Compartilhando o significado de ter um carro antigo... ou mais de um!

domingo, 20 de abril de 2014

Nove carros que eu gostaria de ter.

Várias pessoas fazem para mim a incômoda pergunta "quantos carros você tem?" - e para mim é desagradável responder porque a quantidade definitivamente não corresponde ao custo deles, e muito menos a alguma aparência de condição financeira abastada. Se assim o fosse, a frota provavelmente seria maior e todos (eu inclusive) moraríamos num lugar onde todos pudessem ficar juntos e serem reparados no mesmo local sempre que possível. Mas garanto que não é assim, e cada vez que eu olho para um carro diferente, minha esposa me olha com aquele olhar questionador de "você vai colocar mais um carro aonde??".

Enfim, se espaço, dinheiro e tempo não fossem restrições, estes seriam os meus 7 8 9 (?) escolhidos - vejam que a lista pode ser excêntrica, mas com poucas exceções não tem nenhum carro óbvio e de custo proibitivo, como um Ferrari ou Lamborghini que apareceria nas listas mais frequentes. Talvez seja de estranhar a falta de carros da Ford ou o excesso de Opalas, mas a lista reflete a minha opinião, e cada um pode variar conforme ache adequado. Lá vamos nós:

Opala Comodoro 2 portas 6 cilindros 1988

Sempre lembro da minha adolescência, onde o "rei das ruas" era o Opala Diplomata 6 cilindros, tanto pelo desempenho quanto pelo luxo. Só que eu gostava mesmo era dos Opala Comodoro por serem menos rebuscados quanto a frisos e detalhes, mas ainda tinham  o excelente acabamento que o qual GM se orgulhava em toda a sua linha. Além disso, o Comodoro era "carro de velho", já que era modelo intermediário, e quase não foram fabricados os modelos de 2 portas - na minha opinião, os mais bonitos. Até hoje eu tenho sonhos onde estou dirigindo um desses azul escuro, numa rodovia em que não existam estes malditos radares nem tantos motoristas barbeiros...

Trabant 601

Quando houve a queda do Muro de Berlim, eu era um adolescente que já gostava muito de carros antigos, e os Trabant me cativaram pelo estilo antiquado para a época (ninguém dizia "retrô"), e ficava com muita dó de ve na TV milhares de carrocerias e carros inteiros sendo abandonados e picados como um dos efeitos colaterais da reunificação a Alemanha. Para mim ele representa uma época que não vivemos mais - onde haviam duas ideologias claras, "mundos" distintos dentro de um só, mas que no fim das contas éramos humanos com ambições e sentimentos tal qual somos hoje.
Como veem pela foto, tive a grata oportunidade de dirigí-lo em Berlim e o carro é pequeno por fora, minúsculo por dentro, barulhento e o carburador deste azulzinho da foto estava afogando. Ainda assim, adorei o carro e espero um dia trazer um exemplar destes para terras tropicais abaixo da linha do equador.

Karmann-Ghia (até 1969)

Um lindo esportivo com curvas que até hoej fazem sucesso por onde passam, e que se tivesse um motor potente seria de fato um carro esportivo. É o tipo de carro para ir à praia com a esposa (os solteiros ganham uma ótima razão para convencer a uma garota para passear), e para ser escolhido com cautela, já que a funilaria de um KG é bem complicada por ser totalmente manual. A mecânica refrigerada a ar igual à do Fusca torna a vida mais fácil para maiores aventuras. E digam: já foi feito no Brasil algum carro mais bonito e harmonioso do que este?

 
FNM JK 2000 (ou FNM 2150)

Um carro à frente de seu tempo, principalmente para o mercado brasileiro - tão à frente que era caro demais e acabou não vendendo muito. Mas o estilo dele, com desenho italiano para o mercado americano é sensacional, e o desempenho dele para a época era também invejável. O câmbio de 5 marchas com acionamento na coluna de direção é para poucos, e a direção dele é tão pesada quanto a de um caminhão sem assistência hidráulica, mas o acabamento é primoroso e o estilo, ah o estilo... vi pouquíssimos ao vivo até hoje, e este carro preto da foto vem povoando meus pensamentos há muito tempo. Só não tomei ainda a coragem financeira (que inclui espaço e orçamento de "ressureição" do veículo) para fazer uma proposta para o atual proprietário, mas hei de chegar lá (se alguém realmente se habiliar a restaurar este carro da foto e tiver tanto a paciência quanto a verba para isso, deixe uma mensagem para mim).

Um carro que espero um dia chamar de meu.

Opala 2 portas Gran Luxo 6 cilindros, 1973 ou 1974.
Outro carro que povoa meus sonhos desde minha adolescência, também pelo conjunto da obra ou seja, desempenho, luxo, conforto e uma certa discrição que o Opala SS não tinha. Este Opala verde menta que encontrei num encontro tem a descrição exata do carro que eu gostaria de ter (até a cor é a que eu gostaria), inclusive com ar condicionado original. Não tive nem abertura nem coragem para perguntar ao proprietário se ele o venderia, primeiro por ele me parecer bastante satisfeito com o carro, e segundo porque sele ele falasse que este Opala poderia ser meu, certamente seria por uma quantia que excederia ao meu juízo, sem contar que não teria nem onde colocar o carro, portanto valeu o silêncio.

"Opaloito" ou "Caravoito"
Na categoria "muscle cars brasileiros", este é o meu modelo - pegar um Opala 2 ou 4 portas ou uma Caravan, bom mas sem ser perfeito, de preferência 4 cilindros e 4 marchas ou então automático, e colocar um motor Chevrolet V8 "small block" 350, preferencialmente com injeção eletrônica, junto com um diferencial de Dodge, câmbio de C10 e freios a disco nas quatro rodas. Este "misto quente" já foi feito por algumas pessoas e o resultado é o melhor possível - sem frescuras, nem dores de cabeça para manutenção ou adaptação, apenas um carro limpo, rápido e confiável.
Um excelente candidato a Opaloito
Motor Chevrolet 350 small block instalado no cofre de um Opala. Parece que nasceu para o carro.

"Chepala" hatch 4 cilindros
"Chepala 4 cilindros" do jornalista Josias Silveira. Fonte: blog AUTOEntusiastas (www.autoentusiastas.blogspot.com.br)
O que fazer com o motor de Opala que sobrou do "Opaloito"? Colocar num Chevette hatch e fazer um "Chepala", e ter um ótimo carro antigo de uso diário. A adaptação é relativamente simples e foi muito frequente nos anos 70 e 80, porém recentemente os pesados e robustos motores de Opala 4 cilindros deram lugar a motores 2.0 de Astra e Vectra com injeção eletrônica, mais leves e de potência bastante superior - proposta tentadora, mas que para mim foge um pouco da receita de simplicidade e baixo custo que se espera de um projeto desses. Motores de Opala 4 cilindros há aos montes (eu mesmo tenho dois, guardados), tem diversas preparações disponíveis e cabem sem adaptações mais pesadas num Chevette, e custam pouco para comprar e manter. Já os motores mais novos são um pouco mais salgados demandam adaptações no câmbio e um conhecimento sobre eletrônica que automotiva eu ainda não tenho.

DKW Vemaguet Belcar até 1963
ESTA é a Vemaguet que eu gostaria de ter - azul com teto branco, com calotas e sobrearos, e com as tais portas suicidas. Tanto DKW como Vemaguet são bem legais, com seus motores 3 cilindros de 999 cm3 e dois tempos, que fazem eles soltarem aquela fumacinha azul pelo escapamento e produzem aquele ruído característico de motor que sobe de giro rapidamente. Os 50 cv de potência dão conta do recado com competência (guardadas as devidas proporções de um projeto da década de 50), e o interior deles é bem espaçoso. Peças de reposição preocupam, mas comparados aos Gordini manter um DKW não é o que há de mais difícil, além do clube ser formado por reais entusiastas.

Austin Mini (o antigo)
A obra prima de Alec Issigonis, este carrinho é sensacional - menor que um Fiat 147, da altura de um Puma, mas que acomoda com conforto 4 passageiros, dá para entender porque ele foi fabricado de 1959 até 2000. O motor original - de 850 cm3 e pífios 36 cv - é compensado pela excelente estabilidade do carro, sendo a versão com motor de 1275 cm3 extremamente divertida de dirigir. O desenho dele é fenomenal, simples mas bem acertado, sendo um clássico admirado onde quer que você vá. Trazer um exemplar destes para o Brasil não é o que se pode chamar de barato, mas não é a coisa mais cara do mundo, e o espaço ocupado por ele na garagem é menor que o de uma carretinha - chega a ser engraçado. Além disso, é mais simpático e menor que um Smart, (que aliás, fica parecendo um Kinder Ovo para o Godzilla perto do Mini), ou mesmo o Fiat 500 novo.

Há mais carros que povoam meus pensamentos sim - como um Pontiac Firebrd 1971, um Dodge Challenger 1972, ou mesmo uma Kombi pick-up até 1975. Há também um monte de outros carros legais que consideraria juntar à frota dependendo do preço e condições, mas não são necessariamente carros que eu deixaria hoje na lista. E você, qual seria a sua lista?


domingo, 23 de março de 2014

Atualizações sobre a C10, Gordini... e alguém mais.

O tempo, ah, o tempo... costumeiro vilão e bode expiatório de um montão de coisas que não fazemos no nosso cotidiano. Tempo para se exercitar, ligar para um parente ou amigo, ou mesmo de estudar... parece que ele nunca coopera conosco, e somos apenas vítimas da circunstância. Para mim, só 10% dos casos são mesmo falta de tempo, os demais 90% são apenas falta de foco, e quando queremos algo, este tal "algo"  vira prioridade rapidinho e nos viramos para que a coisa aconteça. Então antes que me perguntem, tive tempo para escrever sim, só não tive inspiração nem paciência para escrever um post que mereça a atenção do leitor - agora eu me esforcei para escrever um bom post, atualizando sobre a frota e outros assuntos fora da frota.

Olívia, a C10

As fotos mostram que muita coisa foi feita, e parece que com fé e poucos contratempos, ela deve funcionar ainda em Abril e estar pronta para andar em Junho. Todos os acessórios do motor estão no lugar, e com isso viu-se que precisaremos de uma outra polia de virabrequim. O radiador que foi feito para ela, era na verdade das dimensões do da D20 (mais largo e curto), e não serviu de jeito nenhum - erro 200% meu, que especificou errado. Outro radiador está em produção no momento. Uma infinidade de miudezas já foram feitas, e ainda tem mais outra infinidade para serem feitas, e projeto com carro antigo é assim mesmo. Projeto segue em andamento.

Parte de baixo, com escapamento feito.
Pontas de eixo de D20, para freios a disco.
Freios a disco dianteiros no lugar.

Outra visão do escapamento.
Mais uma vista dela com disco de freio instalado.
Famosa válvula de by-pass do escapamento. Por meio de um botão no painel, ela pode ser aberta para os gases saírem por aí e melhorar o desempenho, ou então passarem por todo o escapamento e diminuir o ruído.
Motor empoeirado, ainda sem acessórios, mas no lugar.
Irineu, o Gordini
Os trabalhos nele estão interrompidos para poder dar foco à Olívia, e também a reparos de última hora que aparecem nos outros carros. As (únicas) novidades foram a compra de alguns itens originais dele como limpadores de parabrisas e alguns frisos, e também que minha mãe fez com lençóis velhos uma capa para cobri-lo por inteiro e assim, evitar que fique todo empoeirado enquanto aguarda sua vez.
Na falta de foto atual, vai a mais recente dele, já que ele não saiu daí até agora.
Wenceslau (Fusca 71) e Manuela (Kombi 73)

Ambos passaram por  serviços diversos na mecânica e elétrica, e continuam quase 200% confiáveis para uso diário. A embreagem do Wenceslau trepidava muito e também, ao virar para a esquerda, ele fazia um barulho forte de metal raspando. Tudo isso foi reparado e no ensejo, ele ganhou cabos de vela, velas, filtro de combustível, condensador e platinado novos, além de um ajuste no carburador. Durante o Carnaval, aproveitei e poli algumas peças dele e tentei dar um jeito no aro de buzina para que fique melhor o acionamento. Não deu muito certo, mas está melhor do que estava.

Mais uma da série "Vale a pena ver de novo".
Já a Manuela ganhou o merecido conserto no velocímetro (agora dá para ter ideia da velocidade em que ela está - sensacional!!!) e o reparo do vazamento do câmbio foi consertado com o reparo completo dele, depois dela decidir parar de engatar ré após 15 minutos de funcionamento. E ontem, num sábado nublado e garoento, algo se mostrou errado nela novamente na forma de um ruído contínuo de rolamentos (ou engrenagens) quebrados... acho que o passeio programado para fim de semana que vem tem chances de ser adiado, uma pena.
Fora estes tristes e custosos eventos, tanto Wenceslau quanto a Manuela continuam muito confiáveis e prestativos.
Manuela em seu momento de "onde está Wally?".
 Oscar, um outro membro da família. (Fusca 1300L 79)

Sim, amigos. Fiz mais uma presepada e comprei este simpático e inteiríssimo Fusca 1300L 79 recentemente, depois que um amigo ex-dono dele disse que precisava se desfazer do carro. Acertamos o preço e condições de compra, e com isso Oscar passou a fazer parte da família, brindado a nós com uma conservação impecável, o relativamente raro acabamento interno na cor marrom, as rodas esportivas e o zelo de um carro que, antes de mim, somente teve outros dois proprietários na vida (o primeiro o foi por mais de 20 anos).  A única coisa feita até o momento foi a substituição dos retrovisores externos pelos de plástico preto, que era o equipamento original dele à época. Agora só falta o emblema "1300-L" para a traseira, colocar as rodas e pneus originais e fazer a vistoria para placa preta. Em breve farei um post comparativo entre ele e o Irineu, aguardem!

Oscar. Dá para ser mais simpático?
E por enquanto é só. Os demais carros não tiveram nada digno de nota até o momento, mas em breve (mesmo), terei mais um texto para vocês! E para não perder o costume, compartilhem e comentem.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Olívia em "Exercitando a paciência".

Esta é Olívia, no elevador, esperando sua vez de receber atenção. As peças necessárias já foram compradas, ela ganhou um radiador novo sob medida para o novo motor, o escapamento dimensionado ficou pronto, e agora só falta a montagem. Este "só a montagem" é que dá agonia, pois o típico serviço que em três dias ininterruptos fica pronto ainda não começou - e isso faz mais de um mês... e o que mais preocupa é que durante a montagem é que aparecem as surpresas como uma peça que não encaixa direito, outra que veio errada, ou a necessidade de fabricar algum suporte, conexão ou haste para que o que era previsto funcionar, o faça de fato - então os tais "três dias" viram facilmente dez se houver foco. Quando não há, daí tudo fica exponencialmente mais lento.
Suspensão nova, motor no lugar, e escapamento pronto. Tudo esperando para funcionar...
Escapamento feio sob medida para a Olívia, visto de outro ângulo.
Culpa do mecânico? Não necessariamente, pois nesta época de fim de ano o volume de trabalho aumenta e ele sabe que não estou a pé porque a Olívia não está andando. Culpa minha? Também não necessariamente, pois tudo o que era necessário eu consegui, e no prazo certo, e acreditei numa expectativa dela estar pronta até o fim do ano. Então há culpa? Talvez, pois numa oficina que trabalhe com isso  a entrega dela seria mais rápida, mas a atenção talvez fosse menor (afinal ela é só mais um projeto) e o preço seria mais alto apenas por se tratar de algo exótico, e não necessariamente difícil - reza  a lenda que colocar motor V8 em Maverick originalmente 4 cilindros é muito complicado, e o V8 na C10 entrou como se já tivesse nascido para lá. Culpa mesmo é da minha ansiedade de andar no carro, e esquecer depois de tantos outros projetos que essa demora é assim mesmo.
Parece que ela está com o olhar perdido, de quem continua a espera de sua vez...
Então que 2014 seja um ano muito melhor para todos nós, com mais conquistas e sorrisos do que 2013 proporcionou, e que entre estas conquistas a Olívia volte a circular por meios próprios (e mais potentes) antes do Carnaval. E também que eu fique mais tranquilo com o andamento dos projetos.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Manuela visitando a maternidade e ajudando a história

Como quase todo o mundo viu, a Kombi deixou de ser fabricada no Brasil e no mundo, em virtude da obrigatoriedade do Air Bag e freios ABS para veículos novos. O Sampa Kombi Clube então conseguiu organizar, junto à Volkswagen do Brasil, um encontro de despedida da Kombi, que foi realizado em 08 de Dezembro. Este foi um evento muito bonito e extremamente bem organizado, com mais de 150 Kombis de diversos anos, estados de conservação e histórias para contar - afinal, todas parecem chamar por acontecimentos pitorescos. A cobertura da mídia foi bastante grande, tanto nacional quanto estrangeira - inclusive tem uma foto minha com o Mike Brewer, que apresenta o programa Wheeler Dealer exibido no Discovery Turbo aqui no Brasil. 

Cheguei lá às 08:30 e saí de lá às 15:15 - cansado, tostado pelo Sol (devia ter usado protetor solar...) mas muito feliz por ter feito parte deste encontro tão bacana e simbólico. Eis que, ao sair de lá, dois rapazes se aproximam e se apresentam como de uma produtora de filmes que está trabalhando num vídeo comemorativo de despedida da Kombi e precisavam justamente de uma Kombi azul para uma matéria específica. Fiquei feliz pelo convite, passei o meu telefone para contato mas achei que não era desta vez que a Manuela iria alcançar o estrelato. Mas...
Manuela e suas irmãs, prestigiando a maternidade.

Eu e o Mike Brewer, do programa Wheeler Dealer.

Lateral de uma Kombi 2009, toda pintada por um jovem casal que irá viajar até o deserto do Atacama com ela. Arte e Kombi andam juntas!
A Kombi do casal de jovens, que irá para o Atacama.
Foto "das bundas" das três velhas senhoras - uma de Luxo 61, uma Standard 1960, e uma Furgão 1959.
As duas Kombis mais antigas do Brasil - a da esquerda é a mais antiga ainda em atividade fabricada no Brasil, ano 1958; a da direita é de fabricação alemã e é a mais antiga do Brasil, ano 1950.
 ... aconteceu que eles me ligaram, com a proposta de participação dela nas filmagens. Combinamos o valor do aluguel (para poder financiar uma pequena parte das manutenções dela e da frota), o frete e numa sexta-feira nublada o guincho veio buscá-la, junto com a minha esposa, para participar das filmagens. Segundo relatos, o processo foi demorado e cansativo, mas cuidaram dela como solicitado, e ela aparecerá na história de uma moça que nasceu numa Kombi azul clara - exatamente como a Manuela. Atores fizeram a reconstituição do episódio em que a mãe da moça é levada ao hospital na Kombi do vizinho, mas o parto ocorre no banco traseiro do carro; depois, a própria moça faz um depoimento sobre o assunto e fala um pouco da sua paixão pelas Kombis. Fiquei feliz por tudo isso, por três motivos: o primeiro é que a Manuela ajudou a perpetuar neste vídeo a história deste carro que marcou tanto a história de muitos brasileiros - gostando ou não de Kombi, quase todos tem algo para contar a respeito de uma; o segundo é que para participar de uma filmagem, o carro tem que estar em ótimas condições, e este é um reconhecimento e tanto de um trabalho que levou tempo, dinheiro e dedicação para ficar assim; e terceiro, porque isso abre portas para mais eventos não só com a Manuela mas com os outros carros, e com isso seja mais fácil custear a manutenção e restauração deles. O vídeo deve ser publicado na página da Volkswagen nos próximos meses, então até lá ficamos na expectativa.
Manuela "embarcando na limousine".
No set de filmagens.
Entrevista com a moça que chegou ao mundo a bordo de uma irmã da Manuela, em 1973.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Nova pintura no velho Irineu

Passar muito tempo sem dar notícias está longe de ser sinônimo de blogo abandonado, ou falta de trabalho nos carros - pelo contrário, muita coisa andou até o momento.

A mais interessante destes dias foi a conclusão da funilaria, pintura e parte da elétrica do Irineu, o querido Gordini 1963. Ainda falta muito para terminar a obra, e algumas coisas vão requerer um retrabalho, mas já animou muito ver como ele está agora. Então, chega de papo e vejam as fotos!
Irineu em desmontagem. Tudo que precisasse de cromeação, foi cromado.

Caixa de roda, já pintada. Impressionante ver como o carro tinha massa, e como ele era íntegro.
Gordini pintado, esperando montagem.
Lá está ele: pintado, semi-montado e com revisão elétrica pronta, esperando a montagem do motor e revisão de suspensão.
A traseira dele, agora com as lanternas originais.
Ele já era fotogênico, agora ficou fantástico!
Esse espaço entre a tampa do porta-malas e os paralamas é uma das coisas que precisarão ser sanadas futuramente.
Painel pintado decentemente, e com a chave de luzes + seta originais.
O cofre esperando a instalação dos defletores e a chegada do motor.
Ainda tem chão pela frente, e os retrabalhos é que vão fazer quebrar um pouco a cabeça até concluí-los decentemente. Um deles é a ajustagem dos vãos da tampa do porta-malas e os paralamas, que estão muito grandes (chegam quase a passar um dedo em cada lado) mas mesmo assim os paralamas estão alinhados com as portas. Outro é instalar direito aquela aba que vai embaixo de cada porta traseira, pois ela ficou para fora e o resultado ficou muito feio. No campo da lista de novas tarefas, ainda tem o estofamento completo, montagem do motor, embuchamento completo da suspensão, polimento e montagem dos vidros, e mais uma série de pequenos mas importantes detalhes para que até Outubro de 2014 ele esteja "pronto" e com a Placa Preta. Assim, veremos este carrinho da frente sorridente desfilar bonito novamente em breve.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A única certeza é a constante mudança

A Kombi não será mais fabricada...
...
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...O Brasil,  "país do futuro" está lenta e firmemente caminhando para um futuro ruim.
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A MTV Brasil está acabando enquanto escrevo este post...
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...o telégrafo foi fazer companhia ao telex e virou, finalmente, peça de museu.
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Os LPs, fadados ao esquecimento, voltam como um jeito 'cool' de ouvir música...
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...Lobão, roqueiro rebelde dos anos 80, vira mais um reacionário colunista da sempre abominada Veja
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Fomos às ruas protestar por justiça...
.... E recebemos pizza
Cursando datilografia...
...tênis Nike Air
Aulas de Espanhol...
...MBA
Fimnde semana no Guarujá...
...férias em Trancoso
...passar de ano...
...
...conseguir um emprego...
...
... Trocar de carro ...
...
Tudo igual e ao mesmo tempo tão diferente. 
A única certeza é que tudo está em constante mudança.

Luciano de Pinho, estreando um iPad mini e o estranho mundo do teclado virtual.
http://m.youtube.com/watch?v=6AbEIGF0rAI

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Wenceslau em um spa


Com poucas e boas coisas, o Wenceslau fica cada dia mais próximo do que chamamos de "carro pronto". Trocou-se o óleo do motor, a suspensão foi toda lubrificada, assim como alavanca de câmbio e dobradiças das portas. E com um serviço tão simples, ele ficou mais gostoso de andar, macio e leve. E como ele já estava lá, erguido na plataforma, aproveitei e troquei as ponteiras de escapamento por um par novo, do mesmo fabricante que as fazia nos tempos em que a fábrica da Volkswagen praticamente cuspia um Fusca a cada um ou dois minutos. Além de ter ficado mais bonito visualmente, o motor ligado agora produz um assobio gostoso e simpático.


As ponteiras de escapamento novas, trocadas com o simpático Fusquinha erguido na plataforma.
Wenceslau em seu momento de lubrificação.
E mesmo assim, aparentemente limpo,lá foi ele para um bom polimento externo e hidratação de interior, para ficar com cara de novo. O resultado é muito bom, com todos os cromados brilhando, a pintura tinindo (com exceção dos pequenos defeitos e riscos encontrados após polimento...)e o interior mais macio, limpo e hidratado. 
Wenceslau polido, hidratado e com cara de feliz.
Parece até sorrir nesta foto.

O interior higienizado. Ao vivo fica melhor que na foto.
E o que falta agora? Incrivelmente, pouca coisa para dizer "está pronto" - entre elas estão trocar os pneus por outros sem ressecamento, ajustar o cabo de embreagem para ele parar de tremer ao sair em primeira marcha, colocar o sensor de ignição que substitui o platinado (não é ignição eletrônica), instalar o alto-falante traseiro, fixar a tampa traseira de maneira decente... e pensando bem, ainda falta bastante para ficar pronto.