Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

sábado, 9 de junho de 2012

Manuela, pseudo-filha do vento

Um dia desses eu precisei fazer um exame num sábado de manhã, e como naquele fim de semana o tempo estava muito bonito (sol, quente e sem chuva), Manuela e eu fomos até SP, onde aproveitamos para fazer alguns testes. O principal deles era o do velocímetro, pois o desempenho dela parecia um pouco fora da realidade, mesmo para uma jovem veterana com motor 1600 recentemente revisado - e como rodas e pneus atuais são de um diâmetro inferior ao conjunto original, o GPS passou a ser peça fundamental para descobrir o tamamho do erro. As fotos abaixo, tiradas com a Via Anchieta praticamente vazia, falam por si só:




O erro é de quase 30%! Isso porcausa dos pneus menores mas também do erro original do velocímetro - testei com o velocímetro a 100Km/h e o erro diminuiu para 20%, o que ainda é muito grande mas acaba sendo mais seguro, pois a 100Km/h reais (ou seja, passando da escala do velocímetro) a sensação é que estou dirigindo o DeLorean do Professor Brown ("De Volta para o Futuro"), tamanho o barulho e sensações diferentes que a Manuela "filha do vento" propicia, sentindo tudo de forma mais intensa.

Depois, ver a Av Paulista através do parabrisas da Manuela é bem interessante, pois contrasta a modernidade e opulência da avenida "centro econômico"da América do Sul, com a simplicidade e simpatia desta Kombi 73, com muitas pessoas a admirando de maneira verdadeira. 


E como lanche de laboratório de exames não é propriamente o que há de mais saboroso nesta vida, parei no Pacaembu e comi um pastel de queijo com caldo de cana, parando ela por ali e atraindo para Manuela a curiosidade dos feirantes e guardadores de carros, contaram histórias de quando tinham uma, trabalhavam com quem tinha outra, e ficaram em geral contentes e ver mais uma "corujinha" preservada e circulando feliz pela cidade. Vejam nas fotos abaixo como ela está feliz e faceira...



Carros antigos provocam boas reações e trazem à tona boa energia na forma de olhares, sorrisos e histórias. O tal do "tesão"em ter um (ou mais que um) vai muito além de ser diferente, que não dá para explicar em uma linha ou duas. No próximo post, eu escreverei mais a respeito disso e, se você tiver alguma dúvida sobre entrar para este mundo ou não, dividirei com você minhas experiências sobre o assunto, sem fantasiar um mundo de sonhos, tampouco contar só sobre os problemas. Lembrem-se que nas nossas vidas nos confrontamos com problemas (que são apenas desafios, no fim das contas) e felicidade (que são o prêmio pelo que fizemos e enfrentarmos os tais "desafios"), então... comente e compartilhe este post e aguarde pelo próximo!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Wenceslau - a cirurgia estética parte I

O Wenceslau já estava precisando mesmo corrigir algumas besteiras de funilaria e a pintura mostrou com o tempo que não foi feita com todo o cuidado merecido. Então foi apenas buscar a Manuela e deixá-lo lá para minha comoção, pois foi como ver a um filho (ou sobrinho) entrar no hospital para uma cirurgia relativamente grande apesar de simples.

O Fusquinha da foto abaixo parece mas não é o Wenceslau. Estranhou a cor? Pois esta será a "nova" cor dele ao final da funilaria e pintura - "nova" entre aspas porque quando ele saiu da fábrica localizada no Km 23,5 da Via Anchieta nos idos de 1971, esta era a cor original dele - Verde Guarujá - ao invés da cor Verde Folha que o colore por enquanto. Daí alguém um pouco mais entendido sobre Fuscas pergunta: como que eu sei a cor dele se não dá para saber qual a cor original pelo número do chassi? Pois é, ao começar a desmontagem do carro descobru-se que o pintor que o pintou anteriormente à minha compra pintou o carro todinho... sem tirar nada. Sim, quase tudo que não aparecia aos olhos dos transeuntes e pessoas "normais" em relação a qualquer carro, foi mascarado e não recebeu nem preparação tampouco algumas camadas de tinta. Por um lado isso é de uma porquice de lascar, mas por outro (diretamente da série "males que vem para o bem"), pode-se ver que a cor dele era de fato Verde Guarujá e que não estava tão mal assim - provavelmente alguém que o tinha antes não gostava da cor e decidiu pintar neste verde mais discreto, só que apesar da grande vontade, o dinheiro não era proporcional ao desejo e fez o que deu. 

Parece, mas não é o Wenceslau. Mas ele deve ficar assim ou melhor, ao final da funilaria e pintura.

Já desmontado, aguardando lixamento.
Aqui já devidamente lixado e sem a tampa do portamalas. 

Sem o estofamento e vidros. E olha o podrinho que prosperava embaixo da borracha...
Estas são as peças que sairam dele. Mais trabalho para a Manuela, que irá levar todas as peças para um local seguro. Impressionante como um carro tão pequeno possa ter tantas coisas...

As fotos acima e abaixo são do interior e do portamalas dele, mostrando a cor original que estava (mal) escondida por debaixo dos revestimentos.



E como diz o outro ditado, "quem procura, acha" e descobrimos além do podrinho na janela traseira, também tem os dois assoalhos que estavam enferrujados demais no lado de dentro do carro, não valendo à pena mantê-los. Com isso, a FLP (Fundação Luciano Pinho) acaba intervindo e investindo num par de assoalhos para que Wenceslau fique tinindo. A lista de peças ainda conta com os encaixes de borrachas do portamalas e cofre do motor, e também a procura de um par de estribos novos e frisos das janelas das portas. E, para ficar mais divertido e caro, tem também a caça ao escapamento para Fuscas com ar quente - peças que além de caras, não se acham com grande facilidade. Isso faz parte do desafio - afinal, se ele tem por objetivo a placa preta, tudo tem que ser feito direito para ser feito uma vez só. E aí, pessoal, gostaram da futura nova cor? Comentem e fiquem à vontade!


terça-feira, 22 de maio de 2012

O tempo e o Puma.

Amigos, sei que faz tempo que fiquei afastado deste blog, mas isso nada mais foi que uma homenagem velada ao Puma, que depois de tanto tempo esperando o término do serviço de eletricidade finalmente tomou um encaminhamento. Sim, ele voltou a andar - mal, mas andou - e a elétrica está (quase) pronta, e agora faltam os ajustes mecânicos.

Há um mês fomos buscá-lo no local onde se encontrava em repouso, após o eletricista ter feito boa parte das instalações. Colocar gasolina no carburador daqui, coloca o auxiliar de partida dali, umas três tentativas e ele finalmente liga, depois de quase dois anos. Sai de lá da garagem tossindo, fumaçando e reclamando tal qual uma pessoa de idade que se recusa a sair da cama para ir passear mas que, assim como o hipotético ancião, logo se anima com o passeio e dá sinais de disposição. Mas a alegria durou pouco. 3 kilômetros depois a embreagem abre o bico e patina. O Puma, com toda a sua musculatura oriunda do motor de Chevrolet 6 cilindros 250-S adicionado do carburador quadrijet, não é capaz de vencer a subida do trevo do Km 18 da Via Anchieta, coisa que até o Irineu (Gordini) falhando um cilindro é capaz de fazer. O que fazer? Encostar o carro e esperar que um dos amigos que estavam na trupe do resgate do Puma fosse até à oficina pegar uma boa corda para rebocá-lo até a oficina. 30 minutos depois a corda estava lá e quando fomos rebocá-lo, a embreagem decidiu trabalhar de novo e lá fomos nós percorrer os 6 Km que separam o local onde estávamos da oficina. E o fizemos em tempo recorde - levamos "apenas" 1 hora, graças a outro chilique da embreagem e também ao motor que ficou muito nervoso de ter que trabalhar e ferveu. No fim das contas, esta parte da missão foi cumprida (veja as fotos).
 Puma parado no trevo do Km 18, aguardando o socorro da corda e do carro para rebocá-lo.
 Puma parado na avenida, esperando a embreagem voltar a trabalhar. Nota: os dois ilustres senhores que saíram na foto estavam nesta empreitada de transportar o Puma até a oficina, e este Taurus que acabou por rebocá-lo até à oficina, pertenceu ao meu pai.
 Mais uma do Puma.
 Puma esperando o momento certo para entrar na oficina.

Depois de alguns dias, o eletricista finalmente consegue ir à oficina e termina praticamente tudo, com exceção da instalação do relógio multifuncional (conta-giros, manômetro de óleo e... xi, nem lembro mais o que era o outro instrumento), que não havia chegado ainda. Entre as coisas, está a instalação da caixa evaporadora do ar condicionado, e agora o Puma parece - pelo menos por dentro - um carro bacana. (veja as fotos abaixo)
 Estofamento feito, caixa de ar instalada... agora parece um carro esportivo.
 Painel do Puma - ficou muito melhor do que antes.
 Detalhe da área com a caixa de ar instalada. Apesar de não ser igual à original, ela é bem parecida e distribui melhor a ventilação dentro do carro... além de ser nova, o que tranquiliza muito na hora de ser utilizada nos dias quentes.

Mas uma coisa intrigava... por que raios que sempre se raspa as pernas no volante? E esse espaço entre o painel e a coluna de direção, por que está lá? Olhando por baixo do painel, a resposta: alguém no passado (provavelmente uma pessoa de baixa estatura) soldou dois suportes na travessa de apoio do painel e coluna de direção, posicionando-a para baixo consideravelmente. Fiquei um pouco desapontado mas bem mais feliz - o primeiro pois dói só de pensar em remover a coluna de direção e enfiar a lixadeira por debaixo do painel depois que tudo está montadinho... mas a boa notícia é que este problema tão incômodo tem solução. Vejam na foto abaixo o vão entre a coluna e o painel, indicando que a condição atual está longe do normal...
 A parte mais preocupante de ajustes está na pedaleira - com o túnel tendo sido alargado para a instalação do câmbio monstruosamente grande, o pedal do acelerador ficou apertaaaaaaado até. Tão apertado que ao acioná-lo, é quase inevitável dar um toque no pedal de freio logo de cara, o que é perigoso pacas. Então, lá vai lixadeira de novo, comer os pedais para diminuir o tamanho deles e neste processo soltar uma infinidade de faíscas (haja papelão para proteger todo o estofamento novo!)...



E fora isso tudo acima, tem outras coisas a fazer a curto prazo, como consertar a embreagem (se ela quer patinar, que vá ao Holiday on Ice!), instalar o pino de trava do porta malas, regular o motor, trocar o reservatório de água por um maior e pressurizado, revisar os freios e trocar fluidos, instalar (finalmente) o instrumento multifuncional, ajustar o cajado da porta do motorista para que o vidro pare de travar ao subir... e a lista continua grande. Fora as coisas maiores, como a troca e reforço da longarina, e serviços de fibra de vidro como tirar as polainas laterais (que não são originais e só poluem as linhas do carro) e encurtar a frente erroneamente adaptada na então-harmoniosa carroceria. Com isso, planos mirabolantes como rodas aro 15 e motor V8 350 foram descartados para este carro.

Pois é, o Puma é na natureza um animal arisco e indomável... por que eu iria imaginar que este carro comportar-se-ia de forma diferente? E depois de tudo isso terminado, o resultado ficará bom o suficiente para que estes pequenos contratempos sejam apenas agradáveis lembranças de mais um projeto.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

São Bernardo do Mato. Ou Melhor, do Campo

São Bernardo do Campo já foi conhecida como a Detroit brasileira, quando ainda nos anos 50 as fábricas de automóveis e de autopeças se instalaram por aqui e nas vizinhas Santo André e São Caetano do Sul. Antes disso, era terra de colonos italianos e japoneses que cortaram a mata nativa para fabricar móveis e plantar batatas, tomates e café, e muito antes disso, era terra de indios. Ainda assim, aqui se manteve até os anos 80 como uma cidade quase interiorana, onde as pessoas se conheciam, existiam muitas áreas de mata fechada e trânsitoera sinônimo de quatro carros parados no semáforo - como dizia o avô de minha esposa, "era tudo mato". Hoje, há uma profusão prédios (e porcausa disso muitas casas vem sendo demolidas para dar lugar a "lançamentos" de 3 dormitórios e 80 m2), e habitantes com seus carros preto-prata-cinza-vermelho-branco, que fizeram o preço dos imóveis crescer cinco vezes em dez anos, e o trânsito piorou proporcionalmente, assim como a qualidade do ar e até mesmo a estranha beleza desta cidade - afinal, onde moravam cinco hoje moram 250, e ao invés de ir ao trabalho a pé, cada um vai de carro para São Paulo, Santo André ou para a esquina. Há as favelas também, muitas e que se espalharam sobre os morros tal qual uma doença social de nosso país, que está lá nas entranhas mas se manifesta pela pele. A foto que abre este post é de uma casa que está vazia mas "acho" que está em reforma, já que nela foi colocada uma janela nova. Tomara, pois as duas casas vizinhas a ela foram demolidas para dar espaço a mais um "Villaggio Momentum Conquista", com sei lá quantas torres com quatro apertamentos por andar e que vai contribuir para apagar cada vez mais as histórias média e recente da cidade. Mas como "O Baltazar" não tem pretensões de teorizações sociais, vamos falar de carros.

  
Comecei falando sobre a cidade pois, ao ir ao trabalho, vi esta C-10 à venda (caro, por sinal - R$19.000) e esta cena - uma pick-up, numa rua de paralelípedos, ao lado de um terreno - me remeteu a tempos em que isso era comumente visto por aqui. Hoje não é mais, mas a cena continua valendo. 

Daí, no mesmo dia fui buscar a Manuela no "médico". Eis que me deparo com esta cena inusitada - dois Maverick, um 75 e outro 77, fazendo motor e câmbio. Esta era cena comum nas oficinas no início dos anos 80 - depois, com a tardia crise do petróleo, a maioria deles virou clips, roda de Passat ou ferro de construção, já que consumiam muito e ninguém os queria. Ah, os tempos mudaram... mas os Maverick continuam problemáticos!

 E esta é a Manuela, já adequadamente consertada dos freios, no posto de gasolina recebendo uma dose de combustível. Do posto, ela foi para o auto elétrico para ligar lâmpadas e luzes que não funcionavam direito, e no dia seguinte....

 


... de volta ao funileiro/pintor. Algumas coisas precisavam de retoques, outras um novo polimento, e depois de alguns meses tudo o que era para assentar já havia se assentado (ou ao menos era para) e a hora do retoque chegara.  Disse ele que em uma semana ela está pronta. Vamos ver... daí, o próximo passo é o estofamento e instalação do sistema de som.
 
 
E já que falamos de tempos atuais, tirei esta foto ontem à noite do Astra, ao completar 15000 Km em seus dois anos de uso. O tempo voa, e em comemoração a esta data, vou levá-lo para balancear e fazer troca de óleo. 

Este post eu quero dedicar à Dona Júlia, minha mãe, que está se recuperando a passos largos de uma pneumonia que a levou à UTI, nos levou aos mais tristes pensamentos, e que mais uma vez nos ensina que temos que ter calma, para viver um dia de cada vez. Força, Juju!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desenfreada

Carros antigos em geral são uma fonte quase inesgotável de diversão e desafios, e e semana passada foi a vez de Manuela mais uma vez mostrar que ela não foi feita para quem tem o coração fraco, a mente fechada e disposição de pessoa velha. 

Após esta sessão de fotos e descarga dos pallets que nela estavam, em preparação para levá-la para os retoques de pintura no dia seguinte, fui almoçar num restaurante há alguns quilômetros de onde estas fotos foram feitas. No caminho para o restaurante, os freios começaram a pedir uma pisada a mais no pedal para fazer o trabalho deles. Tudo bem, todos chegaram bem, até que na volta, não era só mais uma "bombada" que se fazia necessária, mas várias e cada vez mais profundas; dois quilômetros depois, só dava para freá-la com o freio de estacionamento já que pisar nos freios dava o mesmo efeito de pisar no acelerador. Como luso-brasileiro que sou, não desisto nunca e segui até em casa, mantendo uma distância segura o suficiente em relação aos outros carros na Via Anchieta. Chegando lá, o resultado: um cilindro de freio da roda dianteira direita estourou e todo o fluido vazou. R$10.00 e algumas bombadas resolveram o suficiente para levá-la ao Henrique (amigo mecânico, o qual já declaro como dependente na minha Declaração de Imposto de Renda), para o conserto correto dos freios e algumas coisinhas mais. Quem tem um carro novo, cheirando a plástico e tinta, não tem noção da emoção e do sorriso que brota involuntariamente ao se ter uma mão no volante e outra no freio de estacionamento para ajudar a frear o carro com alguma coisa do que ainda dáno pedal, e ouvir a travada das rodas traseiras numa descida... isso uma Kombi 73 pode te proporcionar! 

Mudando de assunto, levei um amigo norte-americano ao encontro no Ginásio Poliesportivo daqui de SBC de semana passada, e foi curioso ver como ele achou bacana ver tantos VW juntos (principalmente Brasília, que é um carro raríssimo em Indianápolis e demais cidades dos EUA), e também como as pick-ups Chrevrolet C-10, C-14 e C-1416 (a nossa querida Veraneio) fizeram sucesso. E ao ver esta bela Vera 66 (ah, se eu tivesse dinheiro+tempo+espaço...), encontro o irmão quase-gêmeo do Toninho! Outro Opala 1974, também de Luxo 4 portas, só que 6 cilindros e com algumas marcas do tempo como a subtração da transmissão automática original do carro (que dó!!!) por uma manual de 4 marchas. Apesar disso, o dono está de parabéns, é um belo carro! E vejam também a foto da frente de um lindo e raro Puma GT Malzoni (ainda baseado no DKW Vemag e seu motor de 3 cilindros 2 tempos).

"As demais crianças" continuam na mesma: o Puma está no Henrique (o mesmo lá de cima e de outros posts), para dar um jeito em tudo o que precisa para fazê-lo voltar às ruas - só que ao invés de retirar o câmbio e carburador, por enquanto vai ficar com o de 5 marchas e só ajustar os pedais. Menos coisa para mexer para poder funcionar o quanto antes. O Don só não saiu este fim de semana pois fazer direção quase-cega porcausa da falta do motor de limpador de parabrisasnão está entre os programas que mais estou afim. O Wenceslau deu numas de trepidar forte porcausa do cabo de embreagem, então para não mexer nisso agora, ele voltou para a garagem, fazendo companhia para o Irineu, que por lá repousa até chegar a hora de fazer a retífica do motor dele. E o Toninho continua sendo o mesmo fiel e amigo companheiro de viagens, passeios e trajetos. Tão bacana que dá receio de usá-lo (assim como os demais) neste trânsito biruta daqui de SBC. Nessas horas é que faz falta o carro de uso diário... ou morar num lugar com mais civilidade no trânsito. Mas a rebeldia interna acaba falando mais alto e persistimos - não só Toninho, mas todos os outros carros, para embelezar o "preto/prata/branco/cinza/amarelo/vermelho" que predomina no trânsito de hoje e também mostrar, de alguma forma, que sempre temos uma alternativa que não significa ter o carro novo, a roupa da moda ou ir ao restaurante que todos vão. Dá certo, é só querer de verdade. O Irineu que o o diga, nos seus quase 50 anos... e o Don, que como Fênix ressurgiu e se escapou do destino triste de se transformar em "Ferrari de pivete" para depois acabar seus dias esquartejado e cremado num conversor LD de alguma aciaria de siderúrgica. Como dizia Raul Seixas, "basta ser sincero e desejar profundo, (e) você será capaz de sacudir o mundo!".

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sintonia fina e ressurreição pós-pascoalina

Este feriado foi praticamente todo dedicado ao Don. Agora que ele está andando, começou a montagem de pequenos itens de acabamento, acertos de elétrica, ajustes no motor e etc. Ainda vai muita sintonia fina para deixá-lo bacana - mas vamos às fotos!

Aqui está ele, limpo e com estilo. Atrás, o Puma GTB aguardando sua vez.

Dos três motores de limpador de parabrisas, só sairá um bom.

Estas eram as velas que estavam no motor. Esta cor preta nos eletrodos é sinal que o motor já viu dias melhores...

O carro está muito bom para andar, mas ainda tem alguns barulhos que precisam ser eliminados, e várias pecinhas que requerem montagem, para depois, passar por retoques de pintura e um bom polimento. O motor dele continua tabagista, então já que para ele parar de fumar vai ser necessária retífica, é bem provável que o Don receba um motor também Chevrolet V8, só que 350 polegadas cúbicas, já retificado. Enquanto isso, ele vai matando a saudade das ruas e eu de andar com ele.

E o Puma saiu da toca! O eletricista instalou (quase) tudo, ajustou (quase) o que precisava, e na segunda-feira ele tardiamente fez sua ressureição e ganhou as ruas... ainda que de forma precária. Um caminho de 15 minutos levou 1 hora, culpa da embreagem que patinou feio e depois da tampa do reservatório de água que fez o motor ferver. O câmbio original de 4 marchas vai voltar para onde veio, substituindo o ótimo todavia gigantesco câmbio Eaton FSO-2405 (de S-10 V6, 5 marchas), que fez o túnel ficar largo demais e atrapalhar os pedais do carro - e com isso, a embreagem será corrigida. O carburador, por enquanto, continuará sendo o quadrijet que nele está, e na semana que vem, espera-se que todos os "quase" sejam eliminados e se possa, enfim, trafegar em nova vida pelas ruas. Para finalizar bem este post, vejam a foto dele na companhia de outros carros que fazem um "estágio terapêutico" no estaleiro de um amigo meu que é mecânico.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

A volta de Don, o Boêmio

E o Don voltou a andar, bonito e faceiro, e isso não é piada de 1º de Abril! Ele voltou, entortando pescoços por onde passa, deixando sua marca em qualquer lugar. O motor está fumando um pouco mas dane-se, quando o motor abrir o bico pra valer eu vejo o que faço. A grossa camada de poeira que lhe cobre e evidencia o tempo que ficou aguardando o tratamento que demorava a chegar, não é nem de longe suficiente para lhe tirar o charme - aliás, ajuda a dar um toque de contracultura boêmia que ele tem. Salvem-se as contas bancárias e os postos de gasolina, pois ele chegou para saciar a sede por Gasolina Aditivada que há tanto tempo lhe seca as entranhas.

Vai ficar mais legal quando o limpador de parabrisas funcionar, tudo estiver montado, paralamas e capô ajustados... e principalmente, quando estiver lavado!

Seja bem vindo de volta, Don. Agora é hora de viver e curtir.