto abaixo). Sacou?
Para começar este ano de maneira feliz e traduzir tudo isso que coloquei acima, vejam a este videozinho abaixo. E vamos andar! Se tivéssemos que ficar parados, seríamos árvores!


(Créditos de imagens: punta-taco a motoig.com; Isetta: http://flaviogomes.warmup.com.br/; pedaliera de Opala: http://familialacerda.blogspot.com/2010/08/azul-opala-chevrolet-sedan-1973.html).

sábado, 31 de dezembro de 2011

Apesar de óbvio...

... virada de ano pede para que façamos balanços. Certamente 2011 para mim foi um ano inesquecível. Inesquecivelmente FDP eu diria, mas reconheço que descobri outras tantas coisas que, se não tivesse passado por um período tão tenso, não teria vivenciado e buscado por alternativas como fiz. Então, ao invés de esbravejar, melhor ir aos fatos.

O que foi triste:
  • Uma infinidade de problemas e metas não cumpridas no trabalho. Isso foi terrível, mas acho que ensinou muitas lições para 2012. Uma delas foi a de fazer com que os outros ajam, e a não "dourar a pílula", se é para doer, que doa. Melhor que ficar com úlcera e pressão alta.
  • Trancar a faculdade. Isso foi duro, e acho que ainda não vai dar para voltar por completo em 2012 para o curso de Direito, mas confesso que foi necessário fazer isso.
  • O Plínio (foto abaixo) ir fazer companhia para meu pai no além. É indescritível como foi triste ver que o gato mais legal do mundo não está mais conosco (lembre-se, o papai de ama).
  • Ter convivido com algumas pessoas cuja presença neste planeta é dispensável. Todos nós somos "brindados" com alguns desses de vez em quando, mas parece que 2011 fez aumentar a minha convivência com alguns deles... (por favor, NÃO VISTA A CARAPUÇA DE ALEGRE. Esquizofrenia e autopiedade aqui não têm vez).
  • O Valdyr (o Puma GTB) que ainda não ficou pronto e motiovu a primeira decisão de 2012 - vendê-lo. Parece que não é para eu andar nele...

Mas também teve coisas boas:
  • (Princesa) Magdalena foi resgatada e adotada por nós, ocupando o espaço físico deixado pelo Plínio. Apesar do pequeno tamanho, essa gata tem energia equivalente à de uns 3 bichos!
  • O Irineu (foto) se juntou à trupe! Com coisas para fazer, é fato, mas trouxe sua simpatia para a garagem e às ruas, com suas histórias gaúcho-uruguaianas.
  • O Klaus e o Pereira ganharam novos e zelosos donos, o que deixa a todos contentes.
  • Minha pressão arterial começou a baixar e o peso a diminuir, principalmente em virtude de uma abordagem mais desencanada (traduzindo: sendo eu mesmo sempre, ao invés de tentar ser alguém que não necessariamente concordava em ser mas achava que seria "o certo" para a ocasião), e também à prática de SwáSthya Yôga. Deixar de comer carne também ajudou muito.
  • Don voltar às ruas, mesmo que temporariamente, provando que ele é um carro que consegue andar por meios próprios e fascinar a muitos por onde passa.
  • A Placa Preta do Toninho! Esse é o meu graaaaaande carro amigo que me enche de orgulho!!!
  • O Wenceslau, que fez a embreagem mas continua dando tantas alegrias com seu jeito feliz e ao mesmo tempo confiável.
  • Fui ao show do Deep Purple!!! PQP, há quanto tempo eu queria ter fei
  • Ter tido a oportunidade de voltar a Montréal (que lugar bacana!!!), Glasgow (idem!), Coventry (a ex-Detroit Britânica), Indianápolis (bacana, de um jeito diferente) e Oakland (legal e diferente) e rever amigos, conhecer outros amigos, e voltar a lugares e coisas que pensei que não fosse ver mais.
Manuela ter saído da funilaria (veja o post anterior), o que foi muito legal!!!Ao final, chego à conclusão que aconteceram tantas coisas boas, e ainda por cima a família continua bem, com saúde e feliz, que então 2011 não foi tão ruim assim. Foi sim um ano complicado, principalmente no lado profissional (é natural que este abale muito ao resto, pois passamos uma grande parte dos nossos dias trabalhando, não é?), mas um montão de outras tantas coisas positivas contrabalançaram. Espero que 2012 seja um excelente ano para todos nós - tanto para mim (e minha família e amigos), como para você que lê e comenta este blog, bem como para sua respectiva família e amigos - aliás, será um ótimo ano com certeza!

Dedico este post àquele que me ensinou muita coisa e contribuiu a ser quem sou hoje (além de ter ensinado a gostar tanto de Opalas...). Sr Manuel Cardoso de Pinho, que sua jornada evolutiva siga com sucesso e obrigado por TUDO! (Pai, onde quer que você esteja, lembre-se que te amo.)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O encontro emocionante

Após a cirurgia plástica (ou melhor, metálica) de quatro meses, a Manuela finalmente ficou pronta. O resultado ficou muito bom, a lateral ficou incrivelmente lisa, as portas laterais fecham sem forçar muito (só exigem ainda um pouco de força pois as borrachas são novas) e o assoalho trocado ficou perfeito. Mas depois de tanta espera, compra de miudezas e torcida para que ela ficasse bem, mesmo depois de tanto tempo parada, a surpresa foi de fato emocionante. Pode chamar de piegas, mas fiquei feliz em vê-la em pé e rejuvenescida... e acho que ela também ficou. Quem a conheceu antes somente a reconheceria hoje pela placa e por algumas partes no interior não terem sido pintadas, mas só. Ela mesma ficou feliz com o término dessa temporada, e ao entrar ela sussurrou:
_ "Ei, vamos embora?"
_ "Sim, vamos, mas preciso pagar o serviço primeiro. Por que essa pressa, Manuela?"
_ "É que eu estou com saudades de pegar uma estrada... e também cansei de tanta gente tirando fotos com celular!"
_ "Calma, que a gente já vai..."

Antes e depois - em exatos 370 dias, Manuela deixava de ser uma senhora de meia idade no limbo, para se transformar numa jovem simpática e cheia de vida.

Antes de sair, o Ricardo (da Oficina Pit Stop daqui de São Bernardo do Campo, recomendo! Quem quiser o telefone dele, mande uma mensagem para mim) me alertou que havia um vazamento nos freios e que então precisava dar umas duas pisadas no pedal antes dele entrar em ação, e combinamos de retornar daqui há uns 2 meses, depois que a tinta curar, para poder lixar e polir algumas áreas escorridas e também instalar uma travinha que ficou faltando. Com tudo certo, A Dri (minha esposa) seguiu caminho e lá fomos Manuela e eu para a oficina do Henrique. Ela não gostou muito:
_"Pô, acabo de sair de uma intervenção dessas e lá vou eu de novo para oficina? Não quer mais saber de mim???"
_"Manu, querida, seus freios não estão bons e precisam de conserto... vc não quer se arrebentar toda, quer?"
_ "Lógico que não! Mas també meu estou cansada de ficar lá com tanta gente futucando em mim. Eu nasci para andar, transportar, ser útil e livre."
_ "Eu sei, eu sei... mas se não cuidarmos destes freios, aí é que vc vai ficar mal. Você não vê quantas irmãs suas tiveram sorte muito diferente da sua?"
_"Verdade. Tá bom, vamos logo. Mas não vem com conversinha mole, se o passeio é curto, pelo menos vamos curtir ao máximo."

Nos despedimos de todos e das outras Kombis que lá estão (inclusive de uma rara 1960 e de uma sofrida 1969, ambas pedindo desesperadamente por um novo dono) e seguimos rumo à curta viagem de 6Km. Já devidademente acostumado com o freio, fui acelerando um pouquinho... e ela de maneira bem feliz, respondeu prontamente. No caminho fui reparando nas poucas coisas que precisam de montagem, como o rádio e alto-falantes, forros de portas, trocar os cintos de segurança (que ficaram curtos!!!), comprar tapetes e forros...
_"Não esquenta, Luciano. Vai dar tudo certo. Vamos nos divertir..." (disse ela em tom animado).

O cabo do velocímetro encaixou no lugar como há muito tempo não encaixava, e lá permaneceu a viagem toda, coisa que nunca aconteceu... E lá estávamos nós, felizes já na Via Anchieta. Nem importava mais que éramos o centro das atenções (QUEM não vai ver uma Kombi "corujinha" azul claro, no meio de tantos carros sem graça de hoje?), nem o barulhinho no trambulador ao passar da primeira para segunda marcha, nem os freios eram grande preocupação. Lá estávamos nós, passeando juntos depois de tanto tempo. A animação foi tanta que o velocímetro chegou a marcar 120 Km/h - se você acha pouco, experimente fazer isso um dia numa outra Kombi. A sensação é inesquecível.
Estrada livre. Uma Kombi e um cara muito felizes.

Chegamos ao Henrique, e os poucos que a viram lá se admiraram como ela ficou rejuvenescida. Antes de ir embora, falei rapidamente para ela:
_"Manuela, eu vou e você fica aqui por enquanto. Mas calma, vc vai ser bem tratada".
_"Em sei... e Luciano: Obrigado, de verdade. Você me resgatou, está cuidando de mim e está me tornando jovem de novo."
_"Não há de quê, Manu".
_"Ah! Agradeça à Adriana também. O carinho dela comigo me deixa muito feliz também... vamos viajar juntos, em breve!"

E com este emocionante presente de Ano Novo que recebi, deixei-a lá, já na expectativa do novo encontro.